Homenagem para meu Irmao de Sangue
Meu coração está lá...
...Com a cor do sangue puro e contornado com traços azuis do céu,
ele vive a esperar você.
Ao acordar e vê-lo em mim sinto que ele é a porta aberta pra você entrar e se fecha pra te deixar segura.
Esse coração é imutável, e nunca se repetirá.
Você o vê comigo e quando menos esperamos a luz se apaga e o coração que se deitava agora arde de desejo.
Não posso esquecer de dizer que meu coração junto ao seu é o firmamento que sustenta a terra.
O fato de ser forasteiro foi insuficiente para que não houvesse tanto de meu sangue nesta terra, quanto desta terra em minhas veias.
É por descrever os lençóis
de uma noite de amor
que o sangue rompe
nas maçãs do meu rosto.
A irmã mais velha
do meu corpo esquerdo
me pede com ar estúpido
que chega a vencer
todos os escapes do meu ego.
O negro preto de todos os tons
do meu perverso segredo
impedem-me de tocar as
algemas de sua tortura maior.
Estrelas caem como chuva
de uma bela tarde de jóias
caras de sucata
que foram usadas para adornar
a minha pequena perna amarela.
É noite e o som dos lobos me avisam
que vieram comer o azuldo céu que rompe
o fulgor de uma manhã
alavancada de pesos calmos
estampados de flores no meu
enroscar do dia que nasce.
- Lágrimas de sangue
É dificil entender:
por que meu coração está lugúbre...
por que em minha face lágrimas correm...
por que correm sangue...
um sangue que ninguém vê...
só a minha alma,só a minha dor...
Por que este ser existe?
porque me ronda,porque assombra-me,porque me entristece,porque me tortura...
o que eu fiz de mal,para amar assim?
eu só queria que você estivesse aqui!!!
será que é tão complicado assim?
mas,só tenho à lamentar o que perdi sem ao menos ter
Se você não está nem aí pra minha solidão em luto...
Agora posso entender...
o amor é um sentimento,que quando desviado,
que quando não segue o caminho certo
torna-se ódio,torna-se ruim,torna-se impossível de aguentar
e acaba transbordando para os olhos,que vem em lágrimas de sangue que só quem sente vê...
27/06/2005
POR INSTINTO
Meu coração vai vertendo sangue
Se desmanchando aos farelos
E assim mesmo ainda leva
Uma artilharia de pedras
Que insistem no instinto
Jeito de continuar doendo
Sua munição resiste ao tempo
De plena seca, que se ultrapassa,
Passa rolando, de tocaia
Dos ermos lastros das carcaças
O vento se me insinua em vez:
“Prossegue firme sempre à frente”.
Abandone à claridade da direita
Tome o rumo de Che Guevara
Se embriague com essa marcha
Que parte aguerrida da mecânica dura
Alveje os dizeres: assim seja.
Mas com quem me confundem neste mundo
Para neutralizar a tradição?
Acheguem crias da esperança
Conduzam-me na padiola
Para o recanto da paz que busco
Revelem-me a luz do amor
Desfaçam seus cabelos amarrados
Sobre mim, caso contrário
Não verão em mim nenhuma culpa
Se derem cabo de mim mais cedo.
E quando um dia faltar oxigênio em meus pulmões, sangue bombeado em meu coração, o brilho em meu olhar e a felicidade estampada em meu sorriso, espero somente que minhas ações sejam lembradas e minhas palavras sirvam de alguma forma...
Tenho certeza que meu sangue vai fluir em suas veias , do mesmo modo como fluiu em minhas , de uma maneira que não podemos ver nem tocar , apenas sentir , como um coração batendo forte á dois
A água cai sobre meu corpo ferido, totalmente despido ,ela passa sob meu corpo e lava o sangue que por entre meu corpo fica emitindo um cheiro desagradável ... as marcas em mim ficam , a dor ... já nem sinto ... é inevitável.
Veia do amor
A mesma veia que leva o sangue para o meu coração
É a que leva amor para os meus pensamentos
Que os tranformam numa bela inspiração
E me fazem viver sentimentos
A mesma veia do amor
As vezes me fazem sentir dor
Mas no fundo uma dor do prazer
Que me fazem sentir
E desejar apenas você.
Anseio em tocar-te o corpo,
Sentindo teus lábios nos meus,
Meu sangue fervendo,
Coração acelerado,
Respiração ofegante.
