Ilusões
Fábrica de ilusões são as redes sociais, onde as pessoas alimentam seus egos mostrando aquilo que não são por pura vaidade e ostentação.
A verdadeira transformação de vida começa quando abrimos mão das ilusões do mundo e buscamos refúgio nos braços de Jesus.
Tantos...
Tantos amores...
Tantos momentos incríveis...
Tantos sonhos e ilusões...
Tantos sons, cores, cheiros...
Tantos abraços e promessas
Tantos rostos e corações perdidos no tempo!
Quanta doçura!
Quanta saudade!
- E eu me pergunto: - Será que um dia eu tive o amor que tanto procuro e perdi?
- Acho que isso nem o tempo pode mais me responder...!
Haredita Angel
27.12.23
A Ilusão de Ser Livre
O ser humano pensa que é livre.
E talvez essa seja uma das ilusões mais elegantes que inventamos para suportar a vida.
Acordamos quando queremos desde que o relógio permita.
Trabalhamos onde escolhemos desde que alguém aceite nossa escolha.
Compramos uma casa e chamamos de nossa, mas continuamos pagando para mantê-la, protegê-la e modificá-la dentro de regras que não escrevemos.
Compramos um carro, mas para conduzi-lo precisamos de licença, registro, impostos, seguro e estradas governadas por leis.
Carregamos no bolso um pequeno universo chamado celular e, enquanto acreditamos possuir o mundo na palma da mão, deixamos pelo caminho rastros de onde estivemos, do que procuramos, do que compramos e até daquilo que desejamos.
Então, onde começa a liberdade?
Talvez tenhamos confundido liberdade com possibilidade.
Somos livres para escolher, mas quase nunca somos livres das consequências da escolha.
Somos livres para partir, mas existem fronteiras.
Livres para falar, mas existem responsabilidades.
Livres para possuir, mas existem obrigações.
Livres para sonhar e talvez seja justamente aí que nenhum sistema consiga nos alcançar completamente.
Porque a verdadeira prisão nem sempre possui grades.
Às vezes ela vem disfarçada de rotina.
De necessidade.
De medo.
De dívida.
De hábito.
De uma vida inteira obedecendo sem perguntar por quê.
E talvez a liberdade também não seja viver sem regras. Uma sociedade sem limites pode transformar a liberdade de um na violência contra o outro. O grande dilema humano é muito mais profundo: quanto de nossa liberdade entregamos para conseguirmos viver juntos e quanto entregamos simplesmente porque nos acostumamos a obedecer?
Nascemos dentro de um mundo que já estava pronto.
As fronteiras já estavam desenhadas.
As leis já estavam escritas.
O dinheiro já tinha valor.
O relógio já determinava as horas.
A propriedade já tinha dono.
E alguém já havia decidido que segunda-feira era dia de trabalhar.
Entramos no palco depois que a peça começou e passamos boa parte da existência seguindo um roteiro que não escrevemos.
Mas existe uma liberdade que começa exatamente quando percebemos isso.
É a liberdade da consciência.
Aquela pequena rebelião silenciosa de perguntar:
Por quê? Para quê? Quem decidiu? Precisa realmente ser assim?
Talvez o homem absolutamente livre nunca tenha existido.
Talvez liberdade não seja romper todas as correntes, porque algumas delas são necessárias para que possamos viver uns com os outros.
Mas existe uma diferença imensa entre aceitar conscientemente um limite e passar a vida inteira sem perceber que ele existe.
No fim, talvez ser livre não seja viver sem sistema, sem lei ou sem obrigação.
Talvez ser livre seja algo mais difícil:
conhecer as paredes que nos cercam e, ainda assim, conservar dentro de nós uma porta que ninguém tenha o direito de fechar.
"Escolha viver relacionamentos baseados em respeito, carinho e verdade, e não em ilusões passageiras de uma tela."
"Que a nossa juventude abandone as ilusões do mundo, vença a pornografia e descubra a força transformadora da presença de Jesus."
Entre ladeiras e vielas, a realidade se revela crua, sem filtros e sem espaço para ilusões.
