Ideia de Estado
“Perdi minha mãe enquanto estava morando em outro estado, com a família que formei. De lá enviava ajuda, porque a vida era difícil.
Passei anos tentando sobreviver, acreditando que, de alguma forma, ainda haveria tempo para reorganizar tudo. Mas a vida foi levando pedaços de mim no caminho.Aconteceu a separação conjugal. Dois anos depois veio a dor que nenhuma mãe imagina suportar: meu filho, já adulto, morreu por suicídio.
Desde então, vivo me perguntando se perdi as pessoas que mais amei por falta de amor… ou justamente porque, em algum momento, precisei partir para tentar sobreviver. Essa pergunta me atravessa todos os dias. Porque uma parte de mim sabe que nunca deixei de amar. Mas outra parte ainda me acusa por não ter conseguido permanecer, proteger ou salvar.
Hoje entendo que a vida nem sempre nos coloca diante de escolhas entre o certo e o errado. Às vezes, escolhemos apenas o que parecia possível naquele momento. E carregar essa consciência talvez seja uma das dores mais difíceis de suportar.
Ser mãe de autista é viver um estado de alerta permanente, mas também descobrir uma força capaz de transformar o mundo para o filho poder entrar no mundo da mãe e ele no dela, unificando esses dois elos tão distantes ao mesmo tempo tão próximos num só tempo, num só respirar da vida gerada e no corpo da alma genitora. Lu Lena
"Se o cérebro fosse o estado de São Paulo e os carros fossem neurônios, a ansiedade seria o barulho perturbador das buzinas presas num engarrafamento sem fim."
Se a inveja te faz fugir de quem invejas, é sinal de que tua alma já entrou em estado de putrefação.
Benê Morais
Mesmo sendo obrigação do Estado, por que a Igreja Católica não segue o exemplo de Santa Dulce e cria hospitais para os necessitados?
Benê Morais
O futebol brasileiro encontra-se em estado de mediocridade, uma vez que os melhores jogadores foram vendidos para a Europa. O que nos resta são atletas desconhecidos, comprados a preços irrisórios, de futebol sofrível, contratados de países vizinhos.
Benê Morais
O estado está, então corro e risco o risco em perímetros de centímetros de milímetros de quilômetros sem acréscimos e sem descontos, apenas com o perigo, o perigo e o perigo de ser perito em perigoso.
O Estado brasileiro representado pelas instituições, nos obriga a comer capim seco com óculos verdes, afinal nos comparam com burros que fazem escolhas erradas - votam com palas.
Viver nesse estado não é uma escolha estética, é a única forma de habitar um corpo que já não reconhece o sol como uma promessa.
O amor-próprio não é um estado de espírito ensolarado, é um trabalho de mineração em solo rochoso, onde você retira os entulhos do que os outros disseram sobre você até encontrar aquela pequena pepita de verdade que diz: você ainda é digno de ser amado, apesar das rachaduras.
"Uma sociedade que lutou contra a escravidão servil e hoje aplaude o estado controlar seus filhos, suas vontades, sua educação, sua alimentação, seu pensar, sua sexualidade, sua liberdade, está severamente enferma de crise existencial."
Glorificar a Deus talvez não mude o ambiente em que você está, más, no mínimo, mudará o estado do seu coração.
🏛️ Reflexão sobre o Estado Democrático de Direito 🇧🇷
Se você deseja compreender a fundo o regime que governa o nosso país, o ponto de partida ideal é a leitura minuciosa do Artigo 5º da Constituição Federal de 1988.
Composto atualmente por 79 incisos e 4 parágrafos, este artigo resume os pilares fundamentais das nossas liberdades individuais, civis e garantias jurídicas. 📖✨
Contudo, a verdadeira compreensão da nossa realidade jurídica vai além da teoria escrita. Ao término dessa leitura, o exercício mais crítico e necessário é observar a prática:
⚖️ O Poder Judiciário brasileiro, de fato, materializa e assegura o cumprimento dessas garantias no cotidiano do cidadão?
A eficácia de uma Constituição não reside apenas na perfeição de seu texto, mas na sua aplicação diária, íntegra e igualitária.
Crime algum jamais subsistiria sem a conivência de parte do Braço Armado do Estado.
Não se trata apenas de falhas individuais, mas de uma engrenagem descaradamente silenciosa que aprende a sobreviver nas frestas do poder.
O crime organizado, por mais ousado que seja, não floresce apenas da ousadia dos criminosos; ele depende também da cegueira conveniente, do silêncio comprado e, às vezes, da cumplicidade travestida de autoridade.
Quando o braço que deveria proteger passa a tolerar — ou negociar — com aquilo que deveria combater, a lei deixa de ser um limite e passa a ser uma escolha seletiva.
E é nessa seletividade que o crime encontra o seu habitat mais confortável.
Porque nenhum império clandestino cresce apenas pela força das armas ilegais; ele cresce sobretudo pela fragilidade moral das armas legais.
O mais perturbador não é apenas a existência do crime, mas a naturalização dessa convivência.
Aos poucos, o escândalo vira rotina, a denúncia vira ruído e a indignação vira cansaço.
Assim, a sociedade aprende a conviver com o absurdo como se ele fosse apenas mais um detalhe inevitável da paisagem.
E talvez seja justamente aí que mora a maior vitória do crime: quando ele deixa de depender apenas de seus próprios tentáculos e passa a respirar também pelos pulmões do próprio Estado.
Porque, nesse estágio, o combate já não é apenas contra criminosos assumidos ou não — é contra a erosão silenciosa daquilo que deveria nos proteger deles.
