Hoje o Tempo Voa Amor
Só que a solidão é tão sozinha,
que o que dói, dói tão distante
e o seu sorrir voa no tempo
e sua face some assim,
assim consome
como se o descompor-se e a razão
fosse o mesmo pilar
a sustentar e a nos deixar ruir...
Sussurro do tempo...
No giro completo de um luar
Voa este espírito ardendo de paixão...
Ergue anseios nos montes do tempo
Como ama este coração... Não se cansa de amar!
Inventa poemas, em tardes frias...
Tatua memórias no meu peito... E deixa
Palavras perfumadas que invadem o meu ser...
Não existe distância entre o coração e a razão
No êxodo deste instante sinto a fragrância das lembranças
o aroma do incenso...cravos e flores...
Estou aqui calada
Escutando o sussurro dos tempos..
qual tocasse as nuvens ao vencer o mar bravio...
O tempo voa enquanto nossas vidas estão em movimento. É como se fosse um trenzinho que não para de percorrer os trilhos da existência. O passar do tempo nos traz experiências, aprendizados e memórias.
O relógio não espera, os dias vão se cumprindo e os momentos se tornam apenas lembranças. Aproveitar cada instante é essencial, pois o tempo não se recupera. O presente é fugaz e o futuro é incerto, por isso, viver o agora é a chave para uma vida plena e significativa.
Não devemos nos preocupar com o que já passou nem com o que está por vir, mas sim, abraçar o tempo presente e viver intensamente cada segundo que nos é dado.
O passar do tempo nos transforma, nos amadurece e nos mostra que a vida é uma constante evolução. Por isso, não percamos tempo lamentando o que já foi, nem ansiando pelo que ainda não aconteceu.
Vamos apenas viver, aproveitar e valorizar cada momento, antes que o tempo escorra pelos dedos.
- Edna Andrade
“Sou a gota de orvalho, o sinal aberto da esperança, o tempo perdido que voa alto, o caminho ao horizonte e o amor que abraça.”
Metamorfose da Alma
O tempo voa. Tudo passa e nada é pra sempre. Doe o que não precisa mais de você. Crer que é capaz é o despertar. Domine a situação, não a deixe dominar. Cada ser tem sua luz e caminho. Na luta atípica, Deus nos levanta. Agora, sou de fases, colhendo o adubo. No Carnaval? Vou me virar do avesso.
Lu Lena
Vizinhos de tempo e espaço
Talvez, por estarmos distraídos, não percebemos o quanto a vida é cheia de nuances que beiram a magia. Um desses detalhes que normalmente nos passam despercebidos é a incrível e quase divina coincidência que faz com que as pessoas se tornem vizinhos de tempo e espaço.
Um exemplo é o encontro do casal Oswaldo Stival e dona Edith, ambos descendentes de diferentes famílias italianas que migraram para o Brasil no século XIX. Se a família Stival tivesse vindo “fazer a América”, e a família Spessoto (Peixoto) tivesse permanecido na Itália, o encontro entre o casal que descobriu o amor quase um século depois que seus descendentes chegaram por aqui, não teria acontecido. Se Oswaldo Stival e dona Edith tivessem nascidos em épocas diferentes, o desencontro seria certo, ou seja, essa vizinhança de tempo e espaço (pois ambos nasceram na mesma época e na mesma cidade) permitiu que se conhecessem, convivessem e se apaixonassem.
A incrível e quase divina coincidência que os aproximou é a mesma que dá ao leitor a oportunidade de se emocionar com uma linda história de vida e de amor.
Quando era criança, eu não via a hora de estar com Henry. Cada visita era um acontecimento. Agora, cada ausência é um não acontecimento, uma subtração, uma aventura sobre a qual vou ouvir quando meu aventureiro se materializar aos meus pés, sangrando ou assobiando, sorrindo ou tremendo. Agora tenho medo quando ele some.
Às vezes, me pergunto se essa disposição, essa esperança, impede que o milagre aconteça. Mas não tenho escolha. Ele vem, e eu estou aqui.
Quando estou em outro tempo, estou invertido, transformado numa versão desesperada de mim. Viro um ladrão, um andarilho, um bicho que corre e se esconde. Assusto velhas e assombro crianças. Sou um truque, uma ilusão da mais alta ordem. É incrível eu ser mesmo real.
Lembre-se:
Na vida, existem dois grandes professores.
Um deles é o Erro — exigente, duro, às vezes impiedoso.
O outro é o Tempo — silencioso, mas incrivelmente eficiente.
Ambos ensinam, cada um à sua maneira.
O primeiro cobra caro, o segundo revela tudo.
