Histórias com Moral da História
Aceite ser o vilão na história de algumas pessoas — mesmo sem ter sido.
Mais cedo ou mais tarde, alguém vai te transformar naquilo que precisa que você seja,
só pra que a narrativa interna delas faça sentido.
Você vira o vilão… elas, as vítimas.
E tudo bem. Isso diz mais sobre elas do que sobre você.
— Purificação 🖋️
Um dia eu desci,
desci leve, sonhadora,
pra começar uma nova história,
a jornada do ensino médio,
cheia de risos, cadernos e aurora.
Ontem eu desci de novo,
mas o peso era outro nas mãos
uma certidão antiga e áspera,
como o clima duro do sertão.
Sim, a certidão de nascimento,
que agora muda de nome e sentido,
pra comprovar não só um papel,
mas o amor que tenho vivido.
28/10/2025
Jardim do Amor
No jardim onde as flores ardentes floresciam, com a alma alimentada por histórias em livros que se liam.
A fonte cantava serena, bem no meio do jardim.
Sentada ao banco a pintar, vendo o infinito e o fim, cada pincelada era um suspiro, a cor que ia vibrar, pois ali, em silêncio e arte, sentia o seu amor pulsar.
Sobre Meninos e Lobos é um filme que não se limita a contar uma história policial, ele abre feridas e expõe silêncios, e ao assistir senti como se estivesse diante de algo que não se conclui, como se o chão tivesse desaparecido sob meus pés, porque a trama de três amigos de infância marcados por um trauma e reunidos novamente pelo assassinato da filha de um deles não termina com justiça ou redenção, termina com silêncio e omissão, e esse silêncio me trouxe de volta lembranças da minha própria infância, de tempos em que a sociedade preferia calar diante da dor, em que todos sabiam mas ninguém dizia nada, e talvez seja por isso que o filme provoca tanto desconforto, porque ele mostra que o passado não desaparece, apenas retorna em novas formas, e ao mesmo tempo que acompanhamos Jimmy, Sean e Dave tentando lidar com seus fantasmas, nós também somos obrigados a encarar os nossos, e é nesse ponto que a obra se torna mais do que cinema, se torna um espelho, um convite à reflexão, uma experiência que deixa marcas, e por isso acredito que outras pessoas deveriam assistir, não para encontrar respostas fáceis, mas para sentir esse impacto, esse vazio que nos obriga a pensar sobre justiça, memória e hipocrisia social, porque Sobre Meninos e Lobos não fecha portas, ele abre, e quem se permitir atravessar vai sair diferente, talvez sem chão, mas com muito para refletir.
Fernando kabral
Olinda 15 de novembro de 2025
A história é um conto que nós, humanos, inventamos.
Para nos persuadir que os eventos da vida têm ordem e direção, e assim nos mantemos
atados ao mundo, e nos esquecemos que nascemos
para ser livres, mas mesmo assim nos encontramos
presos em nossas ambições e acorrentados ao futuro
incerto.
Deixa-me triste (dói-me) saber que a história da minha vida será julgada por aqueles que não a conhece. Furucuto,2025
Algumas pessoas nunca vão perguntar a sua versão da história porque o lado que elas ouviram combina com o que elas querem achar de você!
O período da História Antiga é o berço onde o homem, ainda entre deuses e mitos, começou a esculpir em pedra, palavra e sangue o sentido de ser humano.
Lembre-se da história do México. Infraestruturas muito maiores em 1776 que o nascente Estados Unidos... mas quem investiu pesado nas pessoas e no conhecimento? Esse hoje domina o mundo.
ANGOLA, A MÃE DESALOJADA
Ao longo da história da raça humana, o homem sempre esteve ligado à sua comunidade e procurou viver em paz e segurança dentro da sociedade, pelo fato de encontrar-se e viver em comunhão com o seu semelhante. Esse comportamento fez com que o homem criasse leis, princípios e regras impostas a todos os residentes da comunidade.
