Hospital
O verdadeiro pulso de um hospital bate no ritmo incansável dos enfermeiros, que com amor, tecem a trama da recuperação.
Atrás do eu amo você estava,
Eu passo uma noite no hospital com você se for preciso,
Eu passo duas, eu passo três...
Eu limpo a sua sujeira,
Sou capaz de tolerar seus aborrecimentos,
Sou capaz de entender o seu cansaço,
Sou capaz de lhe deixar sossegado na hora que eu ver que precisa de sossego,
Sou capaz de tolerar você nos seus dias difíceis,
E te abraçar nos dias tristes,
Eu viro a noite acordado se for preciso ao seu lado,
Eu estou e estaria com você para qualquer momento,
Sou capaz de ir todos os dias ou mudar para sua casa temporariamente se você estivesse doente,
E iria até para o fim do mundo encontrar a cura,
Sou capaz de ficar debaixo da chuva, e no frio com você,
Sou capaz de suportar uma tempestade só para ver se você está bem,
Sou capaz de trabalhar por você para não perder um dia de trabalho,
Sou capaz de fazer o impossível virar realidade,
Então, não duvide do meu eu te amo,
Eu amo você é uma frase que esconde muitas coisas, uma dinâmica de vida quando você escuta de alguém,
Eu amo você!
Se ela é verdadeira você sabe que você está tendo uma garantia humana de que você não está só,
Você vai além das palavras, você ultrapassa o significado daquilo que está sendo dito,
E você mergulha no mistério que aquela palavra não pode revelar,
Essa palavra,
Essa pequena frase,
Se ela é verdadeira ela diz muito mais do que isso.
Por isso eu amo você pituquinha verdadeiramente, sinceramente, simplesmente assim!.
Nossos sonhos morreram lutando pela vida a caminho do imaginário hospital! Ninguém socorreu a tua causa, o teu ideal! Fugiram todos! Não sobrou nenhum! Às vezes o povo luta e corre e não chega a lugar algum!... O povo luta e morre e sem saber cria o seu próprio inferno! Mas se for para morrer que seja numa tarde fria de inverno! Aqui já não importa o que eu faça, A hora me tortura e não passa! Sou apenas mais um! O sábio já dizia:Nada custa mais caro do que aquilo que nos é dado de graça! Qual é a tua maior certeza!? O que lhe causa pavor?... A quanto tempo você já não fala de amor?... Há quanta dor acumulada em teu peito!? O que ainda pode ser feito para remediar o que ficou?!... Ontem você chorou... Chorou a tarde inteira! E deixou queimar na santa fogueira as tuas dúvidas que eram tão verdadeiras!... E ninguém se importou! E não apareceu nenhum amigo! E você então decidiu andar sozinha em meio aos perigos! Mas chegou um momento em que você não suportou tantas coisas e se jogou de braços abertos! Porque você não esperou? - Talvez a vitória estava tão perto!... Foi um pequeno passo que se tornou um grande salto para a liberdade!... Mas enfim, você finalmente abraçou a eternidade!...
Hospital João Machado...
Na ala da loucura, em celas fechadas e nas muralhas da mente,
consegui ouvir as mais lindas adorações e louvores celestiais!
Deus escolheu as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias.
Reconhecimento e Gratidão ao Hospital S. João de Deus em Montemor -
Há espaços Geográficos que vibram como ninhos de águias, fontes de amor, pontos energéticos de Luz, âncoras de vida interior.
É assim o Hospital de S. João de Deus em Montemor.
