Ilusões
Nem toda decepção destrói. Algumas apenas retiram as ilusões que impediam você de enxergar.
Pepita de Oliveira
Algumas Ilusões — Menino Confuso | Paulo Fernando
Não sei se já aconteceu com vocês, mas comigo sempre acontece.
Eu começo a me envolver com a pessoa e passo a sentir muito por ela. E tem gente que não sabe lidar com isso. Promete céu, terra e mar… mas você já entende, no fundo, que aquilo não vai passar de palavras bonitas.
Mesmo assim, você acredita. E acaba mergulhando de cabeça nesse começo de relação.
Passa o primeiro mês e tudo parece maravilhoso. Um sonho mesmo. Você conversa até o sol aparecer e só para quando o cansaço chega. Abraça, beija, sente demais.
Mas os dias passam… e tudo começa a mudar.
O tempo que era muito vira pouco. A atenção vai se afastando aos poucos. E aquela pessoa que prometeu céu, mar e terra já não está na mesma sintonia que você.
E então as lágrimas começam a cair.
A pessoa parece não se importar. E o pior: ela diz que você “não é pra ela”, que “não está no momento”, que “está confusa com tudo isso”.
E vocês terminam aquilo que nem deveria ter começado.
Passam 30 dias depois do término… e você ainda sente.
Porque sentimento não passa como dor que se resolve com um simples remédio. Não é rápido assim.
E então você, sem muita força, pergunta:
“Você ainda gosta de mim?”
Você espera uma resposta positiva. Mas, na verdade, a pessoa finge não entender:
“O quê? Como assim?”
Engraçado como algumas pessoas mudam depois de conseguirem o que querem.
Você fica arrasado, claro. Quem gostaria de se sentir esquecido por alguém que amou?
Acho que ninguém.
Mas uma coisa é certa: nem tudo precisa ser do jeito que a gente quer.
Quando você vira sua própria prioridade, esse tipo de pessoa deixa de ser amor… e vira só uma ilusão.
E como ela mesma disse:
“Eu estou vivendo, e você também. Você está bem, e eu estou ótimo.”
Guarde isso: você não precisa de um namorado agora. Você precisa de você mesmo.
De conhecer seus gostos, suas manias, seu cheiro, seu silêncio.
Lembra: quando você começa a deixar de lado o que tanto queria, você começa a receber sem precisar correr atrás.
Bom… acho que é isso.
Qualquer coisa, me chama. Vamos conversar.
— Paulo Fernando | Menino Confuso
Às vezes penso que vivi correndo atrás de ilusões. Com o passar dos anos, a gente amadurece e começa a enxergar a vida de outro jeito. O que antes parecia indispensável, hoje talvez não faça mais sentido. Não sei se foi tempo perdido ou apenas parte do caminho, mas essa reflexão tem feito parte de quem estou me tornando.
Altair
À medida que envelheço, percebo que muitas coisas pelas quais lutei talvez fossem apenas ilusões. O tempo muda nossa forma de enxergar a vida e nos faz questionar o que realmente vale a pena.
Altair
As ilusões fazem criar falsas alegrias.
Pessoas iludidas não conseguem enxergar a realidade e acabam sofrendo quando descobrem verdades.
Quem se deixa levar por ilusões está propenso a se arrepender mais tarde.
Problemas são ilusões , nosso cerebro adora problemas, se estivessemos no paraiso depois de 2 ou 3 dias já comessariamos a achar problemas..
Eu ando descalço..
Pra saber onde piso...
Pra me manter vivo.
Eu ando descalço
De ilusões e sofrimentos
Piso bem, piso limpo
Sem devaneios , sem sustos
Sigo meus instintos ..
O Brasil do Futuro e o Futuro do Brasil
Uma caminhada entre memórias, ilusões e esperanças
A cada ano que passa, uma pergunta insiste em caminhar comigo: será que aquilo que venho vivenciando ao longo dos últimos vinte anos é suficiente para desacreditar que o Brasil ainda possa ser o país do futuro? Ou continuaremos carregando a velha ironia de sermos eternamente o país mais antigo do futuro? Talvez o problema não esteja apenas no Brasil que construímos, mas na maneira como nós, brasileiros, estamos escolhendo caminhar dentro dele.
Cheguei ao Brasil em 1977. Assim que consegui minha carteira de trabalho, o funcionário público que me entregou o documento disse algo que jamais esqueci: “Agora você tem o Brasil inteiro para procurar qualquer tipo de trabalho que quiser.” Naquele instante pensei: **que país maravilhoso é este!** Não sofri preconceito por ser estrangeiro e percebi que as portas estavam abertas para que eu pudesse competir em igualdade de condições com qualquer cidadão brasileiro. Voltei para casa feliz e, apenas trinta dias depois, já estava empregado em um grande banco, o Banco Auxiliar de São Paulo.
