Homem Exigente
Pessoas muito exigentes que querem tudo a seu tempo e gosto, devem começar a fazer, e em pouco tempo seu nível de exigência cairá drasticamente.
Quando deixamos de ser tão exigentes conosco (e com a vida), deixamos de criar expectativas até nos outros.
Algumas coisas passam a não ter mais a mesma relevância e vão simplesmente deixando de ser.
A chateação passa a ser menos frequente e deixamos de fazer tanta D.R. com a Vida.
Coisas simples ganham importância.
O caminho para o trabalho fica mais interessante. O sofá fica mais aconchegante. O café a dois passa a ser suficiente e até a oração a Deus mais honesta.
Passamos a vida em busca da felicidade confundindo-a com admiração, aprovação ou popularidade nos esquecendo de aprovar a nós mesmos como somos em nossas medidas, cores, sonhos, dificuldades...
O nome que se dá pra tudo isso?
- Pequena porção de Paz!
A vida é muito boa e muito curta. É uma pena a gente demorar a aprender aproveitá-la.
Admire-se, e o que enxergar, seja bom ou ruim, guarde pra você!
Já basta.
O ser humano é exigente no próprio extinto e as escolhas positivas ou negativas se refletem em breve.
Você diz que se sente só, mas é tão exigente, tão exigente...
Que os qualificados pouco se importam para você...
Percebo que, hoje em dia, as pessoas estão muito exigentes em relação ao amor. Qualquer passo em falso: Adeus! Não aceitamos erros alheios. Não aceitamos qualidades no outro que, pra nós, sejam defeitos. Queremos que todos estejam conectados com nossas expectativas, que estão altíssimas e não param de crescer. O que nos é possível, não nos interessa. Almejamos o perfeito. O irreal. O ilusório. Queremos sempre o melhor, mesmo que o (melhor) não se adeque à nossa vida.
Vivemos – na verdade - na era da Intolerância. Do imediatismo. Da falta de paciência. Seja com downloads lentos, celulares fora de serviço. Ou pessoas que não seguem o nosso ritmo.
No meio do caos, esquecemos o essencial: para se relacionar, é preciso tempo. Tolerância. E uma boa dose de bom senso. Não, pessoas não são descartáveis. Não existe manual, nem informações no rótulo. Quer saber? Todo mundo tem lá seus (defeitos). Mas, nessas horas, não existe (loja autorizada), nem garantia. No máximo, uma terapia ou um bom ombro amigo pra se reajustar.
Agora, minha pergunta: porque andamos, assim, tão exigentes? Será culpa da tecnologia e sua crescente evolução? Será falta de auto-conhecimento e amor próprio? Será que, no fundo, temos medo de amar e nos auto- boicotamos com situações que nunca vão dar em nada?
Pode ser um pouco de cada coisa. Outro dia, ouvi uma frase interessante de uma amiga: o dilema da mulher moderna é saber, ao certo, o que ela procura. Porque, se ela procurar, vai achar! Achei de uma sabedoria incrível. E pensei: ao dizer isso, sei que muita gente vai me criticar. Mas pense comigo: será que estou, de fato, errada?
Não, não vamos colocar a culpa no outro. Se as coisas não estão dando certo, temos grande responsabilidade sobre elas. Não vamos começar nosso discurso manjado que queremos viver o amor, quando, na verdade, atraímos pessoas problemáticas, instáveis e avessas a compromisso. Se isso acontece uma vez ou outra, tudo bem. Do azar no amor, ninguém foge.
Mas se o padrão prevalece, então, está na hora revermos nossos conceitos. A gente acha o que – na verdade - procura. Se encontramos pessoas (e amores) que só nos trazem infelicidade, angústia e ansiedade, o melhor a fazer é nos voltarmos para dentro. E repensarmos quem somos. E o que realmente queremos.
Olha, eu não sou psicóloga, nem dona de nenhuma verdade. Adoro lugar comum, gosto de escrever sobre o que meu coração dita. Sei que ninguém gosta de aceitar suas culpas, muito menos admitir quando faz escolhas erradas. Mas, se estou aqui hoje, dando a cara à tapa, é porque descobri que me boicotei durante muitos anos. É, fugi do amor com medo de perder minha liberdade. Ou com medo de perceber que ter um relacionamento não traz garantia nenhuma de felicidade. (Adeus sonhos de adolescente!).
Agora, eu vejo que viver o amor nada mais é do que conhecer a si mesmo profundamente e entender quem a gente é. E o que nos faz bem.
Portanto, antes de colocar a culpa da sua vida amorosa no outro. No destino. Em algum karma. Ou em qualquer lugar fora de você, PENSE BEM.
Nós encontramos FORA o que – na verdade – MORA AQUI DENTRO.
