Independência

Cerca de 3785 frases e pensamentos: Independência

⁠"uau": interjeição monossilábica
que expressa supresa de forma ambígua.
entre todos os caminhos que levam para o coração,
imaginei qual a melhor forma dessa interjeição
encaixaria para receber o seu perdão.
querida personificação do amor,
você errou mais uma vez
e mais uma vez te canto aquele samba de uma nota só do jobim
porque meu coração já não aguenta mais aceitar um fim,
fui eu quem te disse:
"oh! cupido, vai longe de mim"
assim como celly campello,
mas você decidiu me acertar
e desenhar alguém que me desejaria
como quem se divertia com um novelo.
nem isso conseguiu superar meu ego.
não aguento tanto grude, tanto apego,
alguém que pelo amor estaria tão cego.
cansado de procurar alguém para amar,
eu como o rei de copas
ordeno chuva de flechas das minhas tropas...
de cupidos.
que cortem...
os corações feridos
por flechas com meus pedidos,
alguém há de aparecer como meu coração imaginou.
existe alguém nesse mundo
que seja bossa nova e rock n'roll?
que prometa me salvar do mar como david
até minha alma ganhar um vinco,
ou dançar no meu caixão como alexis
em um "verão de 85",
estarei esperando alguém para provar deste meu coração.
antes de dizer que eu só exagero e brinco,
deixei a minha porta sem o trinco.

Inserida por davilimagunther

⁠sede de sentimento,
as borboletas só estão no meu estômago
porque eu tenho as engolido,
pois periodicamente não sinto nada.
dizem que isso só melhora com umas ficadas na noitada
mas nem me chamam mais pra nada,
visto que nunca estou presente,
não preciso pedir mais nada,
nem pra cupido, nem pra fada.
sou o futuro à caminho de um azul
onde só brilham resquícios do que um dia já foi escrito,
sentindo o vento dos aviões sobrevoando ao meu lado,
passageiros me assistindo nos televisores sincronizados.
subindo cada vez mais perto do céu,
olhares me seguem
e mesmo sem falar nada, os fiz descer.
é difícil olhar e me querer?
mas não é só um que quer me prender.
me denominam como a maior estrela,
como astro, como rei,
como um graffite que vai eternizar a sua arte pro resto da vida:
tudo roda em meu mundinho,
eu já sei de tudo isso,
portanto de mim, eles só ganham um simples selinho.
sempre fui mais azul,
apesar de um dia ter sido breu.
hoje sou edição limitada, peça única do museu,
quem deixou de falar comigo foi quem perdeu,
bebendo cada lágrima de quem por mim sofreu.
de boca em boca, de ouvido em ouvido,
me aumentam mesmo sem eu ter percebido,
o príncipe deixou de ser plebeu (se é que um dia foi).
prontos para polir cada troféu meu?
graças ao talento que me cresceu,
por todos os dias que o mundo a mim perdeu,
todos os dias que minha alma mudou e reviveu:
até concordo com eles,
entre todos de mim, também escolho eu.

Inserida por davilimagunther

⁠sempre fui mais azul,
apesar de um dia ter sido breu.
hoje sou edição limitada, peça única do museu,
quem deixou de falar comigo foi quem perdeu,
bebendo cada lágrima de quem por mim sofreu.

