Hoje me Vi Sozinho
O maior problema do mundo hoje é a falta de identidade. As pessoas não sabem quem são e se transformaram em algo que não foram chamadas para ser.
Para ser quem eu sou hoje, paguei um preço muito alto. Perdi muita coisa, muitas amizades. Então não venha me dizer: você não era assim. Pois hoje, eu não sou.
As pessoas que aplaudem injustiça hoje, serão as mesmas a implorarem por misericórdia amanhã. Não falha.
Cada uma exibe o que tem de mais valioso, e algumas mulheres hoje em dia têm mostrado que a única coisa que têm para oferecer para o homem é o próprio corpo.
Essa é a geração que investe mais no corpo ao invés do bom carácter, e depois querem se fazer de vítima logo após as decepções chegarem.
Muitos dizem ser meus amigos, mas eu sei: se o Brasil entrasse em guerra civil hoje, eles estariam do outro lado apontando suas armas para mim.
Respeitam o que eu fui, como se eu tivesse congelado no passado. Mal sabem que hoje sou mais afiado e mais firme.
Quando você morrer, vão postar fotos, escrever homenagens e dizer que te amavam.
Mas hoje… mal perguntam se você tá bem.
A verdade é dura: ninguém se importa de verdade até ser tarde demais.
Então pare de esperar apoio, aplauso ou reconhecimento.
Lute por você. Acorde por você. Vença por você.
Porque se depender dos outros, sua história termina antes mesmo de começar.
Seja sua própria força. Ninguém vai viver a sua vida por você.
Hoje é o dia da poesia.
E rendo-me a este dia como me rendi a vida inteira às letras que nasceram da minha alma e, por um gesto incontido, ajuntei na narrativa da minha caminhada.
Colorindo as tristezas e as amarguras com o pincel da POESIA pude rever a luz do sol e o brilho das estrelas, pois a roda da natureza é a oficina que molda e me oferece a substância que me permite ser o que alimento nos meus gestos e nos sinais das minhas pegadas.
Amo e durante toda esta vida fui capaz de amar.
Amo porque me sinto incapaz de odiar.
Amo e isto me basta.
Não ouso dizer que a falta do amor não gera cisco nos olhos, mas como lenitivo desta deusa que tanto me inspira - A POESIA - prefiro continuar tecendo os meus ledos enganos com as letras oriundas e pingadas no estribilho do sonho que assevera que o amor será sempre o caminho para a felicidade.
Ontem:
Aqui jaz o passado e todas as lembranças que causaram tristezas.
Hoje:
Aqui você poderá escrever o que quiser, mas não será possível arrancar a página ou deletar a nossa história.
Hoje não é somente OUTRO dia!
Considere-o como um grande tesouro e, assim, tudo irá repercutir com significância!
#ALVORECER
Hoje acordei com saudades de mim...
Estranho não é?
Sentir-se assim...
Do céu desceu um anjo...
Convidando-me para dançar...
Eu não me sentia...
Nem falava tão pouco...
As folhas de minhas jabuticabeiras...
Soltam-se também bailando...
Perfume de flor de laranjeiras...
Pássaros voando...
Enquanto o sol se erguia...
Entreguei-me a bailar...
Tão longe eu ouvia...
A vida despertar...
Com sede e evidente desejo...
Respirei profundo a cor e a luz...
Do anjo um beijo roubado...
Surpresa de amor...
Que me conduz...
O que levamos dessa vida...
É a sensação que renova a gente...
Cumplicidade que me dá asas...
Oscilando entre mostrar
e esconder...
Tranças de tempo e realidade...
Risos de felicidade...
Pura sensualidade...
Assim viver...
Quantos "nunca mais" ancoraram em nosso cais...
Agora, uma nova hora...
Um novo horizonte...
Na esperança de mais sonhar...
De mais querer...
Nesse alvorecer...
Sorrio...
Beijo o vento...
Vou vivendo...
Sandro Paschoal Nogueira
#PASSAGENS
Foi hoje e foi aqui...
De repente deixou de ser sagrado...
De repente deixou de ser querido...
Deixou de ser desejado...
Deixou de ser bem quisto...
Deixou de ser caminho...
De ser encontro...
Tornou-se uma lembrança...
Transformou-se em um sonho...
Ninguém mede o tempo...
Ninguém nunca sabe de onde vem o vento...
Fogo ondulado...
Luz ardente que me guia...
No que se esvai...
Um recomeço em todo dia...
Quando me vi...
Antes de lhe conhecer...
Ansiei por merecer...
Mas nunca sei como sou...
E agora?
Para onde vou?
A estrela de minha fronte agora se esconde no vazio que sobrou...
Minha alma que perdura...
Contra a pedra que o tempo transformou...
Sonha e sempre sonhará...
Do amor que passou...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
O amor, o apego, o sossego...
Das almas calma...