O mesmo aconteceu com o surgimento e a divisão de países dentro de um continente, a partir de reinos, tribos e clãs. O homem nunca se sentiu totalmente satisfeito e realizado, pelo fato de suas necessidades serem ilimitadas.
A interligação entre o homem e o seu semelhante fez com que tribos, povos, línguas e nações permutassem e cooperassem em prol de interesses comuns que ambos os lados compartilhavam ao formarem e firmarem suas diplomacias.
O mesmo aconteceu com Angola e com os angolanos, tanto no período pré-histórico quanto no colonial e pós-colonial. O povo angolano teve a graça de contar com homens e movimentos que sempre pautaram pelos interesses nacionais e patrióticos, em prol do bem-estar comum. O povo participou dessas incursões de forma indireta, pois, naquela época, lutar, protestar, revolucionar e defender a nação era considerado crime contra o regime colonial e as potências opressoras que se encontravam na África.
Por isso, muitos foram acusados, condenados e perseguidos pela PIDE. Fazer revolução, protesto ou incursão em prol de Angola, naquela época, tinha como prêmio a pena capital.
Ao longo dos tempos, muitos homens lúcidos — intelectuais, acadêmicos, autodidatas, revolucionários, nacionalistas e patriotas — já lutavam por uma Angola justa, pacífica e livre, onde todos os angolanos teriam direito à educação, saúde, habitação e, acima de tudo, à dignidade e ao respeito de seus direitos enquanto cidadãos, sem termos que olhar para a cor da pele ou para a cor partidária de um indivíduo.
Sonhavam com uma Angola onde todos nos veríamos como irmãos, filhos da mesma terra. Onde a bandeira do partido não seria mais importante do que ser angolano e filho desta terra. Esses homens — militantes, militares e líderes — não lutavam por interesses pessoais, mas sim pela pátria-mãe chamada Angola.
Durante as lutas e a guerra contra o regime colonial, muitos foram iludidos e cegados pelo orgulho, ódio, ambição e separatismo, agindo de forma parcial e xenófoba contra seus próprios irmãos angolanos.
O sacrifício foi árduo e a luta foi longa. Mas, em vez de paz, ganhamos guerra fria; em vez de união, ganhamos divisão; em vez de reconciliação, ganhamos tribalismo; em vez de imparcialidade, ganhamos parcialidade; em vez de família, ganhamos adversários; em vez de irmãos, ganhamos inimigos. Em vez de amor, promovemos o ódio contra o próximo, apenas por pertencer a um partido ou religião diferente da nossa.
Esses males foram plantados ontem, numa Angola desavinda, onde irmãos matavam-se entre si, guerreando violentamente contra o próximo e o seu semelhante.
Angola foi alvo da orfandade e viuvez causadas pela política ocidental e imperialista. Foi através dessa política que começamos a nos matar, por acreditarmos na hegemonia política e partidária, sem sequer usarmos o senso crítico.
Hoje, Angola encontra-se nômade, desalojada, vagando por terras férteis e aráveis, levando apenas consigo: trouxas, roupas, panos, panelas, chinelas e lenços. Está vestida apenas com roupas das cores das bandeiras partidárias e nacional.
Apesar das riquezas que o nosso solo oferece, ela continua a vagar pelas ruas das cidades, pedindo esmolas, comida, dinheiro e socorro àqueles que passam por ela.
Enquanto Angola passa fome, sede, vergonha e humilhação diante de seus filhos, sobrinhos, netos e bisnetos, o estrangeiro explora, rouba, saqueia e aliena seus filhos, cidadãos e povos — reduzindo-os à condição de mendigos, e transformando-os em fonte de rendimentos e enriquecimento por meio de doutrinação (alienação religiosa), cegueira e reprodução de teorias políticas alheias.
Hoje, em vez de nação, vivemos no exílio; em vez de cidadãos, tornamo-nos refugiados; em vez de patriotas, somos taxados de inimigos públicos; em vez de nacionalistas, somos chamados de terroristas; em vez de filósofos, somos considerados malucos.