Inserida por davilimagunther

⁠caçoando até nadando contra a maré,
meu jeitinho de rir diferente,
como eu sou engraçado quanto tem muita gente,
oposto de quanto tô só: não sou só mais um,
por onde quer que eu vá, qualquer um sente,
os livro dos corpos frios e mórbidos,
resultado do meu jeito solar, mais quente,
me ter é como ter um... "davi?" presente.
por tempos, fui a ervilha entre tantos colchões,
nunca quebrado: coração de aço,
debocham da minha cara, logo eu, o palhaço,
entretanto dentro de mim, o circo é meu.
o problema não sou eu
se é você que eu não convido a subir no palco,
ou até seria...
pois independente das rugas que me surgir,
minha alma sempre irá cheirar a talco.
votos de um novo ano podem te fazer ser melhor,
a cada momento que comigo você "brinque",
te ofereço um gole para se afogar no meu drinque
como os porcos de chihiro.
até em cortinas que não se abrem, sou de bom grado,
apesar de escrever isso ao teu lado
e recitar para multidões.
meu jogo não funciona com moedas, são milhões,
escolha diversas outras opções,
mas nada se compara a mim.
sou a mistura do nada muito engraçado:
gostoso, me divido pois todo mundo quer um pedaço;
mas nada muito bruto: pois nasci palhaço.
depois de muitas tentativas,
trilhando o meu próprio percurso,
eu sou a minha fonte, o meu recurso,
coma mais arte:
pois o dom que eu nasci, cê precisou fazer curso.
o espetáculo foi um sucesso e sempre será,
respeitável público,
os espero novamente em janeiro
em mais uma abertura do meu picadeiro.

Inserida por davilimagunther

⁠meu jogo não funciona com moedas, são milhões,
escolha diversas outras opções,
mas nada se compara a mim.
sou a mistura do nada muito engraçado:
gostoso, me divido pois todo mundo quer um pedaço;
mas nada muito bruto: pois nasci palhaço.

Inserida por davilimagunther

⁠portas, corredores, luzes quadradas,
percorrendo pelo teto,
já não caibo onde um dia, já fui completo.
quarta letra do alfabeto, o seis da chamada,
chute na barriga, "criança mimada",
livros nas costas, bicicleta na calçada,
medo de ser adulto, levando flechada.
cresci demais: sou meu produto, meu objeto,
meu próprio vício (e de outras também),
shiu... conta nada, pra ninguém.
investindo em cada projeto, discreto.
falando: irônico mas papo reto, direto.
em silêncio, aclamado por palmas caladas
pois meu maior público vem de visualizações abafadas.
nunca estou pronto para nenhuma fase da vida?
não vim com manual de instrução:
você criou meus nomes, mas não minhas carreiras,
apenas o dono de casa sabe onde ficam as goteiras,
as cascas de banana escondidas procurando as respectivas lixeiras,
segurando nas estribeiras.
me entendendo entre caim e abel,
correndo entre as salas iguais desse hotel,
perseguindo como uma cascavel
gritando que meu talento se comprova só com uma folha de papel
de qualquer curso batido de universidade;
já sou crescido demais para saber a minha vontade.
nunca gostei de caminhos comuns,
sendo aqueles que vocês nunca valorizam,
me mostro ao mundo com pequenas conquistas, recebo o nobel
porém para vocês sigo na construção da torre de babel,
e como já contei antes, não adianta:
eu já fiz minha subida ao céu.
mil talentos, multifuncional
julgado por eu ser o meu próprio par ideal,
ainda não é mundial, meu hobbie está local,
já que dias f0das nunca serão esquecidos,
pois os elogios de fora são os mais floridos,
os que nunca me viram,
os que admiraram o meu coração e cérebro récem-nascidos.
tudo é sensível aos meus sentidos,
tudo mudou, essa vontade me expressar nunca passa,
como tarantino: não espere por nada, simplesmente faça.
das quatro paredes do meu quarto, a mente se divide em uma casa inteira,
cada cômodo se torna maior que qualquer coroa ou mérito que me consagre,
a partir de hoje, sou um santo de casa que / ainda não / faz milagre.

Inserida por davilimagunther

⁠me conhecia como um cara viril,
comigo conheceu ceará sem ir pro brasil,
provou de berlim sem ir para a alemanha,
no topo da montanha, minha juba assanha,
meu som imita muito mais um rugido do que uma voz estranha,
peso uma tonelada e não apenas algumas gramas,
primeiro lugar na minha vida e segundo em outras tramas,
dispenso paredes e camas,
fiz por mim: a minha casa está em chamas.

Inserida por davilimagunther

⁠sarcástico, irônico, beijos... babilônicos.
o tempo me ensinou a rir na cara do perigo,
criar minha cara de pau ou me acostumar sendo mais um trouxa
que cai em qualquer delírio da sociedade,
em qualquer brecha frouxa.

