Há pessoas que
Há pessoas que não sabem reconhecer um aliado forte e preferem viver entre os ignorantes e alienados.🤝🏻
ALGUMAS PESSOAS NÃO FICAM EM NOSSAS VIDAS. FICAM EM NÓS.
Há pessoas que o tempo leva, mas não consegue retirar. Elas deixam de ocupar a cadeira, de atravessar a porta, de telefonar no fim do dia, de perguntar se chegamos bem. Um dia percebemos que já não fazem parte da rotina e, no entanto, estranhamente, continuam fazendo parte de nós. É uma das contradições mais bonitas e dolorosas da existência: alguém pode deixar nossa vida sem conseguir deixar aquilo que somos.
Talvez porque presença e permanência sejam coisas diferentes.
Presença é corpo, voz, abraço, convivência. Permanência é aquilo que sobrevive quando tudo isso já não está.
Há pessoas que permanecem durante décadas ao nosso lado e quase não modificam nossa essência. Outras passam por um pequeno trecho de nossa história e deixam marcas tão profundas que, muitos anos depois, ainda encontramos seus vestígios em nossos pensamentos.
Elas ficam numa palavra que aprendemos.
Num conselho que finalmente compreendemos tarde demais.
Numa música que evitamos ouvir porque conhecemos o caminho que ela percorre até chegar ao coração.
Num prato cujo cheiro devolve uma cozinha inteira à memória.
Num jeito de sorrir que, sem perceber, herdamos.
Num gesto que repetimos e de repente pensamos: “Era exatamente assim que aquela pessoa fazia.”
É então que compreendemos:
ninguém permanece apenas nas fotografias.
As pessoas permanecem também naquilo que modificaram em nós.
Talvez seja essa a forma mais misteriosa de continuidade humana.
Somos feitos não apenas de nós mesmos, mas também dos encontros que tivemos.
Carregamos pedaços daqueles que nos ensinaram alguma coisa, daqueles que nos amaram, daqueles que ferimos, daqueles que nos feriram, daqueles que seguraram nossa mão quando o mundo parecia grande demais.
Até algumas despedidas acabam participando da nossa construção.
Porque há pessoas que nos ensinaram pela presença.
E outras que somente conseguimos compreender depois da ausência.
O tempo passa e faz seu trabalho inevitável. Os rostos envelhecem nas fotografias enquanto permanecem jovens em determinadas lembranças. As vozes começam a perder detalhes. Algumas datas escapam. Certas conversas já não conseguimos reconstruir completamente.
E isso assusta.
Tememos esquecer.
Como se esquecer um detalhe significasse perder novamente aquela pessoa.
Mas talvez a memória mais profunda não esteja na capacidade de recordar exatamente o som de uma voz ou a roupa usada numa determinada tarde.
Talvez esteja naquilo que essa pessoa deixou incorporado em nossa maneira de existir.
Se alguém nos ensinou bondade e continuamos sendo bondosos, alguma coisa dela permanece.
Se alguém nos ensinou coragem e um dia encontramos força justamente quando pensávamos não possuir nenhuma, talvez aquela pessoa ainda esteja ali.
Se fomos profundamente amados e, por causa disso, aprendemos a amar melhor, então aquele amor não terminou quando a presença terminou.
Ele mudou de endereço.
Passou a morar em nós.
E talvez seja por isso que algumas ausências doem tanto.
Não choramos apenas porque alguém foi embora.
Choramos porque alguma parte da nossa própria história caminhava naquela pessoa.
Quando ela parte, parece levar consigo uma língua que somente nós dois falávamos, determinadas piadas que ninguém mais compreenderá da mesma maneira, pequenos rituais, apelidos, olhares e silêncios que nunca precisaram de tradução.
Há universos inteiros que existem somente entre duas pessoas.
Quando uma delas parte, a outra torna-se a última guardiã daquele mundo.
Isso é saudade.
Não apenas desejar alguém de volta.
Mas continuar carregando sozinho um lugar que antes era habitado por dois.
Por isso talvez não devamos lutar tanto contra a saudade.
Ela dói, mas também testemunha.
Diz silenciosamente: “Aqui existiu alguém importante.”