Minha vida profissional passou por apenas três empresas brasileiras de renome nacional. Em todas elas procurei trabalhar com competência, responsabilidade e dignidade. Nunca enxerguei o trabalho apenas como uma obrigação para receber um salário. Para mim, trabalhar sempre foi uma maneira de participar da vida e de provar que ainda poderia ser útil. Hoje sou oficialmente aposentado, mas, oficiosamente, nunca parei de trabalhar. Talvez porque tenha aprendido que **quando o corpo deixa de caminhar, a alma não precisa necessariamente parar de avançar**.
O que me preocupa é perceber uma mudança profunda na maneira como parte da sociedade passou a enxergar a própria vida. Tenho a sensação de que estamos construindo uma existência baseada cada vez mais nas aparências, no faz de conta e na necessidade de convencer os outros de que somos aquilo que gostaríamos de ser. Há quem compre um carro que não pode pagar apenas para aparentar prosperidade; quem não fale outro idioma, mas diga que seu inglês está apenas “desatualizado”; e quem ostente produtos de grife falsificados para fazer o outro acreditar que são autênticos. Talvez esteja aí uma de nossas maiores contradições: **estamos cada vez mais preocupados em parecer do que em ser**.
Na política, essa contradição também aparece. Pessoas defendem ideologias que muitas vezes não encontram correspondência em suas próprias atitudes. É o velho princípio do “olhe para o que eu digo, mas não olhe para o que eu faço”. Quando uma sociedade valoriza mais o discurso do que o exemplo, começa a perder algo essencial: a coerência. Afinal, não é aquilo que proclamamos que revela quem somos, mas aquilo que fazemos quando ninguém está olhando.
Também me preocupa o afastamento das pessoas das boas conversas, da leitura e do conhecimento. Existe uma diferença enorme entre **não saber e querer aprender** e **não saber e fingir que não precisa aprender**. O primeiro comportamento revela humildade; o segundo, pobreza intelectual.
É por isso que olho para o futuro com preocupação. Temo que uma educação cada vez mais frágil, combinada com uma tecnologia cada vez mais poderosa, possa produzir uma geração com acesso a quase todas as respostas, mas pouca capacidade de formular perguntas; com informação em abundância, mas pouco conhecimento; que consiga conversar com máquinas, mas tenha dificuldade para conversar com pessoas. A tecnologia pode ser uma extraordinária companheira de caminhada, mas jamais deveria substituir o esforço humano de aprender, raciocinar e descobrir.
Também me preocupa o futuro dos idosos. Uma sociedade que envelhece deveria respeitar ainda mais aqueles que já percorreram boa parte do caminho. Se perderem progressivamente seu poder de compra e sua autonomia, muitos poderão enfrentar uma velhice marcada pela pobreza, pela solidão e pelo abandono. **Quem despreza o passado acaba caminhando para um futuro sem direção.**
Tenho ainda receio de que deixemos de procurar os livros porque acreditamos que a inteligência artificial pode pensar por nós. Ela pode explicar, resumir, pesquisar e ampliar nosso acesso ao conhecimento. Mas não deveria tirar de nós o prazer de descobrir, de virar uma página e encontrar uma frase capaz de transformar nossa maneira de enxergar a vida.
Olho ao redor e vejo um céu que, às vezes, parece cada vez mais sombrio. Vejo pessoas falando apaixonadamente sobre a natureza, mas que jamais plantaram uma árvore. Vejo falastrões com uma capacidade impressionante de convencer, mesmo quando lhes falta conhecimento. E vejo pessoas acreditando em tudo o que ouvem simplesmente porque foi dito com segurança.
Mas existe uma preocupação ainda maior: **a possibilidade de perdermos a fé**. Não apenas a fé religiosa, mas a fé como esperança, força interior, capacidade de agradecer e humildade para reconhecer que nem tudo está sob nosso controle. Temo por uma sociedade que saiba conversar com máquinas, mas já não saiba conversar com Deus; que peça muito, mas agradeça pouco.
Depois de tantos anos caminhando, aprendi que o ser humano não pode se colocar acima da natureza, como se fosse seu dono. **Nós não somos espectadores da natureza. Somos parte dela.** Respiramos o mesmo ar, dependemos da mesma água, recebemos da terra aquilo que comemos e, no final da caminhada, retornamos a ela. Quando destruímos a natureza, destruímos também uma parte de nós mesmos.
Talvez, então, a pergunta mais importante não seja se o Brasil continuará sendo o país do futuro. Talvez devêssemos perguntar que tipo de pessoas queremos ser quando esse futuro chegar. Um país não se transforma apenas por governos, leis, tecnologias ou discursos. Ele se transforma quando seus cidadãos aprendem a valorizar o trabalho, a verdade, o conhecimento, a responsabilidade, a solidariedade, a natureza e a fé.