Inserida por davilimagunther

⁠se acender um isqueiro eu explodo,
queimadura de terceiro grau, te queimo,
pego fogo: pode chegar perto,
só machuco mas não mordo.
sempre preparado pra tudo dar errado,
quanto mais você me acha inocente,
mais noto que essa era a minha intenção na sua mente;
emocionalmente independente.

Inserida por davilimagunther

⁠onde estiver: no meio de minha manada,
na grama molhada, na fazenda, na roçada,
young, wild and free;
o que me protege é rezar antes de dormir,
pois nessa vida de caça e caçador,
minha aura é de quem nasceu há dez mil anos atrás.

Inserida por davilimagunther

⁠não choro mais no banheiro,
na vida passada fui um grande guerreiro
que para perguntas idiotas, entrego respostas imbecis:
um dia vou dar orgulho ao meu país,
porém duvido que quando a morte chegar, eu esteja vivo,
entregue a tudo o que vou ser e sou:
me resulto do dia em que algo quase me matou,
mas nunca vai achar onde me deixou.

Inserida por davilimagunther

⁠pare esse mundo que eu quero descer,
já estamos em julho, já pulei o muro
e gostei mais do outro lado,
de borboleta não sei apenas o nado,
rindo chapado, coração blindado,
se Deus vier, que venha armado.

Inserida por davilimagunther

⁠evite acidentes, faça tudo de propósito,
meu santo é meu bem mais forte,
carrego as mágoas num depósito
e as solto bem alto enquanto estou gritando,
guitarra no último volume, microfone oscliando,
com o cheiro forte da boa, da pólvora, do suor humano
que adentra minhas narinas e me faz sentir mais vivo,
do sangue que jorra da minha mordida em que salivo.

Inserida por davilimagunther

⁠Ignorar a genética é ignorar a própria vida.

Inserida por reconceituando

⁠A cada 7 de setembro, o grito de liberdade ecoa, inspirando-nos a construir um Brasil mais justo e igualitário para todos.

Inserida por amiltonfarias

"Não dependerá de mais ninguém, salvo do Senhor Nosso Deus."

Inserida por claudiaberlezi

Ser jovem não é somente viver os bons momentos da juventude, mas, amar a si mesmo e estar de bem com a vida, independente da idade

Inserida por Jaderamadi

⁠Aquele de quem eu mais dependo me ensinou a não depender de ninguém mais.

Inserida por Wagner_Dom

⁠A partir do momento que considerares como um sujeito que independe do próximo, automaticamente serás entitulado como um indivíduo rico.

300123

Inserida por J6NEMG

O Circo das Almas Desfiadas

Entre cortinas de sonhos rasgados,
Dançam palhaços, desalmados,
Com lágrimas de prata e pés no abismo,
Cada passo é um cisma, um paradoxo no ritmo.


O trapezista voa e se esquece do chão,
Enquanto a plateia aplaude a sua própria ilusão,
E o mágico, velho e sábio, só ri,
Porque sabe que a fuga também é um fim.


Ôô, quem dança no fio da lâmina fria?
São almas desfiadas na melodia,
O palco é um espelho, o show nunca para,
E a vida? Só uma luva de cara pintada!


O equilibrista bebe o vinho da vertigem,
Enquanto o domador dorme com seus leões de estimação,
A bailarina gira num compasso de eternidade,
Seu tutu é feito de tinta e saudade.


E o coringa, ah, o coringa!
Faz piada da própria sina,
Entre cartas marcadas e risadas falsas,
Ele é rei, é peão, é a própria casa.


Ôô, quem dança no fio da lâmina fria?
São almas desfiadas na melodia,
O palco é um espelho, o show nunca para,
E a vida? Só uma luva de cara pintada!


Quando as luzes se apagam e o pó vira poema,
Restam os versos, o eco de uma arena,
E quem ouvir seu próprio riso no escuro,
Saberá que o truque sempre foi o mundo, puro.

Inserida por Zayle