É o meu o canto...
Vieram hoje dizer-me mentiras a meu respeito...
Diga lá companheiro...
Mostre-me o que tem no peito...
Só quero hoje a verdade...
Despida de vaidade...
Mentiras, fora daqui...
Deixai-me à vontade...
Vontade de sono no corpo...
Vontade de não saber de nada...
Apenas vontade...
De ficar longe das maldades...
Não sei aonde vou...
Nem vejo o que persigo…
Sou só um momento...
Deixai-me ser como sou...
Mistério alegre e triste...
De quem vive à parte...
Seguindo...
Sem temer as tempestades.
Sandro Paschoal Nogueira
Hoje, 2 de junho, marca 22 anos desde que você transformou completamente a minha vida. Mesmo que nossos caminhos tenham se separado há anos, as lembranças daquele tempo ainda ressoam em meu coração. Você trouxe uma nova luz à minha existência, e cada momento compartilhado ficou gravado na minha memória com carinho.
O amor que vivemos foi intenso e verdadeiro, um capítulo inesquecível que moldou quem sou hoje. A saudade, embora às vezes dolorosa, também traz um doce reconhecimento de tudo que vivemos juntos. Nossa história, apesar de ter seguido rumos diferentes, deixou marcas profundas e um aprendizado valioso.
Hoje, celebro a beleza do que foi e a transformação que esse amor trouxe à minha vida. Mesmo na distância, a gratidão pelo que compartilhamos permanece, lembrando-me sempre da força e da pureza de um amor que, de alguma forma, continua a viver em mim.
E hoje o nosso filho, Gabriel, completa 7 anos. Não sou de ficar olhando para trás, mas hj me peguei olhando algumas fotos de quando eu era casado contigo e me veio à mente o “Mito da Caverna”, de Platão.
Em toda a minha vida adulta, vivi acorrentado no interior da minha própria caverna (na cultura policial militar com os benefícios e malefícios que o ethos guerreiro me proporcionou), vivia um cotidiano louco, que era um misto de coisas extremas, como homicídios (provenientes de auto de resistência), orgias (4x4, Mistura Certa) e bebedeiras (Mariuzinn, Lapa 40º, Furacão 2000 na Quadra do Salgueiro, etc), típicas dos tenentes do 1º BPM à época.
Em meados de 2007, eu conheci você, a paixão que senti, forçou-me a sair da minha caverna, foi forte o bastante para quebrar as minhas correntes e querer descobrir o que, da minha caverna, eu só vislumbrava as sombras (família, cumplicidade, amor...), através de poesias, livros, filmes e até observando a vida de outras pessoas.
No início de 2008, nos casamos, finalmente saí da minha caverna, enxerguei, com os meus próprios olhos, o mundo que eu só vislumbrava as sombras. Ao sair da minha caverna, a luz do sol (o seu amor) ofuscou a minha visão de imediato (pra quem vive na guerra, o amor confunde), porém fui me habituando com a minha nova realidade e pude enxergar (vivenciar) as maravilhas da vida fora da caverna.
Naquele mesmo ano, fui alvejado por um projétil no meu joelho esquerdo, no Morro do Querosene (Complexo do São Carlos), você morreu de preocupação. Para te agradar, resolvi abandonar o ethos guerreiro e fiz a inscrição para o curso do, à época, Grupamento Especial de Salvamento e Resgate – GESAR (iria salvar vidas ao invés de tirá-las... kkkkk). Fui o primeiro colocado no processo seletivo, parecia tudo certo, mas comandando uma Operação no Morro da Mineira (Complexo do São Carlos), matei um vagabundo (teve gosto de vingança, já que era da mesma facção criminosa dos que me balearam) e o meu coração voltou a endurecer, eu me enchi de orgulho e vaidade, consequentemente, voltei a visitar a caverna da qual já tinha me libertado (sei que magoei você).
Na segunda metade de 2008, você engravidou, dessa vez, a luz fora da caverna foi tão forte (nunca senti tanto amor, eu conversava com a barriga) que me cegou. Logo eu, que sempre me senti tão forte e corajoso, tive medo e, sem explicação, deixei vocês. Corri de volta para a minha caverna e de própria vontade, eu me acorrentei... Covarde!
Não me sentia digno e nem capaz de ser pai. Não atentei para Nietzsche, que já dizia: “Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você”. E não só olhei para o abismo, como mergulhei de cabeça nele. Usava o fato de não ser dado à corrupção, para justificar as minhas crueldades.
Especialmente hoje, passei a imaginar como teríamos sido os três juntos. Etienne, o fato é que você me trouxe paz, em uma vida de guerras. O seu amor sempre foi a minha fraqueza, paz é para os fracos, no entanto, espero que esse sentimento seja somente hoje e que, amanhã, eu volte a ser o mesmo FDP de coração gelado de sempre!
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