Incertezas
Então aquela menina cheia de inseguranças pegou seu diário com o coração partido de incertezas e magoas e começou a escrever.
' Querido diário', hoje passei aqui só pra escrever o quando eu to diferente, hoje vi ele de novo, não fiquei encarando ele como sempre faço, não puxei assunto como é de costume, apenas abaixei a cabeça e segui , sem dar nem um ‘’oi’’ com o coração partido , se ele me quisesse mesmo eu ele estaria aqui comigo , ele me ligaria e como sempre eu diria sim , que iria ver ele sim , acontece que agora não vou mais dar o meu melhor pra quem não dar um passo por mim , acontece que não vou mudar pode ele , ele não merece nada de mim , eu vou mudar por mim , pra me sentir melhor , eu não vou mais me torturar como eu sempre fiz , vou apagar tudo dele do meu histórico , não quero fotos , mensagens e nem conversas , eu quero paz , quero alegria .
Talvez ele note que eu estou diferente, mais se ele não tonar? Pra mim não vai fazer a mínima diferença, estou mudando por mim e não por ele, é fato que quem ama corre atrás, mais amar e uma coisa se humilhar é outra eu não nasci pra me humilhar pra ninguém, muito menos pra quem não me dar valor uma hora esse sentimento adormece e fica quietinho em meu subconsciente, as lembranças vão vim é obvio , sempre haverá algo que me fará lembrar ele , mais quando as lembranças vim prefiro me esconder eu vou sorrir sem rancor , sem raiva , vou lembrar dele com carinho quando essa maré abaixar , por enquanto prefiro ficar aqui quietinha no meu canto enquanto a brisa cai lá fora e meu coração bate forte sem saber onde ele esta , prefiro assim sabe não saber mais dele, com quem ele anda ? , o que faz? Eu o prefiro longe, meu coração ta machucado, mais o tempo cura qualquer ferida e quando eu ouvir o nome dele, meus olhos vão lhe procurar e mesmo se eles não lhe encontrar, meu sorriso será automático .
Então ela fechou seu diário cheio de orgulho de si mesma já não era a mesma menina frágil que começara escrevendo a primeira linha, já estava mais confiante, determinada, escrever para ela era forma de desabafar, se sentia melhor quando colocava pra fora o que sentia em forma de texto, quando desenhava sobre aquelas linhas seus pensamentos e sentimentos. Então uma lagrima rolou em seu rosto, e ela na escuridão da noite apoiou sua cabeça no seu travesseiro e apertou bem forte o seu diário, e sussurrou:
- É bobagem, isso passa!
Então fechou os seus olhos e deixou escapar outra lagrima, outra, e outra até adormecer! Então dormiu e entrou em seu mundo com novos horizontes, com novos sorrisos, com novas pessoas e com menos dor.
DÚVIDA AMIGA
Incógnitas, variáveis, incertezas, hesitações…
Infinitas possibilidades e interrogações que surgem de uma vez só
Confundindo o espírito fraco pelas situações, pelo tempo
Confundindo a mente inebriada pelo caos do momento
Interrogações que assolam desde o mais pobre espírito insensato
Até aos espectros minguantes pelos víveres abstratos
Sim!
Interrogações!
Como as prefiro às frias e tediosas respostas e certezas de tudo
Que arremedo de projeto vivo seríamos com todas as respostas?
Se soubéssemos o nosso rumo,
O nosso destino?
Ah, mas que desagradável seria burlar todas as caóticas variáveis da vida
Não sentir o frio na barriga do salto incerto
Não se perder nos caminhos tortos e sombrios
Não ousar no deliciosamente e arriscado e incerto
Não fazendo aquilo que o âmago manda e que a mente desaprova
Não sonhar com o impossível
Não, não quero certezas no meu caminho
Não, não quero respostas despejadas em minha face,
que me impeçam de sentir o interessante gosto de arriscar,
De sonhar…
Não quero os pés no chão a todo momento
Visto minhas asas quando quero
Não quero traçar um rumo certo
Prefiro aquele rumo cheio de incertezas
Um caminho estranho e misterioso
Que me encanta em seus segredos
Seus mistérios
Prefiro abraçar a dúvida
Mas a abraço com cuidado
Gosto que esteja por perto
Me fazendo suspeitar do mundo
Mas que fique em outra sala, longe do medo
Que estes não se encontrem
Não se conheçam
Se o medo e a dúvida se amigarem
Nos porão grilhões
Farão perder com o medo de arriscar
Perder mais que o pulo em falso
Farão pensar na tristeza e decepção
Não temam a dúvida!
