Ilusões
Fortaleza das Ilusões
Todos esses princípios eram ilusões.
O que restou de mim segura os escombros do meu ser.
Toda ilusão e tudo que era conectado foi derrubado.
No final o que de fato existe para manter?
O que de fato valeu a pena ser construído?
Pensava eu que o amor, era o que mais valia a pena cativar e manter.
Os laços, as memórias.
Era o que parecia valer a pena para a existência humana.
Mas eles destruíram.
Me seguro em meia corda rompida vinda das nuvens.
No esgotamente esperei refugio e apoio, mas eles atiraram em mim deitada na cama.
Eles pisaram e me chutaram.
Me expulsaram e me desprezaram.
Abandonaram aquela que ensinaram as ilusões para suportar o peso da existência.
Então eu vi a verdade e a plenitude da dor.
Entendi do que era feita a carne humana.
Compreendi a existência e o que a mantém.
Jovem demais, a carne exigiu demais sem eu pedir.
Naquele dia a terra e a água entrarão pela boca de todos nós.
E os espiritos voarão desnorteados,
E haverá reconstrução da matéria pura.
- Ramile Godon
Deixe que a sua fé seja a espada que corta as ilusões e o escudo que protege o que é essencialmente bom em você.
Nenhuma solidão é tão brutal quanto a de quem vê as próprias ilusões apodrecerem por dentro e, sem ter para onde fugir, é condenado a habitar o cadáver daquilo que um dia o manteve vivo.
As religiões transformam ilusões coletivas em regras para anestesiar o medo humano diante do desconhecido.
PENSE — ANTES QUE PENSEM POR VOCÊ
Talvez uma das maiores ilusões humanas seja acreditar que todo pensamento que habita nossa mente nasceu dentro dela.
Não nasceu.
Pensamos com palavras que não criamos. Repetimos valores que não escolhemos. Defendemos certezas que nunca investigamos. Herdamos medos, crenças, preconceitos, desejos, conceitos de sucesso, de fracasso, de felicidade e até de Deus.
E depois chamamos tudo isso de “meu pensamento”.
Mas será mesmo?
Não pense como eu penso. Pense no seu próprio pensamento.
Não quero ensinar você o que pensar. Quero provocar você a descobrir por que pensa como pensa.
Porque pensar não significa necessariamente ter pensamento próprio.
Uma mente pode estar cheia de pensamentos e, ainda assim, vazia de autoria.
Somos atravessados diariamente por opiniões, algoritmos, notícias, religiões, ideologias, influenciadores, professores, líderes, empresas, famílias, grupos e multidões. Todos disputam algo muito mais valioso do que nosso dinheiro:
A nossa atenção.
Porque quem conquista continuamente sua atenção começa, silenciosamente, a participar da construção daquilo que você chama de realidade.
É exatamente aí que entra o discernimento.
A mente mente. O discernimento desmente.
A mente interpreta.
A consciência observa.
O discernimento questiona.
Nem tudo aquilo que você pensa é verdade apenas porque foi você quem pensou.
Aliás, talvez nem tenha sido você.
Pergunte:
De onde veio esse pensamento?
Por que acredito nisso?
Que evidência sustenta essa certeza?
Estou diante de um fato ou diante da minha interpretação do fato?
Eu cheguei a essa conclusão ou apenas cheguei atrasado a uma conclusão que alguém já havia colocado dentro de mim?
Essas perguntas incomodam.
E precisam incomodar.
Há pensamentos que funcionam como móveis antigos: permaneceram tanto tempo dentro de nós que deixamos de perguntar quem os colocou ali.
É por isso que aprender exige conhecimento, mas desaprender exige consciência.
O problema não é desconhecer.
O problema é acreditar que conhece aquilo que nunca teve coragem de questionar.
O senso comum comumente mente.
E quanto mais uma ideia é repetida, mais familiar ela se torna. Mas familiaridade não transforma mentira em verdade. Repetição produz convencimento; não necessariamente produz conhecimento.
Talvez a verdadeira liberdade não comece quando podemos dizer tudo aquilo que pensamos.
Talvez comece quando somos capazes de perguntar:
“Por que estou pensando isso?”
Essa pergunta muda tudo.
Porque existe uma diferença gigantesca entre ter pensamentos e ser autor do próprio pensamento.
Quem apenas pensa pode repetir.
Quem observa o próprio pensamento pode discernir.
Quem discerne pode escolher.
Quem escolhe conscientemente começa a assumir autoria.
E quem assume autoria deixa, pouco a pouco, de ser apenas personagem da própria existência para tornar-se PROTAGONISTA.
Mas cuidado:
Não transforme minhas palavras em novas verdades prontas.
Questione-as.
Confronte-as.
Discuta consigo mentalmente.
Discorde, se o seu discernimento conduzir você à discordância.
Porque se depois de ler tudo isso você simplesmente começar a pensar como eu penso, este texto terá fracassado.
Meu objetivo não é colocar meu pensamento dentro da sua cabeça.
É colocar uma pergunta diante da sua consciência.
E talvez a pergunta seja esta:
Se você nunca questionou aquilo que pensa, como pode ter certeza de que esse pensamento realmente é seu?
Não procure imediatamente uma resposta.
Observe primeiro quem, dentro de você, está tentando respondê-la.
Porque a revolução mais difícil não acontece quando mudamos o mundo.
Acontece quando adquirimos coragem suficiente para investigar a mente com a qual enxergamos o mundo.
Não pense como eu penso.
Pense no seu próprio pensamento.
Afinal, quem pensa pelo pensamento alheio pode até pensar…
Mas ainda não se pertence.
Reflita!
Carlos Eduardo Balcarse
25 de agosto de 2026
A vida não acontece depois
Talvez uma das maiores ilusões humanas seja acreditar que a vida começará quando alguma coisa finalmente acontecer.
