Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Ser fiel
Não é por falta de opçÔes
à ter um endereço fixo no teu corpo
Um lugar no teu coração.
Gostar de alguĂ©m nĂŁo Ă© sĂł gostar das qualidades, dos bons momentos e glĂłrias.. Ă tambĂ©m lembrar dos maus momentos e ainda conseguir sorrir; Ă© olhar os defeitos e abraçar; Ă© enfrentar a selvageria da 'vaidade' e do ego, e ainda estar disposto a aceitar; Ă© estar distante e sorrir com uma lembrança; Ă© ouvir uma mĂșsica e sentir sua presença; Ă© admirar mesmo quando hĂĄ o fracasso; Ă© nĂŁo ignorar mesmo quando Ă© ignorado; Ă© nĂŁo se permitir brincar de cara ou coroa, para poder dar o troco; Ă© falar a verdade sempre, mesmo que nĂŁo agrade; Ă© estar disposto a ser excluĂdo em nome da sinceridade; Ă© nĂŁo criar expectativas para serem destruĂdas; Ă© perdoar antes mesmo de ser traĂdo; Ă© se preocupar mesmo quando nĂŁo hĂĄ o que temer; Ă© ser julgado e ainda doar o seu tempo; Ă© ter sabedoria para nĂŁo julgar ; Ă© ser odiado e ainda sim amar, afinal...
Cansada da tanta injustiça
De tanta maldade que me deixa
Com um nĂł preso na garganta
Porque nĂŁo consigo engolir todo o mal
VIDA
A vida Ă© uma simples aventura
Viva, cante, sinta
Ame, chore, brinque
Ganhe, perca
Caia, tropece, levante-se
Sorria, apaixone-se
Deseje sem medo
E siga em diante
Obrigada senhor
Por me mandares anjos
Que me guiam junto a ti
Eliminando todas as pedras
Do meu caminho.
ESCREVO
Escrevo Ă© o que sou
HistĂłrias perdidas
Esquecidas na memĂłria
Gravadas no coração
Inventadas com sabedoria
Do meu saber observar
FicçÔes que são encantos
MemĂłrias que nĂŁo aconteceram
Sonhos que morreram e nĂŁo viveram
Escrever Ă© uma forma
De agradecer, perdoar, esquecer
O que sĂł o destino teve culpa
As palavras são a minha respiração
Elas dã-me vida e eu dou-lhes o meu coração
A minha alma nas memĂłrias guardadas ou nĂŁo.
RASGO
Rasgo o sombrio de mim
Na saudade de um espasmo
Degredo esquecido em mim
Solto nos rastros perdidos
Procurei esquecer a dor
Que me atormenta no espaço
Escondido nos sonhos
Que no tormento flagela
Os meus dias, noites sem dormir
Feito de novelos que fia a dor
No crepĂșsculo do vento
Quimeras de sombras
Que cobrem apenas a tua ausĂȘncia
Para rasgar a dor que sinto
Quando nĂŁo estou contigo.
EU VOU
Vou amar sem me perder
Sem me cruxificar
Vou sobreviver
Espairecer até morrer
Para demonstrar
O que vive em mim
Deixar sair sem nada sentir
Deixar fluir sem me repetir
Fugir das prisÔes
Libertar-me dos grilhÔes
Vou tentar fugir mas de ti
Nunca sou assim, crescer amar
Vivi com intensidade
Todos os momentos
Aprendi amadurecer
Coloquei no meu coração
Tudo que senti
Deixar andar sem nada esperar
Aceitar o que estĂĄ
Para vir sem nunca duvidar.