Abracem-na!
Vivam-na!
Sintam sem medo o júbilo do caos e incerteza do cosmos
Duvidar do mundo
Da existência
Do futuro
Do ser e do estar
Estar incerto
Confuso
Duvidar
O que é isso senão o mais simples e belo ato de viver…
De sonhar?
Incertezas, tão certas e frequentes que me assustam
Meus pensamentos não mudam, permanecem confusos
Eu sei que não sei e para mim isso basta
A escassa esperança rodeada pela indiferença
Embaralha minha crença do que é certo e errado
(Se é que tenho este conceito separado)
Desanimar não é comigo
Mas também não exagero
Não sei ao certo o que quero
Então eu simplesmente espero
Mas e se o tempo passar e nada acontecer?
A culpa será toda minha?
Perdi meu tempo com esse poema?
E assim, enfrento o dilema: Tentar ou esquecer.
Precisamos aprender a conviver com incertezas
Contam que vida é uma forma de poesia
Dependendo do leitor, feliz ou triste?
Contam dos amores utópicos
Amores perfeitos entre seres imperfeitos?
Livros mostrando o caminho da felicidade
Entre possibilidades infinitas no caminho
Coisas felizes, tristes, indiferenças
Existe o jeito certo de ser feliz como alguns costumam dizer?
A moral que altera-se com o tempo, os costumes
O mundo o mesmo sempre, nada sendo o mesmo
Existe formas certas e erradas de viver?
Os teus sonhos de hoje, certamente, diferentes futuramente
Provavelmente substituições por conta de suas frustrações
O que sente agora, os sentimentos, o prazer, formas de satisfazer
Logo logo podem não significar nada para o seu ser
Quais certezas sobre a vida você consegue ter?
As coisas permanecem as mesmas, enxerga de outros jeitos
Certamente, nunca sabe o que é, as coisas são para nós
O que julgamos absolutas por nossa forma de ver
Se nada fosse o que espera ser que mudanças isso faria?
Sua vida é composta por falsos juízos, a forma que se leva a vida
Consiste em acreditar e criar ilusões, um sonho vivo
Esta preso em falsas concepções? a vida que vive, verdade ou ilusão?
O amor metafísico, o maior devaneio
A certeza que existe nas incertezas
A dialética entre inteligência e beleza
O meio termo entre sanidade e loucura
Sendo a destruição e também a cura
A capacidade de ser intensa em todos instantes
Habita minha mente mesmo distante
Me mostra o mundo, os fatores resultantes
Em conseguir lhe compreender sem nada saber
É o amor em crescimento exponencial
É o fenômeno raro, a felicidade constante
Um número infinito de incógnitas no seu ser
Todas motivos para delírio, motivos sólidos
Nem o maior gênio consegue refutar
Em tudo o que você é, só resta o prazer de te amar.
Eu era um quadro cheio
de incertezas, uma pintura perdida
mas marcas que não me definiam,
apenas me confundiam ainda mais
Seria possível me redesenhar?
mudar os meus tons e os meus
traços para me refazer?
Estou exposto e disposto a ser o
melhor, na minha melhor versão só para
te ver sorrir
Me sinto tão bem e nada do que eu
tenha feito importa mais
Não perca tempo com aquele amor recheado de incertezas e inseguranças; se envolva com um amor de verdade, um amor que lhe dará carinho, atenção, um amor que te fará convites para conhecer às estrelas.
Meus pensamentos.
Resende, 31 de outubro de 2018.
Na minha vida apenas o que é concreto; é o rosa do meu batom.
O restante é incertezas, vou vivendo o que a vida me oferece no momento. Abraço o que chega com delicadezas, porque o amanhã tá muito longe; já o hoje está a um passo.Por tanto é o hoje que vale a pena!
Por mais incerto que tudo seja, sei que com fé, fico de pé.
"Ora, vivo o agora, o amanhã só a Deus pertence."