E existe dignidade nisso.
Ter amado alguém suficientemente para sentir sua ausência significa que, por algum tempo, duas existências deixaram de ser completamente separadas.
Uma entrou na história da outra.
E depois disso nenhuma despedida consegue desfazer totalmente o encontro.
A vida continuará.
Novas pessoas chegarão.
Outras também partirão.
Nós mesmos um dia seremos ausência na vida de alguém.
E talvez essa seja uma das perguntas mais profundas que podemos fazer enquanto ainda estamos aqui:
o que ficará de nós dentro daqueles que amamos?
Talvez não sejam nossas conquistas.
Talvez ninguém se lembre de quanto trabalhamos, do que possuímos ou de quantas vezes estivemos certos.
Mas alguém poderá lembrar que fomos gentis quando poderia ter sido diferente.
Que ouvimos quando aquela pessoa precisava falar.
Que oferecemos um abraço numa tarde difícil.
Que fizemos alguém rir quando a vida estava pesada.
Que dissemos “eu te amo” enquanto ainda havia tempo.
E então talvez compreendamos que permanecer nunca significou impedir uma despedida.
Permanecer é deixar alguma coisa boa de nós vivendo no outro.
Porque algumas pessoas realmente não ficam em nossas vidas.
O tempo, a distância, as escolhas e a própria morte podem levá-las para lugares onde nossos braços já não conseguem alcançar.
Mas existem lugares aos quais nem o tempo tem acesso.
E quando alguém conseguiu chegar até lá, quando alguém participou profundamente daquilo que nos tornamos, já não importa apenas quanto tempo permaneceu ao nosso lado.
Porque algumas pessoas vão embora da nossa história cotidiana…
mas continuam escrevendo, silenciosamente, dentro de nós.
"Há pessoas que não querem enxergar nem ouvir as verdades na vida. No entanto, quando alguém ousa alertá-las sobre o que está errado, elas lhe puxam a faca, com medo de encarar a realidade."
Qual é o sentido disso tudo? Não faz o menor sentido. Há pessoas por todos os lados, mas, ainda assim, eu me sinto sozinho. Talvez essa seja a maior ironia de estar vivo.
Há pessoas
que fazem tudo o que podem
para serem ridículas,
enquanto outras são ridículas
sem o menor esforço.
✍©️@MiriamDaCosta
Há pessoas que fazem de tudo para impressionar e chamar a atenção dos outros. Humilham até os próprios amigos para ganhar a atenção de uma mulher, mudam de personalidade conforme quem se aproxima e se moldam ao ambiente como o vento. Que escrotidão.
Há pessoas que preferem inventar um monstro sobre você para o mundo a ter que admitir que o verdadeiro demônio estava no reflexo do espelho delas.
“Há pessoas que confundem sucesso com reconhecimento. Mas o verdadeiro sucesso começa quando você consegue permanecer fiel ao seu propósito, mesmo antes de o mundo reconhecer o seu nome.”
- CAMILA MARIOTTA
Há pessoas que a distância não consegue afastar. Porque o amor encontra caminhos que os olhos não alcançam. E quando alguém se torna parte da nossa vida, até o silêncio parece uma conversa entre dois corações.
"Há pessoas que passam pela nossa vida como o vento.
Outras ficam como o sol da manhã:
chegam em silêncio, aquecem a alma
e nos fazem acreditar que recomeçar também é uma forma de amar."
A Estranha Fórmula de Existir
Há pessoas que amam as coisas simples como quem encontra nelas uma explicação para a própria vida. Um gesto pequeno, uma palavra despretensiosa, uma presença que permanece quando todas as grandes certezas já partiram.
Ele, porém, amava a si mesmo com uma paixão profunda, quase enraizada. Talvez porque tenha descoberto cedo que existir também exige essa estranha intimidade conosco: somos, ao mesmo tempo, nossa companhia e nosso enigma.
A existência humana parece obedecer a uma fórmula que ninguém consegue resolver inteiramente. Há nela o inevitável, o incompreensível e aquilo que, por mais que tentemos evitar, acaba nos encontrando.
