Horizonte
dia moderno
o sol aparece no horizonte
pessoas acordam com seu brilho,
correm para olhar essa pintura
e ficam paradas, olhando mais um céu bonito
e tudo era assim
coisas simples, nada ruim
mas as coisas mudam
e as vezes tudo precisa de um fim
noites de insônia
você acorda cansado,
manhã de escuridão
e o único brilho é a luz do celular carregado
rotina sem mudança
começa mais um dia de labor,
padrão da ignorância
você liga o monitor
jornais repetitivos
notícias que você já viu,
mortes sem motivos
e nenhuma emoção você sentiu
saída do refúgio
sua casa começa a ficar longe,
convivência forçada
você passa de mais uma ponte
mente bagunçada
sua música não está ajudando,
olhares julgadores
você continua andando
intervalo sem cor
você come o que sempre comeu,
demonstração do amor
mas isso não existe, você esqueceu
monitores brilhantes
você trabalha a cada instante,
recompensa inexistente
e o futuro não é mais coerente
volta aliviada
finalmente em casa,
cama aconchegante
mas não consegue dormir
noites de insônia
você acorda cansado,
manhã de escuridão
e o único brilho é a luz do celular carregado.
"Se agires com rigidez na condução de tua vida,
Se pela manhã olhares para o horizonte e não admirardes o alvorecer,
Se ficares solto sob o firmamento e não alegrar-te com o teatro das estrelas...
Se nada disso te convida à novas alegrias,
É certo que terás um dia inaproveitável,
E a noite não terás nenhum prazer.
Será que valerá a pena viver para ver o amanhã renascer?"
Mudou meu curso
Velejei suas correntes
fui perdendo o horizonte.
Naufraga dos seus encantos
num instante aprofundei.
A vida toda de relíquias
se deitaram esquecidas....
Do abismo vejo ao longe
Um horizonte
No meu cárcere sou livre
Nesse globo da morte, vivo
Num dia lagarta
Noutro com asa
Vou, voo
Quem sou
Ora fada
Ora sereia
No ar
No mar
Nem tente me encontrar
Sou certa aos loucos
Sou louca aos certos
Não vim para agradar
Deixe-me voar!
pareço sobre o horizonte,
e assim desdenho
o sentimento voraz,
para que esses sejam
apenas um momento,
que se possou,
diante de tantos detalhes...
sendo absurdo...
nas exclamações do amor...
paira sobre a clareza,
bem tons de cinquenta de cinza...
que lhe pareça um clichê,
de puras frações da alma,
sem redenção,
para um mundo ausente,
por estar anonimamente,
vagando pelas frestas do coração...
Muito mais do que receber o bem, o ímpeto natural e espontâneo de o fazer, é sentir o horizonte mesmo sem o ver.
Hoje olhei para o horizonte,
E resolvi fazer parte dessa linha.
Me fiz em versos,
Virei poesia, saudade e despedidas.
"É preciso observar o tempo
para se entender o amor vibrante
ir além do horizonte redundante
onde carruagens angelicais trafegam
dobrando e unindo as extremidades do tempo
para que se possa conhecer em seu núcleo
o amor da gente.
Olhei na direcção do horizonte.
Franzi o nariz e ri-me.
As circunstâncias sempre mudam.
Depois de ter superado tanta coisa, de ter conseguido chegar onde estou e de ter entrado em mim, a minha consciência absorve um universo múltiplo como um espelho, clara e poderosa, e é desconcertantemente suave.
Se sou um holograma de mim mesma, onde estarei verdadeiramente?
"Sonho acordado, sonho dormindo, sonho de viver contigo no paraíso. Olhando o horizonte e olhando para o céu, sonho de fazer um pedido de casamento na Torre Eiffel, e te jurar sempre ser fiel".
Na linha do horizonte eu vou buscar a mais bela flor para lhe dar, com as cores do arco-íris vou pintar o seu nome entre o céu e o mar
MATUTINA (soneto)
Na manhã matutina do planalto
Vagueia o horizonte tão rubente
Numa dança de cor em contralto
Cintilando o azul do céu nascente
Ultrapassa os jardins do asfalto
Sem esquinas, nuvem ausente
No espetáculo como ponto alto
Riscando o cerrado num repente
E o vento chia, é julho, tão frio
Brasília de curvas retas, feitio
Sereno, num panorama pleno
Rompi o dia em arauto gentil
Ipês floridos, de sertão bravio
E amanhecer nunca pequeno
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Planalto central - Brasília
Olhava o horizonte contemplando,
Não era o mesmo sol,
Nem mesmo a lua,
Nem um céu de sempre,
Naquele tinha muito amor,
Era diferente.
Avistei o mar,
Meus olhos brilharam,
Ele não era só azul,
Nem mesmo verde,
Tinha um tom de cor mágico,
Era fantástico,e reluzente.
Olhei para o meu lado,
Logo entendi o que se passava,
Ver tudo com outros olhos,
trazendo aquela calma,
Estava me sentindo leve,
Apaixonada,
Era meu amor,meu sol,
Você que eu procurava.
O que foi... Já foi... O que virá, ainda nem apareceu no horizonte, mas este momento é de puro deleite e é seu para mergulhar e se deliciar.
Talvez iludidos num olhar pro mesmo horizonte aguardando por um fim, mas acabamos decepcionados por perceber que esse ``Tal Fim´´ é pessoal onde só passo no tempo o algo pertencente a mim; os demais seguem rumo aos seus.
ALADOS (soneto)
O largo cerrado é um efeito alado
De asa tingida e horizonte intenso
Duma flora varia e chão rebelado
Encarnado em um céu tão imenso
O teu cheiro num diverso intenso
Acoplam o raro em sinal denodado
Feiticeiro, espantoso e tão denso
Em um plural do árido cascalhado
Onde vemos empoar os passos
Entrelaçados entre tortos traços
E prados de dourados alumiados
Aos poucos sucumbimos por ele
Num pouso instável, caindo nele
Suavemente, de encantos alados
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
A cor do mar lembram seus olhos.
São linhas tracejadas no horizonte de teu rosto.
Rochedos alcantilados que recordam a dureza que tantas vezes vi surgir.
A mesma cor, as mesmas linhas, a mesma dureza que tantas outras vezes me esforcei para esquecer.
Mas, se mesmo assim, tão falho que sou; ao me ver incapaz de apagar lembranças passadas; deixo então que as recordações tomem conta de mim e me embalem. Deixo que cada cor e cada traço se transforme na beleza cênica de um por-do-sol.
Seus olhos refletidos neste mar sem fim.
Por fim, é como se cada matiz e cada linha no horizonte sorrisse para mim. Então, sorrindo, me senti em paz por ter tido a oportunidade de sentir o carinho teu.
O horizonte e cheio de posibilidades só resta saber quais delas vc se embarcará e realizará , por mais que tenhamos dificultades em alcanzarlas mais nunca desista , com determinação autoconfiança e foco em aquilo que deseja alcançar e sobretudo fé e a que nunca devemos perder , ao contrário devemos ter fé todos os dias de nossas vidas!
Podemos Sim!
Aumentar...
Abraçar o horizonte,
gritar,discordar,
expressar sabedoria ...
Nossas mãos tecem a cultura,
os dedos tocam a melodia.
A orquestra da educação ecoa,
a vida dança de alegria.