O espaço, as gentes, os olhares, as vozes, o imenso coração com que se sente pulsar as paredes daquele edificio. Tudo ali é terno e profundo, tudo ali é vida, a ântecamara do Céu. Lugar onde a Voz de Deus soa e ressoa e o seu eco nos envolve o corpo e a Alma. Afinal há Céu na terra! Posso dizê-lo, posso afirma-lo. Porque vi, porque senti. Foi neste lugar onde a caridade e a fé, a esperança e a virtude habitam e convivem diáriamente e seguem de mãos dadas que a minha queridissima Avó Clarisse viveu e terminou o seu ultimo mês de vida neste mundo. A Paz e a tranquilidade com que partiu é espelho do lugar onde fez o seu término sobre a terra. Muito me doeu a distância entre nós neste final de vida mas sabia que era melhor assim - por ela. Enfermeira Rita obrigado pela generosidade, enfermeira Filipa obrigado pela resiliência, enfermeira Xana obrigado pelo imenso coração, as demais enfermeiras que acompanharam a avó, incluindo na hora da morte, muito obrigado. Obrigado pelo vosso altruismo. Seguranças, auxiliares, utentes, assistentes sociais, direcção administrativa, muito obrigado. Obrigado Dra. Isabel Lucas e a toda a equipa dos Cuidados Paliativas. Ainda tenho na minha cabeça o som da sua voz, de noite, a dizer-me ao telefone que a avó partiu. Voz doce, trémula, compassada, cautelosa. Viva eu mil anos não se apagará da minha memória. Obrigado Dra. Isabel por ter levado a avó pela mão no seu último mês de vida até Nossa Senhora para que Nossa Senhora a pudesse levar a Deus. Padre Alvaro obrigado pela orientação Espiritual. Deus falou-me sempre por si. Acho que nunca na minha vida senti tanto reconhecimento e gratidão por um lugar, por tanta gente. A Avó levou a todos no coração. Partiu a 17 de Setembro, a dez minutos do dia 18, para partir no dia em que completava 63 anos de casamento com o avô Louro. Tinha que ser. Seguiram-se dias dificeis, a saudade é a presença da ausência e diz o Reverendo Cónego Madureira que a Saudade é o amor que fica. E é real. Temos que aprender a gerir o amor que fica em nós depois da partida daqueles com que estabelecemos relações de amor. É dificil. A morte é a outra face da vida para quem parte mas também tem que ser para quem fica. Obrigado avó por tudo, por tanto. Ao Hospital S. João de Deus em Montemor e a todos que o habitam o meu reconhecimento e gratidão.
Ricardo Maria Louro
Um neto sensibilizado
ALERTA: "Quem dirige moto chega mais rápido. Com certeza; principalmente no hospital ou no céu, se merecer"
A TRISTE REALIDADE
O pobre fica doente
Não tem vaga no hospital
Fica na sala de espera
Mesmo passando mal
Se começa a reclamar
Isso tudo é normal.
Tanta falta de respeito
Sem ter democracia
Essa desigualdade
É tanta hipocrisia
Se um rico chegar
É a maior correria.
O socorro é imediato
Médico que tava dormindo
Deixando o pobre morrer
Logo vão surgindo
Com tanta preocupação
Tudo vai conseguindo.
Quanta falta de humildade
E o pobre nos corredores
Fica desprotegido
Enfrentando os dissabores
Esquecem que ali estão
Pobres trabalhadores
Irá Rodrigues.
A minha dor é maior, eu estou sofrendo. Você não está vendo?
Não importa se está num hospital ou em casa. Se é um desconhecido, um funcionário ou algum familiar.
Agradeça!
Recebeu um olhar de carinho, agradeça.
Ajudaram a ficar sentada, agradeça.
Te deram comida na boca,
agradeça.
Enchugaram tuas lágrimas, agradeça.
Trocaram sua fralda, agradeça.
Te deram banho, agradeça. Continue até aprender a agradecer por tudo em sua
vida.
Você Acha Que Tem Vários Problemas Até Cair Numa Cama de Hospital, Então Você Verá Que Não Tinha Vários Problemas e Passará a Ter só um, Sair Vivo do Hospital.
A vida é um hospital
Onde quase tudo falta.
Por isso ninguém se cura
E morrer é que é ter alta.
Sinto como um manicômio de dentro,
Um hospital aos que sabem demais.
Numa busca para encontrar o mais;
E no vazio da noite, eu entro.
Quem amo não me entende,
Quem um dia entende, se arrepende.
Sendo eu mesmo um desses,
Por incontáveis vezes.
Solto a linha,
Deixo soltar.
