História de vida
Você foi o príncipe da minha vida, a quem eu não soube guardar, por imaturidade não medir o meu ciúmes, e não valorizei o seu amor, e o seu jeito de amar, queria muito poder voltar atrás e fazer tudo diferente.
Era muito comum ouvir falar de italianos que perdiam a vida nas viagens, o que se tornava um drama sem precedentes para os demais familiares a bordo, já que
eram obrigados a jogar os corpos no mar, devido à impossibilidade de sepultar seus entes queridos. Para um povo tão religioso, era algo traumático ter que lançar
nas águas, alguém que, assim como todos ali, havia embarcado cheio de sonhos e esperança.
Não dê satisfação da sua vida e nem o porque das suas intenções, não jogue sujo as suas razões, porque muitos deles não merecem a sua amizade, abrace quem te ama, mundo dos imperfeitos, conte sua história mas não atrai problemas, viva como abelhas mas não seja colmeia.
O despertar de um novo dia é uma simples lição que a vida ensina que para ver além do que os olhos podem enxergar e seguir em frente é preciso apenas esperar um novo amanhecer e recomeçar. Sem mais.
A gente vai aprendendo com quem pode contar na vida quando percebe que não importa se o dia foi bom ou não, mas que do outro lado haverá sempre alguém disposto a tentar fazer de qualquer situação um momento feliz. Sem mais.
Se eu escrevesse um livro sobre a minha vida.
muitos mocinhos...
iriam ser os verdadeiros vilões nessa história.
poemas retalhos
Hoje vi a vida.
Parecia feliz!
Tinha um belo sorriso no rosto
enquanto flutuava pela rua.
Hoje quando cheguei...
Estava a maior confusão.
Ufa!
Um sufoco.
Hoje não conseguia falar,
repeti duas vezes.
Não sobrou histórias
para contar.
Parei
para curtir
o último pedaço
de ser criança.
Chega o tempo
que precisamos virar a página
de nosso livro da vida
e de escrevermos uma nova história
com mais amor e inspiração.
"Tem dia que o mundo cai. As flores murcham as folhas secam, a vida cessa sem cessar. Por quê os sonhos azuis são tão cinzas?"
Estou naqueles dias que não me importa a hora e nem o dia da semana. Imagina querer saber da vida alheia, papo de gente medíocre, que não é feliz. Estou naquele momento da vida que a pressa que tenho é de que o tempo pare e eu possa contemplar essa paz gratuita. Estou numa fase onde se alguém quiser chegar, venha. Mas saiba que tem que ser muito interessante pra me tirar daqui. Porque abaixo da linha tênue da resiliência, já coloquei muita gente no pacote das intenções por conveniência. Me traga paz e um pacote cheio de assuntos inteligentes ou então siga em frente. Simples assim. Sem mais.
A paz que eu preciso é a busca pela herança de uma vida sem mágoas e sem rancor. Que em cada ser humano que eu conhecer eu possa inconscientemente tocar o coração e deixar um pouco de esperança. Que minha história reverbere amor. Sem mais.
E em tempos onde tudo é descartável, a vida ensina que o dinheiro pode comprar muita coisa, te tornar chique, da moda, elegante. Mas dignidade, essa não tem preço. O dinheiro pode te dar um carrão, pra mostrar pra sociedade que você está muito bem. Mas, não. A diferença entre um Fiat uno e uma Ferrari é apenas quem está dentro. Seu valor não está naquilo que você tem e sim em quem você é. E agora você conquistou três coisas que jamais se pode comprar: respeito, liberdade e bem-estar. Sem mais.
Um nascer do sol pra recordar com direito a reflexão de uma vida inteira, de outras vidas, de um tempo que não volta mais e de um futuro que vem sendo escrito com muita calma. Um despertar num amanhecer. Vida se renovando. Reverbera nossa fé, sem aquela necessidade da obrigação de ser feliz. Por que isso são só momentos, e quem os escreve somos nós. Olha lá e veja além do que os olhos podem enxergar. Chegou a hora. Avante.
Com o tempo as experiências de vida e a consciência adquirida vão nos tornar alertas. É verdade. Na adolescência, nada é impossível. Após isso a gente aprende que não precisa de certas coisas na vida, porque outras tantas vão valer mais que apenas alguns momentos. E aí a gente começa a pensar nisso quando vai permitir que alguém entre nas nossas vidas. Parece que vai ser a melhor coisa do mundo. Mas, de forma impulsiva, o melhor momento pode durar alguns segundos e em seguida tudo poderá ser uma tragédia. A paixão é uma é uma alegria temporária. Ou seja, o que fica depois será o que devemos aprender a administrar. Gerenciar conflitos, diga-se de passagem. Respeite a si mesmo, antes de tudo, e assim não irá se ofender com os erros alheios. Se ame, essa é melhor forma pra ser feliz. E não se preocupe, ser feliz não é uma obrigação. São momentos. E isso, cabe a cada um fazer do seu jeito. Sem mais.
