Homenagem a uma Pessoa que Morreu
Eu não passo passo além de uma pessoa clonada pela vida que tenta sobreviver num mundo que lhe quer no chão
Seja aquele tipo de pessoa que anda com um potinho de açúcar no bolso, mesmo que te achem adocicado demais.
Eu sei que sozinho não posso consertar o mundo, mas posso ser aquela pessoa que sai por aí tentando.
Se a gente soubesse a diferencia que fazemos na vida de uma pessoa, a gente já começava o dia dizendo: você já conseguiu, já deu tudo certo!
Se você for daquele tipo de pessoa que posta jatinho na internet, com certeza a sua fila de amigos será bem longa.
Nunca subestime uma pessoa que no poço, morrendo afogado, chorou tanto que às lágrimas, fizeram chegar ao topo.
"Às vezes a pessoa aguenta o peso de uma relação falida em segredo só para não virar assunto na boca dos outros."
Eu não me apaixonei apenas por quem você é hoje. Eu também me apeguei à pessoa que eu ainda enxergava em você.
Perder a confiança na única pessoa em quem se acreditou não é um rompimento comum. É um luto sem funeral, sem flores, sem testemunhas. Algo morre em silêncio e continua andando dentro de você por dias, às vezes anos. Não é a pessoa que se perde primeiro. É o chão. É a linguagem secreta que existia entre dois corpos. É a ideia de abrigo.
Há uma violência específica nisso: descobrir que o lugar onde você descansava também sabia ferir. Não por descuido, mas por escolha. A confiança, quando cai, não faz barulho. Ela se desfaz como vidro moído no peito. Tudo continua igual por fora. O mundo segue. Mas por dentro algo se reorganiza em estado de alerta permanente. O coração aprende uma nova gramática: amar sem fechar os olhos nunca mais.
O mais cruel não é a quebra. É o depois. É perceber que você ainda ama alguém que já não existe do mesmo jeito. Que a pessoa segue ali, com o mesmo rosto, a mesma voz, os mesmos gestos, mas o pacto invisível foi rompido. E pactos invisíveis, quando quebrados, não se refazem. Podem até ser substituídos por acordos mais frios, mais técnicos, mais seguros. Mas jamais por inocência.
Esse luto não pede vingança. Pede digestão. É um luto adulto, sem espetáculo. Você não chora alto. Você afina. Fica mais silencioso, mais seletivo, mais atento. Aprende que confiança não se concede, se constrói em camadas. Aprende também que quem te traiu não levou apenas algo de você. Levou uma versão tua que não volta mais. E talvez isso seja o que mais dói.
Anaïs Nin diria que crescer dói porque exige abandonar fantasias íntimas. Eu acrescento: perder a confiança em quem era casa é perceber que até os lares podem ruir por dentro antes de cair por fora. E ainda assim, seguimos. Não por força. Por lucidez. Porque viver sem confiar em ninguém é impossível, mas confiar como antes seria uma forma elegante de se abandonar.
No fim, não resta ódio. Resta uma espécie de luto lúcido, quase nobre. A tristeza de quem amou com coragem e pagou o preço. A dignidade de quem não se fecha, mas passa a escolher melhor onde pousa o coração. Porque confiar de novo não é repetir. É reaprender. E isso, apesar de tudo, ainda é uma forma de esperança.
"Ninguém te odeia mais do que aquela pessoa que sabe que você não acredita no fingimento dela…"
— By - Marcélio
Poema - Namorados
Feliz Dia dos Namorados
Pra quem tem do lado
Uma pessoa companheira
Uma pessoa parceira
Quem ama cuida
Quem ama muda
Amar é conquistar
Amar é respeitar
Unir duas pessoas em uma só
Na fase boa ou na pior.
Dia 12 de junho
Estamos juntos
Estamos aqui
O que Deus unir
Nada pode separar
E assim vai continuar
Hoje, amor
Te entrego um buquê de flores
E uma aliança de compromisso
Unir as almas é o mais preciso.
A PESSOA POR TRÁS DAS PALAVRAS
Talvez você nunca tenha percebido...
mas tudo o que escrevo acaba falando um pouco sobre mim.
Eu sou assim.
Reparo no que quase ninguém percebe.
Guardo palavras, olhares, silêncios, horários e pequenos gestos.
Transformo momentos em lembranças
e lembranças em versos.
Eu gosto do que tem significado escondido.
Um lírio pode ser mais do que uma flor.
4:47 pode ser mais do que uma hora.
Marte pode ser mais do que um planeta.
O escuro pode revelar mais do que a luz.
E o mar pode, quem sabe, aprender um nome.
Eu gosto de transformar coisas comuns em segredos.
Talvez essa seja uma das características mais bonitas —
e também mais perigosas — em mim: eu sinto os detalhes.
Tenho dentro de mim uma espécie de universo particular,
onde sentimentos ganham nomes,
perfumes ganham sabores,
pessoas viram constelações
e momentos pequenos demais para serem explicados
se tornam enormes dentro de uma página.
No fundo, acho que escrevo para não deixar certas coisas morrerem.
Para guardar aquilo que talvez o tempo tente apagar.
E se um dia alguém quiser realmente me conhecer,
talvez não precise me fazer tantas perguntas.
Talvez só precise ler aquilo que escrevi.
Porque entre um verso e outro,
entre o mar e Marte,
entre a maresia e o silêncio,
existe uma versão minha que quase ninguém conhece.
Uma versão que sente profundamente.
Que observa demais.
Que guarda demais.
Que ama as pequenas coisas.
Que encontra significado onde outros enxergam apenas acaso.
E talvez exista uma coisa que eu nunca tenha dito
com todas as letras.
Então vou dizer agora:
Eu te desafio a me amar.
Não pelo que eu sou.
Não pelo que você imagina que eu seja.
Não pelas palavras bonitas que escrevo.
Mas pelo que você sente quando está comigo.
Porque talvez seja aí que eu realmente esteja.
Não nos versos.
Não nas metáforas.
Não nas páginas.
Mas naquela sensação que fica quando estamos perto,
naquilo que você não consegue explicar,
mas também não consegue ignorar.
E se algum dia você conseguir descobrir quem sou
por trás de tudo aquilo que escrevo...
talvez entenda.
Eu não transformo qualquer coisa em poesia.
Quando algo — ou alguém — realmente importa...
eu não simplesmente passo por isso.
Eu transformo em poesia.