Volta a dor minha,
Torno a bobinar.
Dor que não vira só minha,
Quem amo também a sente
A tristeza inerente
Do retornar da linha.
A URGÊNCIA DO HOSPITAL DE ÉVORA NÃO É O QUE DIZEM ...
No Passado dia 14 de Janeiro quando ao final da tarde fui chamado pela mãe para regressar a casa porque a avó Clarisse de 92 anos estava estranha não imaginava o que se viria a passar. Quando cheguei a casa encontrei-a apática, pálida, sem qualquer reacção. Fiquei apavorado. Note-se que esta avó me é muito importante. Aflito e depois do conselho de uma vizinha Médica, que imediatamente e sem pestanejar acorreu a minha casa, a quem muito agradeço, chamei o INEM. Ágeis, três Bombeiros de Arraiolos trataram a avó com enorme delicadeza e amabilidade prestando-lhe os primeiros socorros levando-a de imediato para a Urgência do Hospital do Espirito Santo de Évora. A eles o meu muito obrigado. Acompanhei-a. No Hospital foi atendida, encaminhada, devidamente medicada. Todo este processo durou alguns dias e as minhas idas ao hospital eram constantes. Vi ali de tudo. Mas o que vi não abona em favor dos familiares dos doentes. Como é possivel que pessoas que tem os seus familiares debilitados os levem para a Urgência para serem tratados por quem lá está com essas funções e mal tratem as pessoas que os vão tratar?! Poucas vezes lhes ouvi sair das bocas as palavras, por favor, com licença e se faz favor. E atenção porque eu estava nas mesmas condições, era familiar de uma doente. Vi falta de macas, de lençois, de camas, de espaço, exames que levam tempo a dar resultados porque é mesmo assim, médicos e enfermeiros a fazer turnos de 24 horas, funcionárias de recepção esgotadas a lidar com doentes, médicos, familiares por vezes dificeis. E as familias a atrapalharem ainda mais quem queria trabalhar para lhes salvar os entes queridos. Bizarro! E de quem é a culpa de todas estas faltas de condições? Do hospital? Dos médicos? Dos enfermeiros? Dos funcionários em geral? Não! E nós sabemos que não! As politicas que nos governam e dizem que está tudo bem só querem votos. Mas isso já sabemos (é pena é que andemos aqui a votar em partidos em vez de votarmos em pessoas).
Mas afinal quem é que é acusado destas faltas? Aqueles que estão à mão. Os que por graça ou ironia precisamos que tratem os nossos familiares. Mas estamos todos loucos? Então atacamos e mal tratamos quem precisamos que ajude os nossos doentes? Vi ali tanta coisa desagradável. Entre a impotência de médicos, enfermeiros, funcionárias de recepção, triagem, seguranças, auxiliares, senhoras da limpeza, todos sem poderem fazer nem melhor nem mais rápido porque estão limitados pelo espaço e pelo tempo e os sucessivos ataques de quem precisa dos doentes tratados disparando aleatóriamente acusações despropositadas. Ouvia constantemente aos gritos: "Na semana passada, há dias ou ontem, ouvi dizer que vocês iam deixando morrer aqui ..."
Mas passa pela cabeça de alguém que numa urgência um médico ou enfermeiro deixe morrer propositadamente outro ser humano naquela situação?! Fiquei horrorizado!!!! Por vezes vi funcionários chorarem. Ficarem desolados. Ao que nós chegámos! Pessoas que afirmo estarem a dar o seu melhor e afirmo porque vi, experienciei na pele.
