Ideia

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A ideia de que a parede é sólida, é uma expectativa criada pelas infinitas repetições do pensamento.

É exatamente quando você não faz a menor ideia de para onde ir e se vê no fim das suas próprias estratégias, que a Graça te encontra e convida à rendição. É no reconhecimento da sua fraqueza que você, enfim, ancora onde precisa estar: no centro da vontade de Deus.

O que me inquieta não é a ideia de morrer, é a ideia de não entender.


do livro "Maturidade Consciente"

A realidade é uma ideia, nós a compreendemos ao senti-la. As palavras só podem definir, quando tudo é o infinito. A Verdade é a imaginação, pois além de nós está Deus e o que vemos é o que nós somos. Nunca a visão será suficiente para contentar a nossa sede de saber.

Deus não é uma ideia, é um sentimento.

O ateísmo é levar à sério demais a ideia de Deus.

A caveira que falava demais e morreu pois falava!
O cubismo da superfície trata da ideia em si.
Para falar no senso comum o papel do ser falante...
Pois ignora a ideia é estar quebrado.
Perdeu seu retrato por falta de palavras...

*O sagrado são nossos pensamentos fragmentos destes momentos que ideia é a liberdade de existir*

Antes de você, a ideia de "pertencer" a alguém talvez parecesse assustadora, como se eu precisasse abrir mão de partes de quem eu sou. Mas a vida tem um jeito irônico de nos mostrar o quanto estávamos errados. Hoje, eu percebo que é exatamente o oposto.Ao deixar as minhas defesas caírem e me entregar a você, eu não me perdi. Pelo contrário eu nunca fui tão eu. Cada sorriso seu que espelha o meu, cada conversa de madrugada e cada abraço onde o mundo lá fora silencia, me mostram pedaços de mim que eu nem sabia que existiam. Tem sido um processo leve, arrebatador e profundo, tudo ao mesmo tempo. É como se, ao aprender a te amar, eu estivesse finalmente voltando para casa. Se pertencer a você é uma loucura, eu confesso que espero nunca mais recuperar a razão. Quero continuar me descobrindo nesses seus olhos e fazendo do nosso amor o meu lugar favorito no mundo._Enzo Ruchell_

Não basta semear a ideia.
É preciso, antes, interrogar o solo da consciência.


Uma mente pode estar saturada de respostas
e, ainda assim, revelar-se estéril à dúvida.
Pode consentir que o mato se multiplique sem freio
enquanto nega à árvore o espaço para enraizar-se.


A sabedoria não principia no encontro da verdade,
mas no gesto corajoso de extirpar aquilo
que já não permite o crescimento.


Pois certas sementes só germinam
naquele coração que, durante anos,
soube transformar-se em jardim.

A falsidade pode até tentar manchar uma grande ideia, mas a Riqueza Infinita desmascara a mentira mostrando frutos reais de generosidade e amor.

Apoiar uma ideia fora da curva é o investimento de maior retorno do planeta: você transforma uma visão isolada em um império global.

"Se a ideia do outro parece absurda para você, talvez seja só o tamanho da visão dele que você ainda não consegue enxergar. Apoie assim mesmo."

"Apoiar um sonhador nos dias de queda é o que transforma uma ideia maluca em uma grande revolução."

"Se a ideia do cara é mirabolante, ajude a organizar o caos em vez de jogar água fria no fogo dele."

"Muitas vezes, a única diferença entre uma ideia maluca e uma revolução é uma pessoa que disse: 'Eu acredito em você'."

"Não julgue o tamanho da ideia pelo tamanho das condições atuais. Todo gigante começou pequeno e com um plano que parecia impossível."

Meus pensamentos na ideia de Schopenhauer

Aqui fiz uma espécie de conversa minha com Schopenhauer, e não uma negação dele.
A ideia dele permanece como ponto de partida, mas a pergunta muda: se a vontade move o homem, por que alguns possuem muito mais poder para transformar a nossa vontade em realidade do que outros? É aí que a filosofia encontra a política.


“O Mundo com Vontade”

Schopenhauer enxergou no fundo do mundo uma vontade cega: uma força que deseja sem saber exatamente por quê, que alcança uma coisa apenas para desejar outra, condenando o homem à inquietação de nunca estar inteiramente satisfeito. Talvez estivesse certo sobre a vontade. Mas talvez tenha olhado demais para dentro do homem e pouco para o mundo que construímos ao redor dele.
Porque nem toda vontade nasce livre.
Há quem acorde desejando conhecer o mundo e precise primeiro pensar no pão. Há quem tenha vontade de estudar, mas encontre uma porta fechada pelo preço. Há quem sonhe com arte, música, filosofia, literatura, mas tenha suas horas consumidas pela necessidade de sobreviver.
E há quem possa dedicar a vida inteira à procura de si mesmo simplesmente porque outros, em algum lugar, trabalham para sustentar o conforto dessa procura.

Então pergunto: de quem é a vontade que governa o mundo?

A vontade do trabalhador de descansar ou a vontade do capital de produzir mais? A vontade daquele que deseja uma casa ou a daquele que transforma casas em números? A vontade de quem sente fome ou a vontade de quem calcula o preço do alimento?
Talvez o sofrimento humano não venha apenas dessa eterna insatisfação descrita por Schopenhauer. Parte dele nasce de algo muito menos metafísico e muito mais concreto: construímos sociedades em que algumas vontades possuem poder para se realizar enquanto milhões de outras precisam pedir permissão até para existir.
E nisso há uma crueldade silenciosa. Dizemos ao pobre que basta querer. Dizemos ao trabalhador que basta se esforçar. Dizemos ao jovem que basta sonhar. Como se todos começassem a corrida da mesma linha. Como se vontade fosse moeda. Como se esperança pagasse aluguel.

Não paga.

Mas também não acredito que devamos matar a vontade para escapar do sofrimento. Talvez seja justamente o contrário. Precisamos transformar a vontade individual em vontade coletiva.
A vontade de comer deve encontrar a vontade política de acabar com a fome. A vontade de aprender deve encontrar uma escola aberta.
A vontade de viver precisa encontrar dignidade.
A vontade de ser livre precisa significar mais do que escolher aquilo que podemos comprar.
Porque liberdade sem condições para exercê-la corre o risco de ser apenas uma palavra bonita pronunciada por quem nunca precisou escolher entre duas necessidades.
Schopenhauer desconfiava profundamente da esperança. Eu ainda prefiro desconfiar de um mundo que exige desesperança dos que estão embaixo para preservar o conforto dos que estão em cima.
Talvez a humanidade jamais deixe de desejar.
E talvez isso não seja nossa condenação.
Talvez seja nossa possibilidade.
Enquanto houver um homem com vontade de mudar aquilo que lhe disseram ser imutável, haverá política. Enquanto houver vontade de repartir aquilo que foi concentrado, haverá justiça. Enquanto alguém olhar para a miséria de outro ser humano e disser “isso também me diz respeito”, haverá alguma esperança.
O mundo é vontade, sim.
Mas eu acrescentaria uma palavra que Schopenhauer talvez não acrescentasse:

nossa.

Porque o mundo que vale a pena desejar não deveria nascer da vontade de possuir o outro, mas da vontade de não abandonar ninguém.

A arte é uma ideia que nos move

A arte é uma ideia que nunca morre.