Talvez por isso observemos os outros de maneira tão imperfeita. Julgamos uma vida inteira pela superfície de um instante. Transformamos pessoas em figuras planas, como personagens de uma antiga pintura, sem perceber as profundidades que existem atrás de seus olhos.
E, no entanto, são justamente as coisas aparentemente triviais que denunciam quem somos.
Há quem consiga descascar uma maçã numa única tira, conduzindo a faca lentamente ao redor do fruto sem interromper o movimento. Parece insignificante. Mas talvez viver seja exatamente isso: tentar atravessar os dias sem romper completamente o fio que nos liga a nós mesmos.
Há também pessoas que desaprenderam a sorrir. Não necessariamente porque lhes falte alegria, mas porque alguma coisa dentro delas se tornou pesada demais para alcançar o rosto.
E continuamos.
Amando.
Observando.
Errando.
Escrevendo.
Tentando dar nome ao que talvez nunca tenha nome.
No final da página aparece uma provocação quase irônica sobre a literatura: “Prosa russa, quantos crimes são cometidos em teu nome!”
Talvez seja uma brincadeira. Talvez seja uma acusação. Talvez seja apenas o escritor lembrando que até as palavras, quando pretendem explicar demais a existência, podem cometer seus pequenos crimes.
Porque a vida não nasceu para caber perfeitamente numa frase.
E talvez esteja justamente aí sua beleza:
existimos sem compreender completamente o que significa existir.
A VONTADE QUE SUSTENTA OS MUNDOS.
" há pessoas que fogem de Deus como se pudessem fugir do átomo "
Autor frase e texto: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
O pensamento que afirma que há pessoas que fogem de Deus como se pudessem fugir do átomo contém uma densidade filosófica e psicológica de rara lucidez. Ele não se limita a uma crítica moral ou religiosa. Ele aponta para um dado estrutural da condição humana. A tentativa de negar o princípio que fundamenta a realidade não é apenas uma recusa intelectual. É um movimento psíquico de evasão diante do que é inevitável. Assim como ninguém escapa à estrutura íntima da matéria. Ninguém escapa ao princípio que a sustenta.
A formação dos mundos conforme apresentada pela tradição espírita descreve um universo ordenado por leis racionais e permanentes. O universo não é um acidente. A razão filosófica rejeita a ideia de que o todo se tenha produzido a si mesmo. Aquilo que existe de forma organizada pressupõe uma causa inteligente. Esta conclusão não nasce da fé cega. Nasce da lógica clássica já presente na metafísica antiga e reafirmada pela filosofia moderna quando trata do princípio de causalidade.
A resposta que afirma que o universo não pode ter-se feito a si mesmo reconduz o pensamento humano à humildade intelectual. A razão percebe seus limites e reconhece que há uma inteligência anterior às formas. A psicologia profunda confirma esse movimento. O ser humano que tenta negar toda transcendência frequentemente o faz para preservar uma ilusão de autonomia absoluta. Essa recusa não elimina o fundamento do real. Apenas gera conflito interior. A fuga de Deus manifesta-se como fuga do sentido. E a fuga do sentido gera angústia. Conforme demonstrado pela psicologia existencial. A negação do fundamento não liberta. Ela fragmenta.
A criação pela vontade expressa a ideia de uma inteligência que não age por improviso. A vontade aqui não é impulso. É determinação consciente. A imagem da luz que surge pela palavra simboliza a passagem do caos à ordem. Filosoficamente isso representa a passagem do indeterminado ao inteligível. Psicologicamente representa o nascimento da consciência a partir do inconsciente difuso. O ser humano revive esse processo interiormente. Toda lucidez nasce quando a mente consente em organizar o que antes era confuso.
A formação dos mundos pela condensação da matéria disseminada no espaço demonstra que a criação não viola as leis. Ela as inaugura. Deus não concorre com a natureza. A natureza é expressão da inteligência divina. Esse ponto é essencial para afastar a falsa oposição entre ciência e espiritualidade. A cosmologia contemporânea ao estudar a formação dos sistemas estelares confirma que a organização do universo segue processos graduais e regulares. O pensamento espírita antecipa essa visão ao afirmar que os mundos se formam progressivamente segundo leis constantes. Fonte O Livro dos Espíritos questões 37 a 42.
