Ideia de Estado
"O estado de perdição mental tem dois estágios: o consciente e o inconsciente.
No consciente, você tem noção de que está perdido mentalmente, e a maioria das vezes, a pessoa fica parada, literalmente para a vida, não sabe o que fazer. Na verdade, às vezes até sabe, mas não consegue. Parece que está acorrentada, sem forças. Tem noção do que é certo ou errado.
Já no estado inconsciente, a pessoa não tem noção nenhuma, entra em qualquer estrada sem saber onde vai parar, não tem noção das consequências. Se põe em perigos, faz coisas que em estado normal não faria. A pessoa se torna literalmente um zumbi, ou como se estivesse sonâmbula.
Na minha opinião, essa é a pior situação, porque quando a pessoa acorda, volta a si, o estrago mental é horrível. Geralmente, aí vem o estado perdido consciente, porque a pessoa cai em si, só que já não é mais a mesma. Entra em estado de confusão, depressão.
Eu sei que nem tudo está perdido, que dá para aprender a conviver com tudo isso, se perdoando, se cuidando e, em primeiro lugar, para nunca mais isso tudo acontecer, não se quebrar, para não se encaixar na vida de outra pessoa. Como diz uma música, "Cristal quebrado não cola jamais". Ou seja, você nunca mais será o mesmo, mas pode se tornar uma pessoa mais sábia, aprender com os próprios erros."
"O silêncio não é vazio, mas um estado de escuta e comunhão, onde o coração se reconecta com o Todo e com o divino."
Não romantizo a dor,
eu a reconheço.
O que ficou não é vazio,
é resto em estado ativo,
pulso discreto,
vida em continuação.
Eu não preciso entender agora.
Preciso apenas atravessar.
Quando o Estado não acolhe os invisíveis, ele não apenas omite — ele escolhe uma forma de abandono juridicamente sofisticada.
O Estado emite, os bancos distribuem seletivamente, grandes grupos recebem contratos, guerras e reconstruções movimentam indústrias específicas, e o custo é socializado via dívida, inflação ou austeridade. O ganho é privatizado. A perda é coletiva.
A crise funciona como um filtro. Ela não pune: A crise seleciona.
Paixão é estado momentâneo e o Amor é construído com uma singularidade poderosa e sagrada desse universo em que coexistimos.
O Estado de ser e os problemas do Ser
Agilson Cerqueira
Inebriar-se ou embriagar-se não é fugir — é um método.
Um experimento contra a tirania da inconsciência.
Pois existir, quando plenamente percebido, não é um dado — é um privilégio.
A lucidez não ilumina: ela expõe.
E o que ela expõe não é o mundo, mas a impossibilidade de habitá-lo sem fissuras.
Há, portanto, uma tensão irreconciliável:
entre o esquecimento, que dissolve o ser, e a consciência, que o torna insuportavelmente nítido.
Não se trata de escolher entre dois estados, mas de reconhecer que ambos falham.
O esquecimento falha porque não sustenta.
A lucidez falha porque sustenta demais.
O sujeito, então, não é algo estável —
é um movimento de oscilação.
Um pêndulo sem centro.
Aquilo que se chama “eu” não passa de um intervalo entre percepções, uma tentativa precária de continuidade num fluxo que não admite permanência.
Conhecer-se torna-se impossível,
não por falta de profundidade,
mas por excesso de instabilidade.
O ser não é oculto — é inconsistente.
E talvez por isso o outro se torne intolerável: não por diferença, mas por revelar que também ele sustenta, com igual fragilidade,
a ficção de existir.
Recusar-se a ser o outro
é, no fundo, recusar a evidência
de que não há saída fora dessa condição.
Ser é estar preso numa estrutura sem fundamento, onde o instante é tudo o que há — e, ainda assim, não se sustenta.
O agora não é presença: é ruptura contínua.
Assim, as palavras “loucura e lucidez”
perdem o sentido.
Porque ambas partem do mesmo erro:
acreditar que há um estado correto do ser.
Não há.
O que existe é apenas a consciência
tentando justificar o fato bruto de estar aqui.
Sem motivo.
Sem centro.
Sem garantia.
E talvez o pensamento mais radical
não seja compreender isso
— mas continuar, mesmo assim.
Quando o mundo inteiro
reconhecer o Estado da Palestina ...
Haverá somente os sionistas
entre os escombros
e os cadáveres dos palestinos.
✍©️@MiriamDaCosta
