Independência
Homens costumam confundir mulher difícil com mulher fácil.
Tolos, mal sabem que mulher livre é tudo, menos fácil.
Falar em Arte Marginal é redundância, porque a Arte só pode existir à margem, tudo o que se encontra no centro já é Cultura.
Somos determinados por forças fora de nosso EU consciente, e por paixões e interesses que nos dirigem à nossa revelia. Na medida em que isso ocorre, não somos livres. Mas podemos livrar-nos dessa servidão e ampliar o reino da liberdade, abandonando as ilusões e nos transformando, de pessoas sonâmbulas, prisioneiras, dependentes, passivas, em pessoas despertas, consciente, ativas e independentes.
Valorize as suas próprias capacidades e use as ferramentas e talentos que Deus lhe deu para construir uma vida independente e bem-sucedida.
Nada é mais valioso do que ser capaz de prover-se a si mesmo. Todo trabalho honesto é digno por mais simples que seja, principalmente aquele que lhe faz dono de si.
Eu não era, não sou, jamais serei neutro, nem permaneci, ou permanecerei, acima das lutas, nem aceito a concepção abstrata de liberdade, mas a concepção historicamente condicionada, aquela que a define como a consciência da necessidade.
A FÚRIA DE CALIBÃ - pág. 192
“Lettre à ma maitresse”
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Por causa dela,
Não me importo mais com cães
Gosto das mãos das mulheres
Mas não como quase nada
Nos alimentamos de maçãs
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Graças a ela,
Eu ouço ópera e mijo na varanda
Nós jogamos bacará, mas ela nunca ganha
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Graças a ela,
Eu gosto de Bach
De tango, e também de violoncelo
Por causa dela, graças a ela
Passei a ir ao cinema em Roma ou em Honfleur
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Ela diz que não devemos ter vergonha do choro
Eu não gosto muito disso
Eu não suporto os gritos
E há gritos!
Há lágrimas e risos
Ela diz “Serà lo qué serà”
E vamos fingir que…
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Eu deito bem perto dela
Meus olhos negros carvão,
pintados com rímel,
sonham com carne
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Graças a ela, passei a gostar de cigarros
A fuga para o fim
E ja não tanto de biscoitos
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Escuto suas longas conversas pelo corredor
Anseio por testemunhar sua doce evolução
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Graças a ela, eu não sou mais um cachorro
Eu ando em seus passos
E quando ela me diz “Venha!”
Então todo o meu coração bate ao mesmo ritmo que o dela
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Por causa dela, eu sei de tudo
No entanto, eu não digo nada
Quem é ela, o que ela faz?
Sempre o que lhe agrada
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Ela só ama o preto
Eu sou toda branca
Nossos corpos à noite se revelam
Sem distinção de status
Adentrando os jardins
Deitando pelos bancos
Esquecendo nossas tristezas
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Ela é sem fé, nem lei
Graças a mim, graças a mim
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De Jean-Michel Bernard.
Traduzida por Julha, a partir da Interpretação de Fanny Ardant.
“Com o passar do tempo conseguimos perceber que as pessoas se tornaram menos humanas e mais sentimentais. Onde o “eu” é mais importante independente do que aconteça.”
Nesta arte tão sublime,
De palavras estridentes,
Há os poetas do regime
E os que são independentes.
O tempo é zombeteiro e veloz
E na sua velocidade atroz
Não nos permite fazer da vida um rascunho.
Mas independentemente de o tempo passar,
tudo o que for verdadeiro permanecerá.
Com frequência, a humanidade se equivoca ao confundir a reclusão com a autonomia, e a busca pelo entretenimento com a verdadeira essência da felicidade.
O que pensas que sou para me tratares assim,
Algo que sempre esta sua disposição quando quiseres ou um brinquedo seu para usares quando quiseres.
Não sabe o quanto sofro com tua ausência e desprezo, porém estou aprendendo com eles a ser independente de ti.
As vezes não precisamos de muito, só precisamos valorizar o que temos e fazer as seguintes perguntas diante de uma dúvida de até devemos ir na nossa vida profissional.
Perguntas:
I - Será que para ser feliz, eu preciso daquilo mesmo?
II - Será que a minha vida seria diferente se eu não tivesse aquilo em meu poder?
III - Será que aquilo vai agregar valor ao meu caráter?
O medo pode nos manter presos em nossas próprias limitações, mas a coragem nos liberta para vivermos nossos sonhos