Quando tivermos mais dinheiro.
Quando encontrarmos alguém.
Quando formos reconhecidos.
Quando os problemas terminarem.
Quando estivermos preparados.
E assim transformamos o presente em uma sala de espera para um futuro que nunca chega exatamente como imaginamos.
Esperamos o momento certo sem perceber que o tempo não espera nossa certeza.
A vida acontece enquanto planejamos vivê-la.
Talvez o problema não seja desconhecermos o caminho, mas permanecermos parados esperando garantias que nenhum caminho poderá oferecer.
Toda escolha carrega uma renúncia.
Escolher uma direção significa abandonar, ainda que temporariamente, inúmeras outras possibilidades. E é justamente por não querermos perder nenhuma possibilidade que, algumas vezes, perdemos a oportunidade.
Queremos certeza antes da experiência, quando muitas certezas somente poderão nascer depois dela.
Coragem não é ausência de medo.
É compreender que o medo pode participar da viagem sem necessariamente assumir a direção.
Há pessoas esperando deixar de sentir medo para começar. Talvez descubram tarde demais que nunca precisaram eliminá-lo; precisavam apenas impedir que ele decidisse por elas.
Porque aquilo que evitamos também participa da construção daquilo que nos tornamos.
Somos feitos pelas decisões que tomamos, mas também pelas conversas que adiamos, pelos limites que não estabelecemos, pelas oportunidades que recusamos e pelas palavras que nunca tivemos coragem de dizer.
Não existe neutralidade diante da própria existência.
Até permanecer no mesmo lugar produz consequências.
Por isso, protagonizar a própria história não significa controlar tudo aquilo que acontece.
Isso seria impossível.
Protagonizar significa não entregar aos acontecimentos o direito de determinar completamente quem nos tornaremos.
Nem sempre escolhemos o capítulo.
Mas continuamos participando da escrita.
Talvez liberdade seja justamente compreender essa diferença.
Não somos absolutamente livres diante das circunstâncias, mas podemos ampliar nossa liberdade diante das respostas que construímos para elas.
A pergunta, então, deixa de ser apenas:
“Por que isso aconteceu comigo?”
E passa a ser:
“O que farei a partir daquilo que aconteceu?”
Essa pequena mudança de pergunta pode representar uma enorme mudança de posição diante da vida.
De vítima permanente das circunstâncias para participante consciente da própria construção.
De espectador para autor.
De coadjuvante para protagonista.
E ser protagonista não significa ocupar o centro do mundo.
Significa ocupar o lugar que jamais deveria ter sido abandonado:
o centro da responsabilidade pela própria existência.
Talvez não precisemos descobrir exatamente quem seremos amanhã.
Precisamos apenas ter coragem suficiente para não abandonar quem podemos começar a construir hoje.
Porque a vida não começa depois.
Enquanto esperamos para viver, já estamos vivendo.
Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026
Só para deixar claro e evitar expectativas ou ilusões:
O que eu falo é o que considero óbvio, é uma reflexão do que sinto no momento, algo que faz sentido para mim, que tem profundidade e sentimento, com base em experiências que vivi, percepções que tive e tenho. Porém, é apenas o que eu externalizo, são desabafos. Quem quiser tirar proveito disso, que tire, mas para mim, é apenas um alívio de algo que carrego dentro.
Agora, o que eu sou, minha personalidade, meu verdadeiro eu, é algo diferente. Não sou santo, mas também não sou cruel. Sou o que sou, sou aquilo que estou sendo no momento. Não sou uma única coisa para sempre, não me limito a ser apenas uma coisa, pois estou em constante mudança. Só quem realmente me conhece sabe disso.
O encontro do mar com o céu mostra que os limites que enxergamos são apenas ilusões. O mar não termina ali, e o céu não começa ali.
Ah, como é fácil se quebrar nas expectativas, uma vez que elas não passam de ilusões vestidas de esperança.
Não acho bom esperar muito de algumas pessoas.
ilusões, decepções, falta de caráter
são poucas as coisa que podemos analisar como virtudes em alguns casos.
A lei da vida, amar e ser amado, não sabes? ou não mais sabes?
como acreditar?!
Simples, ao mesmo tempo complexo.
Amazia ou casar
Hoje não há diferença (lamento)
Amor Ágape, Amor Eros, Amor Filos (amores essenciais em nossas vidas)
Só posso dizer:
-Não desista do amor, é o único sentimento que nos toma sem ao menos
percebermos. Se tiveres ele não precisa de mais nem um, pois o que há no amor
é simplesmente todos os sentimentos bons e puros que se pode imaginar.
Carinho, Respeito, Cumplicidade, Simpatia, Satisfação, Admiração, Gratidão,
Alegria, Armonia, esperança ,Prazer, Paz, Fé, dentre outros."
Apenas AME!
Até ontem
Até ontem seguíamos separados,
vagando pelo mar das ilusões,
afogando-nos nas tantas recordações,
com os corações visivelmente ilhados.
Eu a lembrar dos erros cometidos
durante o meu passado efervescente;
você a pensar insistentemente
dos corações, por você destruídos.
E agora nos reencontramos
e pra tentarmos evitar mais dor,
vamos fingir que não nos conhecemos.
Mas nossos olhos por exprimir ardor,
logo vão nos dizer que ainda
temos aquele velho e louco amor.
Vivo em mundo rela, você, em um mundo de ilusões... por eu viver nesse mundo tão real, meu sofrimento sempre vai ser maior.
Palavras
Palavras disseram-me verdades e ilusões
Contaram-me os ventos o que os quatro reservam
Falaram-me os peixes o que há no profundo
Sou agora conhecedor das coisas
Sou agora conhecedor do mundo.