É uma utopia alguém apresentar uma vida onde tudo é alegria, sucesso e prazer. O tempo ensina a ver que o dinheiro compra muita coisa, mas não compra tudo. Compra momentos, verdades, vaidade e pessoas. Ou seja, nada concreto. Muito do que temos de experiência de vida, coisas significativas, foram vividas quase que sem nada disso. Quando as pessoas sabem que a gente não tem nada além do nosso sorriso, força de vontade e lealdade, e elas mesmo assim respeitam sabendo de tudo isso, é onde a gente percebe o real valor da vida. A gente não precisa estar no meio de gente rica, casas cheias de aparatos tecnológicos, carrões, lanchas, etc. Precisamos, mesmo, é que nos enxerguem além do que os olhos podem ver. Sem vaidade, fugacidade e sem interesses financeiros ou por comodidade. Sem mais.
Dentro das lembranças moram as melodias
Umas de tons tristes outras no tom da vida.
Moram nas lembranças jardineiras
Moram nos morros das trepadeiras.
Dentro do tempo moram versos
Uns de conhecidos poetas, outras de indigentes cinzas.
Moram nas sombras iluminadas
Moram nos amores não próprios.
Dentro da dor mora um César
Uns de tons toscanos, outros de tom italiano.
Moram Romas e gladios
Moram colinas de desencarnados soldados.
Dentro da morte nasce uma flor
Umas em belas cidades, outras em sutilezas e densidades
Moram aromas sem cheiro de orvalho
Moram corações no cheiro desfeitos.
Dentro de mim se apagam os segredos
Uns bons e de espelhos, outros em rios sem margens e tempero.
Moram histórias esquecidas e esquinas vazias,
Moram rimas de solidão, sem barcos e marinas sem som.
Dentro de mim moram saudades
Umas do criador, outras de anjos e dor.
Moram legiões esquecidas
Moram pincéis, telas sem tintas.
Dentro de mim mora um início, um meio e um fim.
Mora um começo no meio, um fim sem começo e voltando pra casa um dia: um início sem fim.
Minha mãe, minha adorável mãe, (como eu costumo chamar). A vida é curta e o tempo passa muito rápido.
Um dia, como todos os outros, eu sei que a senhora vai acordar com roda a alegria do mundo, como sempre foi, irá cuidar o terreiro sítio, fazer tudo aquilo que mais gosta, cuidar das galinhas, porcos, arrumar os cachorros, regar as tão delicadas plantinhas que enfeitam o arredor da casa, ah! Sem falar naquele café aromático que deixa a casa toda perfumada. Bem até aqui, vai ser tudo como nos outros, e sempre cheia de energia, (mesmo com as limitações do corpo por conta da idade).
Então, por ser uma mãe cuidadosa, percebe que estou muito atraso para ir ao trabalho, já que preciso pegar uma moto até a cidade local, depois um interurbano e sem seguida uma lotação até meu trabalho. Preocupada com o atraso, e vindo até ao meu quarto e, com aquela voz angelical, suave, a senhora me diz “Márcio! Meu filho, já fiz café, levante-se para tomar que já se aproxima a hora de ir trabalhar”.
Todas as mães reconhecem seus filhos e não seria diferente comigo. Ao chamar e não ter resposta, se percebe que um silêncio predominou, não nem mesmo aquele resposta de..., “hum, já vou”. Preocupada, como qualquer mãe ficaria, aproxima-se da cama, mas com medo, e com uma mão quase tremula toca o corpo frio do filho que já não pertence mais este mundo. O filho que partiu com grandes dores, e uma delas o medo de que sua ame não seja bem cuidada... E o que antes era presente tornou-se saudade definitiva.
A vida não espera e cada milésimo de segundo é mais que precioso!
Foram tantas as vezes, que vivi a tua vida e não a minha. Foram tantas as vezes, que escrevi a sua história nas páginas da minha vida, que perdi até a conta.
Chegamos a vários pontos de lugares inconcretos, da falta de vida que engolimos dia após dia, dos mais próximos. Os de fora não luta pelo o que há dentro.