A ideia de renovação dos mundos introduz uma noção profundamente psicológica. Nada permanece fixo. A impermanência não é destruição. É renovação. Assim como os mundos se transformam. A psique humana também atravessa ciclos de dissolução e recomposição. Resistir a esses ciclos gera sofrimento. Aceitá-los gera maturidade. A filosofia estoica já afirmava que viver bem é consentir com a ordem do cosmos. O espiritismo amplia essa visão ao inserir a continuidade do princípio inteligente.
Quando se trata da formação dos seres vivos. A noção de germens latentes revela uma concepção extraordinariamente avançada. A vida não surge por capricho momentâneo. Ela aguarda condições adequadas. Essa ideia encontra paralelo na biologia moderna ao reconhecer a importância do ambiente para a expressão dos potenciais genéticos. Psicologicamente isso ensina que o ser humano carrega em si virtualidades que só se manifestam quando encontra condições morais e afetivas favoráveis. Nada floresce na violência interior.
A comparação com os cristais e com as sementes demonstra que a ordem não é exclusividade do vivo consciente. Ela atravessa toda a natureza. A regularidade das formas indica uma inteligência imanente às leis. Negar isso é reduzir o universo a um mecanismo sem sentido. Essa redução empobrece a experiência humana. A psicologia mostra que indivíduos que percebem o mundo como destituído de sentido apresentam maior propensão ao vazio existencial. Fonte Viktor Frankl embora não citado nominalmente.
A questão da geração. espontânea esclarece que a vida não surge do nada absoluto. Há sempre um princípio anterior. Essa ideia preserva a coerência racional e evita tanto o materialismo radical quanto o misticismo ingênuo. O mundo minúsculo que dormita e se cria é uma metáfora poderosa daquilo que ocorre no interior humano. Pensamentos. Emoções. Tendências. Tudo possui um tempo de maturação.
No que se refere à espécie humana. A recusa da ideia de um único homem como origem literal preserva a dignidade da razão histórica. A figura de Adão compreendida como símbolo evita o conflito entre tradição religiosa e evidência científica. Psicologicamente os mitos não são mentiras. São narrativas estruturantes. Eles organizam a consciência coletiva. Reduzi-los a fatos cronológicos é empobrecer seu valor simbólico.
A permanência da humanidade antes da data tradicional atribuída a Adão confirma a continuidade do progresso humano. A evolução moral não acontece em poucos séculos. Ela exige tempo. Experiência. Repetição. Esse entendimento combate a ansiedade moderna que exige resultados imediatos. A filosofia espírita ensina a paciência cósmica. A psicologia confirma que o amadurecimento profundo é lento.
Retomando a frase inicial. Fugir de Deus é tentar negar a estrutura íntima da realidade. Assim como o átomo compõe a matéria independentemente da vontade humana. O princípio divino sustenta a existência independentemente da crença individual. A recusa não elimina a lei. Apenas distancia o indivíduo de sua compreensão. A verdadeira lucidez não está em negar o fundamento. Está em reconhecê-lo com humildade intelectual e coragem moral.
Fontes fidedignas. O Livro dos Espíritos questões 37 a 51 tradução de José Herculano Pires. A Gênese capítulo 6. Estudos de psicologia existencial e cosmologia contemporânea em consonância com o princípio de causalidade racional.
Conclusão. Quando o ser humano deixa de fugir daquilo que o sustenta. Ele não perde liberdade. Ele encontra direção.
Às vezes, o destino nos ensina que nem todo amor é feito para ser vivido lado a lado. Há pessoas que habitam nossos corações com uma intensidade silenciosa, mas que não encontram lugar em nossa rotina, em nossos dias, em nossa vida. E é nesse espaço invisível — entre a lembrança e a ausência — que elas permanecem: como saudade, como aprendizado, como um amor que não coube no tempo, mas que jamais deixará de existir dentro de nós.
há pessoas que estão acostumados a se alimentar com as maldades, por isso elas não querem só ver você no chão, elas querem te enterrar vivo!🤭