Uns cumprimentam com um sorriso no rosto e um aceno sincero; outros, com olhares acanhados ou ressabiados, carregam o peso invisível de quem aprendeu a desconfiar do mundo cedo demais.
E, como em qualquer lugar deste mundo, existem os que acolhem e os que fecham a cara para a nossa presença.
O bem e o mal caminham por toda parte.
Mas andar por ali e testemunhar pessoas vivendo bem e dentre tantas outras, em estado de vulnerabilidade, vivendo com pouco ou quase nada, é algo que aperta o peito e se entristece profundamente.
É preciso deixar claro, com todas as letras: morar na comunidade nunca foi, e nunca será, sinônimo de mau caminho.
O que existe na essência desse povo é uma dignidade gigante, a luta diária de quem resiste à falta de tudo, mas não perde a honra.
Ainda assim, é impossível dar cada um desses passos e não pensar no futuro: as crianças. O mundo é imenso, transbordando de possibilidades, e nenhum menino ou menina deveria ter o destino podado pela escassez ou pela falta de escolha.
Elas merecem crescer longe das armadilhas da vida, com o direito sagrado de estudar, prosperar, viver melhor e conquistar um horizonte infinitamente maior do que a dureza do ponto de partida.
Que cada criança tenha a chance real de ver além das encostas e escrever uma história de vitórias. Porque todo ser humano merece a oportunidade de brilhar.
Criei uma redoma de ilusões, vesti uma armadura feita de dor e me refugiei em um mundo que nunca existiu. Quando despertei, o tempo havia passado, o espaço já não me reconhecia, e encontrei apenas a solidão. Ainda assim, para além do tempo e do espaço, existe Aquele que governa até as autoridades; diante d'Ele, nenhuma alma perdida está além do alcance da esperança.
Vivemos cercados por ilusões e indecisões, e só não tomamos as rédeas da vida, por falta de persistência.
“Prefiro um não cruel que me cure de ilusões do que um sim mentiroso que me reduza a mais um na coleção de fracassos alheios.”
"O seu paraíso é tão artificial, tão cheio de ilusões que somente você cria. (Não sei por qual motivo)... Isso me faz sorrir"
Ou talvez eu já sabia e apenas prefiro me manter com meu meticuloso silêncio.
“A espada suspensa pelo fio do ego cai sobre todos aqueles que constroem sua paz nas ilusões do mundo; mas aquele que transforma o coração pelo amor descobre que a verdadeira segurança não está no trono que ocupa, mas na luz que carrega dentro de si.”
As ilusões se camuflam no prazer, e o prazer pode ser um beco sem saída, que pode acabar mal ou bem.
A VIDA NÃO AVISA QUANDO ESTÁ INDO EMBORA
Talvez uma das maiores ilusões do ser humano seja acreditar que o amanhã lhe pertence.
Acordamos, fazemos planos, marcamos compromissos, acumulamos coisas, perseguimos dinheiro, reconhecimento, status… e, silenciosamente, vamos deixando a vida para depois.
Depois eu ligo.
Depois eu visito.
Depois eu peço perdão.
Depois eu digo que amo.
Depois eu abraço.
Depois eu descanso.
Depois eu vivo.
Mas existe uma pergunta que quase ninguém gosta de fazer:
E se o “depois” nunca chegar?
A vida não envia um aviso dizendo:
"Este é o seu último abraço."
Não existe uma notificação dizendo:
"Aproveite esta conversa. Você nunca mais terá outra."
Não existe um relógio visível contando quanto tempo ainda temos com aqueles que amamos.
E talvez seja justamente essa ausência de aviso que nos faça desperdiçar aquilo que é mais precioso.
Vivemos como se tivéssemos infinitas oportunidades para corrigir o que quebramos.
Como se o orgulho pudesse esperar.
Como se o amor pudesse esperar.
Como se nossos pais fossem eternos.
Como se nossos filhos permanecessem pequenos para sempre.
Como se aquela pessoa que está ao nosso lado estivesse garantida no próximo capítulo.
