Homem Elegante
O experimento mental e elegante,
acopla sutilmente o mútuo gradiente
à livre termodinâmica simplesmente.
De tudo o que induz ao anfoterismo,
reajustando os desejos às leis
que regem o Universo e o destino,
porque sentimos de longe o caminho.
Sem largar mão da primeira atração
do instante que nos conhecemos,
para a nossa implacável preservação.
Amar tem sido a decisão desde
o momento que nos vimos,
Como uma visão sem explicação
embaladora para o coração.
Tenho me visto sem cessar contigo
como tivéssemos antes vivido
a delicada florada do araçá-rosa
em alguma encosta do litoral.
Se é poética alucinação, não sei,
se for de verdade, que o amor
se torne lei universal e entre nós grei.
"Falar 'sensação térmica' parece mais elegante ou mais científico do que simplesmente falar 'o termômetro marca'? Alguém sabe? Ou é apenas outra papagaiada, dita por uns e repetida por outros? Alguém sabe?”
Frase Minha 0534, Criada no Ano 2011
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Alguns dos Meus Cunhados acham 'super elegante e culto' ficar falando inglês, mesmo aos picadinhos. Mesmo e principalmente quando o ambiente não o exige. E mesmo e principalmente quando o público não fala nem entende inglês!"
Texto Meu No.1005, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
0534 "Usar o chavão 'sensação térmica' pode parecer elegante ou científico, ao invés de simplesmente falar 'o termômetro marca'. Mas não é elegante nem científico. Está mais para Currupaco ou 'Dá o pé, louro!"
Não tem escapatória, minha gente, e eu falo isso rindo com um leve desespero elegante, porque no fundo eu sei que é verdade daquelas que não pedem licença pra entrar. A gente pode até caprichar no nome, escolher uma fonte bonita pra lápide, deixar datas organizadinhas como quem monta um feed harmônico, mas em algum ponto da eternidade… pronto, virou história apagada, arquivo morto do universo, figurante do esquecimento. E eu acho isso de um humor ácido quase genial, porque passamos a vida inteira tentando ser memoráveis, enquanto o tempo, debochado, está só esperando a nossa vez de virar poeira premium.
Eu imagino a cena como se fosse uma grande fila invisível, todo mundo muito ocupado vivendo, pagando boleto, se apaixonando errado, acertando por sorte, tirando foto bonita do céu, e lá no fundo, bem no fundo, tem uma plaquinha piscando em neon: “em breve, todos indisponíveis”. E a gente segue. Segue como se não soubesse. Ou pior, como se tivesse todo o tempo do mundo pra começar a viver de verdade depois.
E é aí que mora a ironia mais deliciosa e cruel. A gente adia o riso, economiza abraço, engole vontade, guarda palavras como se fossem peças raras de museu, sendo que no fim… ninguém leva nada. Nem o orgulho, nem o medo, nem aquela discussão que parecia tão importante às três da tarde de uma terça-feira qualquer. Tudo fica. Tudo perde o sentido. Tudo vira silêncio.
Eu, sinceramente, acho cômico. Trágico, sim, mas com uma pitada de comédia existencial que me faz rir sozinha às vezes, tipo quem entendeu a piada antes dos outros. Porque no final das contas, somos isso mesmo: poeira com consciência, tentando dar significado ao intervalo entre o nascer e o desaparecer.
E aí vem aquele conselho que todo mundo já ouviu, mas que quase ninguém leva a sério de verdade: viver o agora. Parece frase pronta de caneca, mas quando a gente para pra encarar sem filtro, dá até um friozinho bom na barriga. Porque o agora é a única coisa que não mente. O agora não promete, não enrola, não cria expectativa. Ele simplesmente acontece. Cru, intenso, imperfeito… e absurdamente precioso.
O futuro? Ah, esse é um mistério com data garantida e roteiro desconhecido. A única certeza é que ele chega. Mas como chega… ninguém faz ideia. E talvez seja exatamente isso que deveria fazer a gente viver com mais coragem, mais verdade, mais presença. Porque esperar o momento perfeito é quase uma piada interna do universo. Ele não vem.
Então eu decidi, entre um pensamento profundo e outro completamente inútil, que vou viver como quem sabe que é passageira, mas não insignificante. Vou rir mais alto, amar mais sem cálculo, sentir mais sem pedir permissão. Porque se no fim eu vou ser esquecida mesmo… que pelo menos eu tenha sido intensamente lembrada por mim enquanto estive aqui.
"Não há roupa elegante que disfarce a ignorância. Assim como não há tb roupa simples que esconda a elegância".
Sonhar
De Raínha tem o porte!
A elegante Senhorinha!
Que de mim já é Senhora!
Eu um pobre dum plebeu!
Nasce uma paixão na Corte!
Dum bobo pela Raínha!
Me anelo um dia me adora!
Subsisto não dela, nem meu!
Vou sair à francesa porque estou vendo que há muita gente (des)elegante esta noite neste(a) FB(festa beneficiente). Beijos à galera do fundo e aos que estão perto das mesas, aos do sofá adeus! E aos que estão se embriagando com ás bebidas mais caras e alcóolicas da festa meu até breve. (AF)
Moça Bonita não se encontra em liquidação.
Moça Bonita sempre bem vestida e elegante,
Moça Bonita que me deixa alegre todo instante.
Moça Bonita tem um cheiro suave,
Moça Bonita seu olhar me cativa.
Moça Bonita, brasileira ou estarngeira,
conquista com seu charme.
Moça Bonita, que me deixa apaixonado,
Moça Bonita quero viver ao seu lado.
De Morais
Sorriso arreganhado, pessoa gente boa, autenticidade e ponto.
Postura elegante, fala desembaraçada, alma que fala e faz
Doudo e imprevisível, uma figura que conta com audácia o próprio conto
Loucuras, prazeres, irreverencia, tudo isso é de Morais.
Um olhar límpido, mas que não dispensa uma boa sobrancelha arqueada
Que apavora, provoca, não só os outros, mas também os demais
Vívido, sabe da vida por andar com ela de mãos dadas, pessoa amada
Conhecida, plausível, estranha, aclamada, de Morais
Intenso naquilo que sente, extremo em emoções abstratas
Agora deseja o melhor, depois anseia o mais alto dos astrais
Faltoso de regras tolas até porque seu caminho tem rastros psicopatas
Mil e um sentidos habitam dentro de tua alma, pois isso é de Morais
Um turbilhão de aspectos insanos e sóbrios
Jovem na idade, mas velho sábio nas instruções nem sempre temporais
Atemporais talvez, porque a essência que te compõe é profunda
E isso é sem dúvida o estilo de viver de Morais!
