Incentivo a Leitura Lingua Portuguesa
Tô fora
Sua língua, já não fala mais a minha
Já não posso mais ouvir a tua voz
Teus pensamentos, confundem os meus
Seus sentimentos, fogem do meu entender
Teu corpo parece se tornar espinhoso
Que num gesto de abraço, tenta me ofender
Mesmo querendo, de você...
Já não consigo lembrar
Seus lábios, já não é mais caminho
Onde a minha boca, possa caminhar
Teus olhos ferem minha alma
E de hoje em diante, tudo que eu quero
É de teu olhar me livrar.
Eu falo uma das línguas dos homens, mas se eu falasse a língua dos anjos, perguntaria anjo: pq a vida tem que ser assim?
Ainda que me arranque a língua e os dentes,
ruminarei o poente e tudo que há nele.
Atravessarei o avesso do meu avesso,
Mesmo com a melancolia esparsa.
Quando tudo me facina,
Acelera,
Dilacera,
Desistência torna-se inexistente.
Como é extraordinário o sabor da resistência
Quando se vê uma faísca na esquina onde contorna liberdade.
Não falo de sentimentos ambíguos,
Onde sempre a penumbra sobrevém,
É mais além.
Não é a solidão em outra solidão,
É mais além.
É tarde cheia do destino,
É perder-me de mim e me achar ante o espaço do não ser, e ainda sim, ser.
É um eu atemporal,
A essência que persiste como essência.
FLORES DE OZÔNIO
Com a chuva da língua sumida
a plantação de palavras, não arriba,
e esse sol ardente em chamas, inflama
... Pelos cumes dos arrebóis,
pelas sementes da vida,
pela enxurradas que carregam as lamas.
O poeta deixa de colher suas flores
de cores vivas, meigas queridas...
e perdeu a hora do alvorecer da criação,
atualmente tem sido, tingido pelas sombras
e sobre o escuro do seu desengano
nem uma pétala sobre as flores caídas
tem voado no jardim do seu triste coração.
Todavia a ampulheta do imaginar quebrou-se
e as areias, do seu tempo, esvoaçou ao ar
e sobre o vento impiedoso do deserto
o poeta perdeu-se nas margens do seu amar.
Assim como um passe de mágica
deixou de encher suas sesta de meiguice
e com ramalhetes que todavia te fez feliz...
Perdeu as flores pelo caminho da fosca visão
as quais deram vida ao tilintar da vida
e hoje, trocadas pela modernidade
estão sobre os jardins dos sonhos, esquecidas.
Com a sequidão dos sentimentos,
o poeta não é capaz de sentir o gosto do riso,
e sob o rosto de um meigo menino,
não sente o piscar feliz da bela mulher
nem tão pouco vê o arco-íres
esbanjando suas cores sobre as nuvens...
Agora o pesadelo flutua em seu sonho
não consegue colher ilusões
nem embarcar na canoa das fantasias.
É meu poeta...
Abra o diafragma para alegria
abrace a simplicidade e siga com suas braçadas
pelos oceanos dos sonhos,
assim quem sabe, a chuva cairá
e você voltará a colher suas flores...
Nas retinas do seu ameaçado ozônio.
Antonio Montes
à flor da língua
uma palavra não é uma flor
uma flor é seu perfume e seu emblema
o signo convertido em coisa-imã
imanência em flor: inflorescência
uma flor é uma flor é uma flor
(de onde talvez decorra
o prestigio poético das flores
com seus latins latifoliados
na boca do botânico amador)
a palavra não: é só floriléfio
ficção pura, crime contra a natura
por exemplo, a palavra amor
O tolo revela todo o seu pensamento e não refreia a sua língua (Pv 19:11; Tg 1:26).
Cuidado com o que você pensa em dizer a partir do que você vê.
Tudo bem, não tenho papas na língua, não mando recado a ninguém, o que eu tiver que falar , falo na cara...
Mas, daí a entrar em confronto com gente competitiva
e maldosa!!! Estou fora! Meu tempo é precioso demais
para gastar com o que não vale a pena e nem me
acrescenta algum valor. São tantas pessoas lindas que o
Universo me apresenta que seria ingratidão dar importância
aos feios de alma.
Cika Parolin
É foda não poder compartilhar um sonho, velho.
Ta na ponta da linguá,
nas únicas letras do teclado,
na melhor parte de toda uma musica perfeita.
A frase permanece na boca,
mesmo após a certeza
de que ela nunca será dita.
Quem me inspira está bem longe,
perto de onde meu juízo se esconde.
É foda não poder compartilhar um sonho, velho.
E que jamais se manifeste a língua, antes de manifestarem-se os olhos que viram e os ouvidos que ouviram.
Ser um tradutor intérprete de língua de sinais é mais do que apenas gostar do sujeito Surdo. É (re) conhecer o seu mundo e viver e estar inserido nele constantemente, num contínuo e eterno processo de aprendizagem!
Uma pessoa que se passa por Tradutor Intérprete de Língua de Sinais e que por sua vez não tem fluência na língua, pode assassinar a Educação do Sujeito Surdo.
Ser Tradutor e Intérprete de Língua de Sinais
é traduzir os mundos;
É mergulhar profundamente, incorporar os sentidos
e se tornar um Surdo.
Ser TILS é sentir-se um Surdo
Traduzir como um Surdo
Se tornar um sujeito Surdo.
Ser TILS é traduzir do jeito Surdo
É falar do jeito Surdo
É pensar como o Surdo.
Ser TILS é viver o mundo Surdo
É estar entre esse mundo
É ser Um Surdo.
Por ser TILS e viver no mundo Surdo
Me considero, por respeito, um Surdo.
Pois, ser Surdo é viver em dois mundos simultaneamente,
ouvir com os olhos, expressar com o corpo
e falar com as mãos!
Esse é o meu mundo, assim eu me sinto
Assim sou...
Surdo como um Surdo!
Sem distinção, sem parcialidade.
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