Pois venho aqui dizer que ninguém sabia quem eu era nem quem era a avó quando ali entrei. E desde a porta da entrada, do segurança ao médico, passando por todos os funcionários da urgência do Hospital do Espirito Santo de Évora só posso reconhecer e agradecer tudo o que fizeram pela a avó e por quem lá estava a ser tratado. E estava lá muita gente doente. Ninguem nos privilegiou ou escolheu pelos nossos olhos. A delicadeza, a disponibilidade, a amabilidade com que fui recebido, tratado, encaminhado ajudou-me muito a ultrapassar este momento dificil que durou quase oito dias e que sei que ajudou nas melhoras da avó. Fui tratado como um ser humano e talvez porque os tenha trado igual no principio. Estou grato a todos e venho aqui publicamento dize-lo porque merecem que o diga, que o publique, que se faça saber. É necessário ser-se mais compreensivo com quem precisamos que trate dos nossos doentes. E assim o quis e tentei fazer desde o inicio talvez porque a avó sempre me tenha ensinado que reconhecimento e gratidão geram abundância. Abundância em caridade e amor com quem nos está próximo em cada minuto de vida ainda que não saibamos quem é. Quanto a avó já está em casa a recuperar.
A quem trabalha no Hospital de Évora, essecialmente na Urgência, estou-vos profundamente grato por muito, por tanto porque reconheço o vosso mérito e vejo as dificuldades em que estão imersos numa profissão que se tornou tão ingrata. Rezo por todos para que Deus vos conceda a capacidade e a paz interior mais do que tratar dos doentes saberem lidar com quem os leva ao hospital porque a Urgência do Hospital de Évora não é o que dizem.
Um neto grato e reconhecido
Naquele cantinho do velho hospital,
a oito de Maio de sessenta e sete...
Levanta-te António, que a vida promete,
nasceste em Estremoz e em Portugal.
Terás nesta sina tudo o que encontrares,
num mundo cruel, fingido e oculto...
Serás um menino com olhos de adulto,
sem tempo na sorte, nem fé nos azares.
Aproveita a vida, esta breve passagem,
aguenta-te firme, recebe este ensino...
Calhou-te por sorte este teu destino
e um anjo da guarda cheio de coragem.
Na vida serás essa eterna criança,
vinda das estrelas acima da Lua...
Se um dia sentires que estás na rua,
volta ao teu ninho da Quinta da Esperança.
Por trás de cada equipamento moderno em um hospital, há o talento invisível de programadores que pensaram no amanhã com amor ao próximo.
Lembro-me daquele dia como se fosse agora. Estava deitado na cama de um hospital, cercado pelo silêncio frio e estéril do ambiente, enquanto minha mente era um turbilhão de pensamentos. A cirurgia se aproximava e, com ela, o medo. Era um medo que não se explicava apenas com palavras – era o temor do desconhecido, da dor, da possibilidade de algo não sair como o planejado.
Minha cabeça estava a mil. Pensei na vida, nos planos, nos compromissos que deixei pendentes, nas pessoas que amo. A ansiedade tomava conta do meu peito como se não houvesse espaço para mais nada. Até que, no meio de tudo isso, ouvi um hino tocar – suave, mas firme, como um sussurro vindo do céu: “Deixa eu trabalhar do meu jeito, deixa teus projetos comigo, deixa acontecer no meu tempo, o amanhã não te pertence.”
Essas palavras caíram sobre mim como um bálsamo. Naquele instante, entendi que precisava soltar o controle, parar de tentar dominar tudo com a força dos meus próprios braços. Entreguei. Entreguei minhas preocupações, meus medos, meus projetos e até minha vida nas mãos de Deus.
E Ele me fez triunfar.
A cirurgia passou, e com ela veio a paz. Não apenas a cura do corpo, mas um renascimento interior. Aprendi que quando confiamos verdadeiramente, o medo perde espaço para a fé. E a fé, ah… a fé transforma qualquer quarto de hospital em um santuário de esperança.
Quando Tudo Perde o Valor, o que Resta?
"No hospital, a fragilidade do corpo nos ensina que a saúde é a maior riqueza. Na prisão, a ausência de liberdade revela o verdadeiro poder das nossas escolhas. E no cemitério, todos somos iguais — sem títulos, sem posses — lembrando que o que realmente importa é o legado que deixamos. A vida é feita de escolhas. Que cada uma delas seja guiada pela sabedoria e por um propósito maior."
Eu posso ser louco, mas se eu estou delirando que eu seja internado num hospital, assim poderei me livrar da minha cadeia.