É por causa desses e de outros males que transformamos o partido no poder em religião, o presidente em divindade, políticos em salvadores, revolucionários em demônios, críticos em adversários, artistas em papagaios, filósofos em malucos e ativistas em frustrados.
Essa ideologia foi promovida por aqueles que sempre quiseram se perpetuar no poder a todo custo, mesmo que para isso fosse necessário lutar e guerrear contra os ventos do progresso.
Nós, angolanos, tornamo-nos inquilinos dentro da nossa própria terra e pagamos renda a quem não é filho legítimo desta nação chamada Angola.
Nossos direitos foram consagrados na Constituição, mas, infelizmente, a realidade os nega. E o governo nos reprime quando exigimos e clamamos diante dos órgãos competentes e de direitos.
Nossa mãe já não tem voz, nem poder sobre aqueles a quem ela confiou o poder e a administração dos recursos e riquezas do país.
Nós — revolucionários, ativistas, nacionalistas, patriotas e filósofos — tentamos resgatar a dignidade, o respeito, o valor e a consideração que Angola tinha diante de outras nações, mas, até hoje, sem sucesso.
Só nos resta chorar, lamentar e morrer, porque nossas forças se esgotaram, nossas garras e nossa esperança se desfizeram diante dos obstáculos, barreiras e oposições que nossos inimigos e opositores colocaram em nosso caminho...
Foi como se estivéssemos sendo degolados, executados e fuzilados em um campo de batalha.
Cansados, esgotados e partidos, vimos nossa mãe — Angola — deambulando pelas ruas, cidades e estradas, e, acima de tudo, desalojada dentro da sua própria terra.
Foi aí que eu vi, caí em mim e disse comigo mesmo:
"Em vão foi termos lutado por uma Angola livre, pacífica, justa e independente..."
Autor: Jack Indelével Wistaffyna
- Respeitar e honrar a pátria brasileira é reconhecer a força de sua história, valorizar sua cultura e cuidar do seu povo com responsabilidade . É amar o Brasil não apenas com palavras , mas com atitudes que promovam justiça, dignidade e esperança para todos os seus filhos .
VAL MONI
- Os segredos da memória do coração são sentimentos que o tempo não apaga.Eles vivem em lembranças profundas, guardadas além da razão, e revelam quem realmente somos .
VAL MONI
- Amar a própria alma é reconhecer o valor que existe em si, é acolher as próprias imperfeições e transformar as dores em aprendizados. É olhar para dentro e encontrar paz, antes mesmo de buscá-la em qualquer outro lugar. Quando amamos nossa alma, nos tornamos inteiros, e só assim conseguimos oferecer ao mundo um amor verdadeiro e luminoso .
VAL MONI
- Perder a admiração é ver a luz de alguém se apagar , restando apenas a lembrança do que um dia foi !
VAL MONI
- Acreditar e ter fé em Deus é confiar que, mesmo quando não entendo o caminho, Ele já preparou a chegada, e que cada passo, por mais difícil, me leva para onde preciso estar .
VAL MON
APARECIDA
Eu vou contar a história
Que o meu compadre contou
Eu não sei se é verdade
Ou foi ele que sonhou
Na província de São Paulo
Lá pras bandas do interior
Tinha um rico fazendeiro
Só que era malfeitor
Além da grande fazenda
Era um grande escravagista
Tinha uma bela escrava
Pivô da sua conquista
Por não ceder seus caprichos
O homem tirano e frio
Mandou cortar-lhe a cabeça
E jogar dentro do rio
O corpo da bela escrava
Dentro do rio afundou
Com a friagem da água
Seu corpo petrificou
Foi descendo rio abaixo
E numa curva parou
Até que um dia caiu
Na rede de um pescador
Foi aí que os escravos
Aquela gente sofrida
Construíram uma capela
Pra aquela imagem querida
Onde fazia orações
Ao Eterno Deus da vida
Pois aquela bela escrava
Se chamava Aparecida
Francisco Garbosi