Chega uma certa idade, não muito avançada, em que tornamo-nos mais exigentes com nossos preciosos finais de semana. Nada de hipocrisia, chatice ou frescura: aprendemos a nos valorizar, a dar valor ao tempo, que se mostra mais curto todos os dias. E o mais bonito, damos valor e importância aos nossos vazios. Pra sair de casa agora é assim: não vejo tanta graça em passar a noite segurando copos cheios se, ao meu redor, estiver carregado de pessoas vazias. De vazio basta eu, oras, não por me considerar melhor do que ninguém, mas por não me considerar merecedor de momentos sem sentido. E sim, não faz sentido abandonar meu quarto se for pra mergulhar numa banheira repleta de água com gás acompanhado de pessoas que simplesmente acham chique, legal ou coisa do tipo. Também não pretendo sair com autocríticos e pseudointelectuais, tampouco com moralistas e defensores do partido puritano. Longe de mim. Só quero gente do bem, com ideais, com críticas carregadas de novas soluções, com humor na risada, brilho no olhar e que não precise apontar fulano na mesa do lado pra ficar se achando o cara. Quero companhias que não me troquem pelo facebook, twitter, whatsapp ou outros aplicativos no celular durante um papo ao vivo, entendem? Que não me olhem de ombros, buscando algo ao redor da mesa, que não necessitem contar ao mundo via instagram o quanto a noite está boa, ou que não precisem se autoafirmar o tempo inteiro que estão legais, num lugar bacana e com pessoas demais. Posso parecer patético, mas é que a gente tem que aproveitar nossas epifanias pra por a boca no trombone, pra falar mesmo para, sei lá, arranjar solução pro mundo, pras pessoas, pra vida. Tudo bem, posso estar fazendo tempestade em copo d'água, mas me deixem pensar em como seria bom largar um copo cheio e segurar uma mão com firmeza, pra provar que ali não é mais um momento vazio. Acredito num novo tempo, em que a gente só vá sair de casa quando não for pra repetir nossos nadas, nossos poréns, nossas reticências. E de agora em diante, vazio bem feito é vazio com um livro na mão, com uma pipoca no colo ou com a cabeça deitada em um ombro que bem me quer. Porque meus dias não merecem morrer na companhia de ninguém. Porque meus dias, nossos dias, merecem mais que um copo na mão e um celular na outra. Merecem mais vida gostosa de se viver, vida tranquila, vida com quem possamos contar ou estender a mão. Vida real.
Apaixonado é mesmo urgente, exigente, isento de razão. Um ser recém contemplado pela inspiração. Com toda a simplicidade e fé de quem aposta em fazer o sentimento crescer, inventará que o pra sempre é pouco. Decretará nova opção.
Inventará de amar pra sempre e mais um fim de semana.
Aos poucos me libertei daquele amor exigente. Nada de desespero por presença, nem tampouco choro por solidão. Aprendi a me completar com meia dúzia de bons amigos. Aquela vontade de estar sempre junto ainda existe, mas o abandono tem lá suas regalias: nos ensina a "se bastar". Me bastei no amor, no beijo, no toque, na presença. Há tanto tempo não me abraçava de frente ao espelho, e hoje vejo o quão isso é importante. Aposto que muitas pessoas nunca sentiram tamanha experiência: utilizar os próprio braços, colocar as próprias mãos, cruzadas, sobre os ombros, tombar a cabeça para a direita, fechar os olhos, sentir o próprio cheiro e, além de tudo, sentir-se especial. Nunca foi hipocrisia ser feliz sozinho quando não se encontra alguém "à altura". Hipocrisia seria aceitar, por mera carência, uma pessoa qualquer, permitindo-a ocupar um espaço especial reservado para alguém especial...
"" Tem uma coisa, exercitando o amor, você acabará ficando exigente e não aceitará menos do que pode dar, nunca...""
O chefe que chefia gente, precisa ser exigente, mas não pode exigir resultado a qualquer custo , precisa ser educado, ponderado, humano e justo.
Quem chefia gente, tem que ser exigente, mas não pode exigir resultados a qualquer custo. Precisa ser coerente, educado, ponderado e justo.
Não seja palmatória do mundo, pois não sabes tudo...
Seja exigente consigo mesmo, que ainda não conheces...
09/09/21
Quero aprender a cultivar levezas, distribuir delicadezas, ser menos exigente comigo mesma, me olhar com menos rigor e dar a mim mesma o que busco dar ao próximo. Quero sofrer menos com minhas expectativas, com meus medos e inseguranças, pois sei que só em Deus devo depositar absolutamente todas as minhas expectativas e só em Deus terei a força, a coragem, a confiança e a resignação necessárias para passar por cada etapa, cada processo e cada espera, com a certeza de minhas vitórias. Quero erradicar de meu ser todo e qualquer sentimento inferior que desagrade a Deus, quero melhorar a cada dia como pessoa, quero ser nobreza de sentimentos e ações. Quero perder o impulso de pagar na mesma moeda, não que eu o faça, mas às vezes o pensamento vem, pensar também é errar... Quero aprender a lidar com o fato de que as pessoas são o que são, oferecem o que têm e estão em esferas bem diferentes da escala evolutiva como ser humano, em crescimento espiritual e em amor ao próximo, e que afinal, é tudo entre cada um e Deus...
Quero lutar contra minhas inferioridades internas, mas do que isso, quero vencê-las, para assim honrar a Deus a vida que me foi dada através da aprimoração de sua obra...
Quero ser grata acima de tudo, independente do que for, e assim serei.
E ao controle de Deus, entrego não só minha vida, mas tudo que faz parte dela, e sigo acreditando em cada milagre, tanto pelos que já vivi, como pelos que receberei com a graça da minha fé e como o templo limpo que busco me tornar diante do meu amado Pai.
Assim seja.
Josy Maria