Depois de tantos caminhos percorridos, aprendi que não adianta reclamar da estrada sem olhar para os próprios passos. **Todo caminho começa com uma escolha, e toda escolha deixa uma marca no lugar por onde passamos.**
Se escolhermos a aparência, teremos uma sociedade de aparências. Se escolhermos a ignorância, teremos uma sociedade manipulável. Se escolhermos a irresponsabilidade, colheremos suas consequências. Mas, se escolhermos o trabalho, o conhecimento, a honestidade, o respeito, a preservação da natureza e a fé, talvez ainda possamos construir um país que não precise ser chamado eternamente de “país do futuro”.
Porque o futuro não é um lugar para onde chegaremos um dia.
O futuro é o caminho que estamos construindo agora.
E, como aprendi caminhando, toda estrada começa exatamente onde estamos.
Natureza sadia gera povo sadio.
Povo consciente gera um país melhor.
E um país melhor começa dentro de cada um de nós.
Peregrino Nino Carneiro
"A profunda inflexão sobre a beleza da inocência tece, talvez, a maior das ilusões. Aqueles que assim se vestem com o manto da honestidade raramente repousam sobre a aspereza de seus próprios passos e atos; afinal, para eles, tudo é exato ou foi forjado com a melhor das intenções."
Reencontrar-se
é despir-se do que nunca foi essência
e permanecer...
nu de ilusões,
inteiro de verdade.
E quando isso acontece,
não há euforia.
Há paz.
Podem até duvidar das minhas ilusões.
Mas da minha poesia,
ilusória ou não,
jamais poderão duvidar...
Ela estará sempre viva,
em cada uma das palavras mais belas,
que o meu coração teimoso
aprendeu a escrever.
(.Alanderson Hudson)
Somente a sua vida vive a verdade dos seus fatos e ilusões, o que falam de você, são os boatos e versões.
No meu coração estás
Nas gavetas do coração, guardo meus sonhos... minhas ilusões.
Lá bem à vista de todos estão.
Não há ninguém que possa destruí-los...
Um a um... todos estão bem cuidados.
Belas lembranças... alegrias
Bons dias... que vivi na minha mocidade.
Tudo guardadinho pra todo mundo ver.
Levá-los-ei pra toda a eternidade.
As desilusões onde estão?
Impenetráveis... bem escondidas... todas as que me fizeram padecer.
No ergástulo do esquecimento com sete chaves trancafiado tudo
o que me causou dor e sofrimento.
Pra aflição e tormento não há vez.
Nada há no meu coração que me faça recordar o que me fez sofrer.
Guardo à vista em meu coração
Somente o que bem a vida me fez.
HIPOCRISIA
Ilusões?
São doces,não são?
A verdade costuma doer
Perfurar o peito
até ele sangrar.
É mais confortável se enganar, não é?
Esconder seu verdadeiro eu, dos outros
Porque assim, ninguém vai lhe julgar
Bater e matar.
É uma grande tortura
Se afastar de coisas que ama
Para salvar o pouco
que restou de você mesmo, não é?
Ou então quando
Esconde a dor em seu olhar
Com um patético sorriso,
suficiente para que acreditem
que as palavras proferidas por eles não machucam,
Não ofendem.
Quando na realidade
Te matam pouco a pouco
TODOS OS DIAS!
Hipócritas!
Dizem amar,
Mas,
Ferem
Violentam
Batem
Ofendem
Os que não se adequam a seus fantasiosos padrões.
Hipócritas!
Dizem que amam
Mas nunca amaram ninguém
A não ser, a si próprios.
Hipócritas!
Dizem lutar pela verdade
Mas mentem para si mesmos
De que os fins justificam os meios!
Hipócritas!
Dizem defender a vida
Mas nos matam
Todos os dias.
Hipócritas!
Se dizem humanos,
Mas esqueceram a sua humanidade
Nas profundezas da escuridão.
Hipócritas!
Não são nada mais que farsantes
Iludidos,
Pelo próprio fanatismo.
Foi muito bom
Aquele forró bateu na alma,
Um mundo de ilusões saiu das cortinas no ato da dança,
Os nossos corações se tocaram e aquilo foi mágico,
Um momento com cheiro de saudades ,nascia ali,
Eu queria te impedir de ir embora, mas nem tudo que sonhamos está no nosso controle,
Uma viagem de férias, uma passagem marcante, uma lembrança pra vida.
Campo magnético
No mundo perdido das ilusões tem um campo magnético ligado a realidade e ele fica localizado após as nuvens das imaginações.