Mas a verdade é silenciosa e implacável:
tudo aquilo que hoje chamamos de rotina, um dia poderá se tornar saudade.
A casa.
A voz.
O cheiro.
A mensagem.
A risada.
O abraço.
A presença.
E talvez, quando percebermos isso, descobriremos que passamos tempo demais tentando conquistar coisas que jamais conseguirão ocupar o lugar de uma pessoa que partiu.
Porque diante da morte, o dinheiro perde o brilho.
O orgulho perde a força.
As discussões perdem o sentido.
A necessidade de ter razão desaparece.
E aquilo que parecia tão urgente revela seu verdadeiro tamanho:
pequeno.
Muito pequeno.
No fim, quase nunca desejamos ter trabalhado mais.
Desejamos ter estado mais presentes.
Não pensamos nas discussões que vencemos.
Pensamos nas palavras que poderíamos ter dito.
Não lembramos dos objetos que compramos.
Lembramos das experiências que vivemos.
Não sentimos falta do tempo que passamos correndo atrás da vida.
Sentimos falta do tempo que não paramos para vivê-la.
Talvez esse seja um dos maiores despertares que alguém pode ter:
você não precisa esperar perder alguém para perceber o valor de tê-lo.
Não espere a ausência ensinar o valor da presença.
Não espere a saudade ensinar o valor do abraço.
Não espere o silêncio ensinar o valor da palavra.
Não espere o fim ensinar o valor do começo.
Se existe alguém que você ama, demonstre.
Se existe alguém que precisa do seu perdão, perdoe.
Se existe alguém a quem você precisa pedir perdão, procure.
Se existe um abraço que você está adiando, abrace.
Se existe um “eu te amo” preso dentro de você, diga.
Porque algumas palavras, quando adiadas demais, podem se transformar em arrependimento.
E algumas despedidas acontecem sem que ninguém saiba que eram despedidas.
A vida é estranha.
Passamos anos tentando conquistar o futuro e, quando ele finalmente chega, percebemos que aquilo que realmente possuíamos era apenas o presente.
Este instante.
Esta respiração.
Esta pessoa.
Este abraço.
Este dia.
Por isso, talvez viver não seja simplesmente acrescentar anos à existência.
Talvez viver seja acrescentar presença aos anos que recebemos.
Porque ninguém sabe quantos capítulos ainda existem.
Ninguém sabe quantas manhãs ainda verá.
Quantos natais.
Quantos aniversários.
Quantas conversas.
Quantos abraços.
Quantos “até amanhã”.
E é justamente por não sabermos que cada encontro deveria carregar um pouco mais de gratidão.
Cada abraço deveria durar um pouco mais.
Cada “eu te amo” deveria ser dito enquanto existe voz.
Cada perdão deveria acontecer enquanto existe tempo.
Não espere uma tragédia para descobrir o que realmente importa.
O despertar pode acontecer antes da perda.
Talvez a vida esteja tentando nos ensinar uma coisa simples, mas que passamos a existência inteira tentando compreender:
nós não temos o amanhã.
Temos apenas este momento.
E este momento já é um presente.
Então diminua a velocidade.
Olhe para quem está ao seu lado.
Ligue para quem você ama.
Perdoe o que puder.
Solte o que já não precisa carregar.
Abrace mais.
Ame mais.
Esteja mais presente.
Porque, no final, talvez a grande pergunta da vida não seja:
“Quanto eu consegui?”
Mas sim:
“Quanto eu amei enquanto estive aqui?”
E quando o último capítulo chegar porque um dia ele chegará que não seja necessário olhar para trás e desejar ter vivido aquilo que estava acontecendo diante dos seus olhos.
Que você tenha coragem de viver agora.
Enquanto existe voz.
Enquanto existe abraço.
Enquanto existe presença.
Enquanto existe tempo.
Porque a vida não é uma promessa de amanhã.
A vida é este sopro que acabou de passar por você.
E talvez a pergunta mais importante seja:
o que você vai fazer com o próximo sopro?