#Autora #Andrea_Domingues ©
Todos direitos autorais reservados 03/11/2018 às 12:00
Longas noites , de chuva, de frio , de ameaças , duvidas , incertezas .
Não sabem quem eu sou , mas de certeza já me viram numa cidade , nas noites longas .
Em tantas certezas e dúvidas
E acerto e erros.
Não vê nessas incertezas
Que minha cabeça se dispõe
Ao meu coração tantos rumores
De dores que criamos
É a imaginação que nós transmuta
Ao um ser perseguidor .
E acusador
prisioneiro do medo .
De pisar o futuro.
É quando cai a chuva que enaltece o resplendedor do novo, lavando as incertezas limpando a frágil existência.
Deixando de novo tudo novo para recomeçar!
TAÍS
Ela chega através das fotos
Abraçada com o futuro está
Abarcada por incertezas triviais
Ela não foge às convicções
Em seu púlpito particular
Discursa em silêncio seus pesares
Abraçando o cinturão de Órion
Que surgiu de seu ventre
Ela, agora, sorri através da fotografia
Linda, como só ela sabe ser
A verdade vedada se traduz em cada gesto
Que erroneamente, parece-lhe servil
Sua natureza não é ser vil
O pai não é o universo, ela sabe.
A terra é sua mãe
Cheiro seu mato a milhas de distância
Fulano disse isso
Fulana é aquilo
Nada importa neste momento único
Os olhos caídos e cansados precisam da liberdade de ser.
O pai não é o mar
A mãe, tampouco
Posso sentir nela o que ela não sente no eu
Ego implacável e que descostura o tecido do amor servil e necessário.
Contradições de uma alma que ama...
Mas existe amor de verdade não contraditório?
O poeta usa um reles vicio como genuflexório
Para tentar externar a indizível vontade
De se reinventar — por e para ela.
Ela é tão linda
Dona de si
E o pai não é o universo
A mãe não é a única.
Ela é tão linda quanto qualquer hora do dia
E a alma é seu universo
E a barca que carrega orion
É seu porto.
Talvez um dia andemos juntos
Por entre alamedas de comunhão
Talvez?
Não.
Com certeza hei de vê-la sorrir
Não só pela fotografia virtual
Mas pela tão almejada felicidade real.
Ela sempre chegará.
O pai estará dormindo
E sonhando com o universo
Que é dela. Só dela.
Luciano Calazans. Praia do Forte, 13/10/2018.
A Bruma e a Réstia
Por entre as brumas que envolvem as incertezas
Sempre há uma réstia de brilho, de beleza
Seja vermelha carmim ou turquesa
Por entre os limbos, umbrais, carnes e vais
Há o barro, o jarro, o sarro, o sonho o riso...
Haverão, inevitavelmente, as notas batizadas
Pelo frade Arezzo .
Entre você e eu existe a bruma, mas a réstia é demasiadamente incandescente! É fogo
Qual mil lampiões no breu de uma noite sem estrelas.
Entre o eu de você o lamento de muitos vais
Em nossa tempestade existe o sal do mar
O sol do lá, e do turquesa. Beleza!
No desassossego da alma, exuberante é o Álamo
Que adorna nossa casa, a casa das nossas almas, vez em quando, esguias – trivialidades.
Não obstante, no liquidificador metafórico que transcende e mistura a magia,
Somos um só líquido.
Sólido líquido
Calefação
Ebulição
Nunca o congelar. Jamais o engessar.
Somos porquês com respostas
Somos o ganhar sem apostas
Somos um verbo conhecido e desconhecido
Somos uma aberração dos comuns sentidos
Em vários desvarios.
Se isso não é o amor
Amar é o nada
Se isso não é amor
As brumas são réstias
Se o sol não está aqui
A chuva nos basta
Isso é amor
Luciano Calazans, Salvador, BAHIA. 05/02/2018
Uma verdade vital é saber viver a vida com responsabilidade, e com a intensidade das incertezas e probabilidades do efêmero, até a chegada da partida certeira.
O preconceito dos jovens em relação aos mais velhos finda nas incertezas e certezas da vida. Os mais velhos possuem a certeza de terem a experiência de vida, e a juventude na alma. Mas os jovens não possuem a certeza de chegarem à repelida velhice com juventude e experiência.