CRÔNICAS DE UMA EXISTÊNCIA
O mundo sorri enquanto meu sangue escorre. Todos cantam, mas meu choro se sobrepõe. Eles correm, eu só consigo rastejar. Não é culpa minha... talvez seja! A solidão é o castigo que determina o culpado? Então eu sou culpado. E quem me culpa? A verdade! E a verdade é que o medo se tornou maior que a esperança. O sonho se tornou maior que o desejo. A dor afugentou minha coragem. A saudade tornou o tempo maior. Tempo esse que nem era grande, mas se fez eterno... por que você se foi! E se foi por quê? Por que você? Não sei dizer... não posso dizer. Caprichos da vida que leva e que traz, que dá e que tira, que faz e desfaz. Talvez o acaso que se fez pleno, Por que em certeza responde o incerto. Mesmo o tudo nada me responde, no entanto o nada é a resposta mais certa para tudo. E o que fazer com essa certeza insana de saber que estou fadado à solidão? Como curar uma ferida invisível que insiste em manter rasgado o coração? Esse coração que já nem me pertence e que é regido pelo som melancólico de uma melodia desconhecida, que ecoa pelos pensamentos e desafina cada segundo da minha existência. Há remédio para essa loucura? Estarei tão perdido
no tempo – naquele tempo – que talvez já nem tenha mais salvação? Sinto que as palavras
mais propícias afim de descrever o que sinto, ainda não foram inventadas. Sinto que a única canção que conta em detalhes toda a minha dor, ainda não foi composta. Sinto que a ajuda da
qual disponho... realmente nem sabe que pode me ajudar - se é que alguém pode me ajudar. Estou cansado. Finalmente percebi que não posso – ainda que queira – continuar travando esta batalha. Minhas forças – que já eram escassas – acabaram de se exaurir. Eu não tenho mais por quês... não tenho mais motivos... eu não tenho nada... por que eu não tenho você.
Qual é o sentido? Qual é a lógica? Não há um sentido lógico. Não há lógica que faça sentido... a única pessoa que eu realmente amei pertence a outro mundo... talvez nunca mais a veja. E é isso o que sou... isso é o que me tornei. Um andarilho que vaga sem rumo nem direção na tortuosa estrada da vida. Um capitão impotente que observa o seu navio à deriva da fúria do mar durante a mais intensa das tempestades. Uma folha... que plana ao acaso tal qual a vontade dos ventos. Eu tenho escolha? Não! Eu tive escolha. Eu escolhi o caminho certo... antes tivesse escolhido o errado. Mas agora é tarde! Não adianta chorar, não adianta se lamentar, não adianta tentar retroceder e nem tampouco se adiantar. O tempo é esse! A hora é essa! Viver é sofrer! No passado eu não existia... no futuro, eu deixarei de existir... então se eu quero viver que seja hoje... que seja agora! Mas a pergunta é... eu quero viver??? A única resposta que eu tenho encontrado é... que ainda que sem motivos... ainda que sem porquês... eu devo viver. Eu devo viver!!!
Chama-se amor ausente nesta noite fria de
Amor como eu posso te queimar,como
Meu sangue que escala o caminho
De alguém que agora eu sei.
Escrevo tão e somente para sentir-me viva.
É meu oxigênio, sangue que pulsa em minhas veias, enorme desejo de respirar livre.
Escrevo e sinto meu coração acelerar de êxtase, sinto meu corpo ir e voltar ao infinito em menos de minutos,
sinto a força da renovação, a fé de espírito.
Escrever sempre foi meu refúgio, amigo oculto, passo dado rumo ao céu. Não saberia seguir adiante sem explodir, sem falar tudo que engasga em minh'alma.
Não saberia viver, então.
Sou isso, uma força contida em palavras, sou um enigma, uma interrogação.
Não me conheço, até que eu mesma me descreva, me exponha, fale sobre mim intimamente e subjetivamente através do que é a minha vida:
o que escrevo, sou, permaneço.
O privilégio de ser amado não está correndo por entre cada gota de meu sangue nas veias de um corpo esgotado e cansado de apanhar por sentimentos.
O amor é algo impiedoso, quente e fluente, que nos ensina a aprender, mas também a vingar. Aprender que, com o tempo, o sorriso que você dá baseia-se no rosto de outro ser. Vingar àqueles que tentaram roubar o rosto, fazendo tua vida rotular algo que não se emenda nos padrões amorosos.
Cá estamos nós, implorando por aprendizado e vingança.
ILHADO...
GEME SEM SENTIR DOR
AMORTECE MINHA ALMA
ME RETIRA MINHA DOR
ESCORRE MEU SANGUE
PREFIRO MORRER
DO QUE VOLTAR
A SENTIR AMOR
Aguas salgadas correm em meu sangue de Portugal
chibatadas descem a meus olhos sangrentos do grande continente
cocais em minha testa seguem a Terra dos sabios antigos
Eu sou carne e osso de um povo só
Eu sou vida nova de uma mistura maior
Minha vida, meu passado, minha honra
meus deuses que pisaram nessa terra tão clamada
Nessa terra que no chão viu derrubada
sangue do homem do proprio homem
gotas de vinho disfarçada
cores revisitadas
marinheiro escravocrata
meu deus me traga bom trato
meus deuses parecem brigados
Aqui eramos Senhores do mato
Agora somos catequizados
A terra agora é funda
funda demais nos inunda
pés num ar negro flutua
Quem pisa no chão de meus deuses
Olha ao peito batente 3 vezes
quem cultiva semente
semente do tempo já verde.
Escorre lágrimas em meu rosto. E eu, tremendo todo, meu sangue pulsando, pulsando mais. Outra vez o meu amor ressoou, as águas cantou. Não resisto, nunca resisti, cedi. Outra vez, e outra. Profundo peregrinar dentro desses suspiros. Mas meu amor é paciente. Muito tranquilo, assim eu reino descalço no silêncio.
Meu paladar saboreia tua epiderme.
Teu sangue corre em minha veia.
Tua respiração morando em meus pulmões.
Nesse universo metafísico a mecânica dos nossos corpos se atraem.
E tudo tende a entrar em movimento.
Vinicius Rocha-Brasil
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