Histórias com Moral da História
Não busco ser lembrado pelo que sofri, mas pelo que sobrevivi, minhas histórias têm cortes profundos, mas também têm reviravoltas luminosas, e é isso que me define.
As mágoas antigas têm trilhas que lembram histórias de guerra. Passo com botas e tomo cuidado para não reabrir feridas. Algumas ainda sangram quando piso no lugar errado. Por isso caminho devagar e olho os pés. Aprendi a ser mestre em passos suaves.
A melancolia é o eco das histórias que a nossa alma esqueceu de contar e que agora insistem em sussurrar nas noites vazias, pedindo para serem registradas. Eu sou o escrivão desses fantasmas, o secretário de uma dor que não tem nome mas que exige ser ouvida.
Não é falta de força. É excesso de peso carregado em silêncio. São histórias que ninguém viu, guerras que ninguém nomeou, e ainda assim me cobram como se nada tivesse acontecido.
As marcas que carrego falam de amor resistente, cicatrizes contam histórias que não morreram, o amor que resistiu fez da marca testemunho, minhas marcas mostram coragem e fé.
Tudo o que pode ser pensado existe. Todas essas músicas, pinturas, esculturas, desenhos, histórias, foram criadas por pessoas nas quais a sensibilidade permitiu que visitassem outros mundos, que, agora, existem.
Me apaixonei pelo rabiscar
Pelo derramar da tinta
Pelas entrelinhas
Rabisco pensamentos
Histórias de mim
Palavras que ouvi
Não temporalidade
Ou lógica
Apenas fluir
Essa é a minha liberdade
Todos somos escritores: alguns se aventuram a colocar suas histórias no papel, outros as guardam consigo para sempre — uns por escolha, outros por medo.
Segunda-feira: uma nova semana para corrigir ou escrever novas histórias,
Um mês começando. Um ano quase acabando, Um coração cheio de planos.
Bem-vindo Dezembro!!!
Que seja abençoado ❣️
5.3 🥳🤗
Agora eu oficialmente entrei na fase 'vintage de luxo': tenho muitas histórias incríveis que acumulei nessas cinco décadas e pouquinho. Aproveitei cada segundo, tive meus percalços e acredito que venci com êxito meus obstáculos!
53 anos é uma idade linda, de quem sabe o que quer e valoriza o que realmente importa.
Não acumula mágoas nem fica presa a algo que não faça sentido.
Cada novo capítulo é de serenidade e realizações. Aos 53, a vida já nos ensinou que o segredo não é contar os anos, mas sim as histórias, as risadas e os momentos que tiraram nosso fôlego. Que meu novo ciclo seja repleto de saúde e novos sonhos!
E vamos que vamos ✋ 🚀
Parabéns para mim 🎉 Tim- tim 🍀🥂
Segunda-feira: uma nova semana para corrigir ou escrever novas histórias, dependendo da necessidade de qualquer um, o importante é dar o primeiro play sem passar rápido demais onde se deveria pausar e analisar as próprias ações. Bom dia com fé, café ☕🫖 e oração! 🛐
Até Nós
De cada raiz que se entrelaça,
brotam histórias, vozes, abraços.
Séculos de passos ecoam na terra,
vidas que se somam, nada se encerra.
Pais, avós, bisavós em corrente,
um rio humano que segue fluente.
No sangue, memórias, no olhar, herança,
somos o fruto da longa esperança.
E até nós, vieram milhões,
com sonhos, lutas, canções.
Cada existência deixou um traço,
que hoje floresce em nosso espaço.
Entre dois mundos
Não sou do tipo “normal”.
Mas eu sempre tive histórias
que não cabem no comum.
Logo depois da adolescência,
vivi algo que nunca esqueci.
Acordei…
ou achei que acordei.
Levantei da cama
e caminhei até a porta do quarto.
Tentei abrir.
Uma vez.
Duas.
Várias…
Nada.
Foi então que, sem entender,
olhei para trás —
e me vi.
Deitada.
Dormindo.
Havia duas de mim no mesmo espaço:
uma presa no corpo,
outra presa no quarto.
Me aproximei devagar…
como quem teme atravessar um espelho.
Tentei me acordar —
toquei, chamei…
mas era como tentar alcançar o vento.
Voltei até a porta.
Insisti mais uma vez.
Nada.
Então desisti.
Voltei para a cama.
Sentei ao meu lado
e, meio irritada, meio rendida, falei:
— Já que não consigo sair…
vou ficar aqui,
esperando você acordar.
E esperei.
Sem saber o que havia lá fora,
sem saber se alguém poderia me ver,
sem saber, sequer,
onde eu realmente estava.
Depois…
acordei.
Como se nada tivesse acontecido.
Mas, aos poucos,
as lembranças foram voltando —
como ecos de um lugar
onde ainda existo.
Nunca entendi
por que fiquei presa naquele dia.
Mas entendi outra coisa:
eu vou.
Vou a lugares,
tempos,
dimensões…
E, às vezes,
nem preciso estar dormindo.
Sempre vivi
entre dois mundos.
E, por muito tempo,
tentei negar isso.
Fingir.
Me encaixar.
Ser outra.
Hoje, não.
Outro dia, disse
a uma das minhas Pessoas Favoritas:
— Eu sou assim.
Ou me aceita…
ou não.
Ela ficou.
E, desde então,
não questiona mais —
admira.
Talvez porque, no fundo,
todo mistério só assuste
até encontrar
quem não tenha medo de olhar.
E eu aprendi:
não existe calmaria
sem a coragem da verdade.🌙
Minha amada Carla
Fiquei um tempo sem escrever, mas as nossas histórias continuam transbordando em meu peito e estou voltando agora, pois tenho muita coisa nova para contar. Quero registrar nossa ida mágica a Paquetá, começando por aquele momento na, Praça XV. Você sabe como adoramos aquela feira de antiguidades, ver você pechinchar e escolher aqueles anéis de prata foi um daqueles pequenos detalhes que tornam você a minha protagonista dos sonhos.
Ainda sinto o gosto do acarajé que experimentei pela primeira vez ao seu lado, corremos para a barca com a marmita na mão para não perder a viagem, e o sabor daquela descoberta, misturado à paisagem maravilhosa, foi simplesmente delicioso. Assim que descemos da barca, nossa aventura começou, e claro que não poderia me esquecer, com nossos tênis novos. Caminhamos por ruínas e bosques, nos sentindo em um mundo particular onde o tempo parecia não existir.
Fizemos amizade com os miquinhos que chegaram tão perto que pudemos alimentá-los com biscoitinhos. Andamos tanto que, ao final, você me confessou que nunca tinha andado tanto em toda a sua vida. Cada passo, porém, valeu a pena, pois ao seu lado sinto que estou começando a minha vida agora e que juntos somos invencíveis. Quero que essa lembrança, seja um capítulo essencial do nosso livro de memórias.
DeBrunoParaCarla
A gente não combina com tranquilidade…
a gente combina com intensidade,
com histórias que não se explicamsó se vivem.
DeBrunoParaCarla
