Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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Às vezes penso há quanto tempo vivo,
e há quanto tempo existo
Há quantas andam meus pensamentos
e no que tenho feito pelos outros
e para os outros
E naquilo que haverei de deixar
e penso que talvez o tão procurado
segredo da vida
esteja na diferença que interpretamos
as palavras viver e existir
deixar e fazer
e no peso da palavra "Quanto?"

Inserida por edsonricardopaiva

Assim como há nuvens
que se dissipam sem chuva
pensamentos ou boas ideias
que esquecemos antes que termine o dia
boas intenções que nunca
se transformaram em ações
pés descalços, mãos sem luva
frutas que caíram sem ser colhidas
boas canções não cantadas
poesias nunca lidas
vozes cansadas
que guardaram palavras não ditas
também há vidas que passaram
e que não foram vividas

Inserida por edsonricardopaiva

Aconselho-te muita cautela
quando avistares no horizonte
aquela nau de formas belas
que há de chegar para colonizar
a tua alma singela
se a expedição for de ocupação
haverá de habitar no seu coração
fixando residência
porém, te aconselho prudência
pois se for de exploração
ouvirás mais "sim" do que "não"
e ao final de um primeiro momento
haverás de conhecer o sofrimento
começando por perder
a capacidade de confiar
na própria existência do amor
haverás de sentir muita dor
ao sentir seu coração despedaçado
colocaste a mão no vespeiro
por amor
que não era verdadeiro
destruindo tua alma singela
mas ele há de chegar
qual dos dois ele será?
não terás como saber
Portanto, aconselho cautela
pois não há como dizer
que não andes pela praia
com os olhos no horizonte
a aguardar um dia a chegada
daquele vulto que poderá ser tudo
ou te transformar em nada

Inserida por edsonricardopaiva

Há momentos em que a luz é lenta
tão morosa que inércia ela aparenta
especialmente quando comparada
à instantaneidade com que sua imagem
se apresenta em minha mente
sempre que o destino
impiedoso e insolente
faz lembrar a existência
da palavra saudade
palavra que ele traz só de maldade
e existem dias em que o vento
não tem força suficiente
se comparado àquela brisa
que soprou suavemente
levando embora
o meu amor da juventude
não vendo a bem valia
do amor que aqui dentro vivia
existem horas em que sou você
há dias que sou nós
há séculos eu sou um só
sozinho eu não sou eu
eu sou apenas alguém vivo
abrigando um coração
que já morreu

Inserida por edsonricardopaiva

Eu queria só saber
o que é que havia
Há muitos e muitos anos
Antes de a vida
Estar nos planos
do Divino
Que criou os Oceanos
Será que Ele dava importância
Pros sentimentos
Inclusos em nós
Que com o tempo
Se tornaram arrogância?
Será
Que o conhecimento
da verdade
Nos faria então
dar mais valor àquilo
que a nossa ignorância
chama de humildade?
Haveremos de encontrar
um dia
Nas cinzas mortas
Levadas pelo vento
profanadas
da Biblioteca de Alexandria
das raizes mortas
de árvores milenares
sob a lama que existe
no fundo dos Mares
na poeira cósmica
na energia telúrica
nos conselhos da minha mãe
no tempo e na madeira
que nos traz o champanhe
na areia que traz os cristais
Tomaremos então
A bebida no cristal
comemoraremos o fracasso do mal
e não seremos infelizes
Nunca mais.

Inserida por edsonricardopaiva

Você olha pro Céu
de vez eu quando
e a claridade
a vista ofusca
há coisas que a Luz oculta
e depois nem vai saber
Se foi rápida ou lenta
essa busca
Senta-se em frente
a um pedaço de papel
não sabe se desenha
ou escreve
viver
simplesmente tornou-se
uma espécie
de doença sem cura
Uma empreitada sem ganho
Uma janela onde se olha
e a paisagem é muito escura
Não há mais
porque prosseguir
na infinda procura
pela alegria sem tamanho
que sabes não existir
assim como a busca
Pelo lugar
onde nascem os sonhos
levou-te então a encontrar
apenas e tão somente
O ponto
Aonde morre a esperança
Você olha para o Céu
e descobre simplesmente
haver chegado finalmente
ao dia
Em que novamente
nasce o Sol
Porém
Não nasce alegria.

Inserida por edsonricardopaiva

Há de chegar
em forma de abelha
Marimbondo do bom
fazendo desenhos no ar
fazendo casinha na telha
Mudando o tom da melodia
até que um dia
Há de voar qual borboleta
A haverá de achar até
aquele desenho de flor
que você escondeu na gaveta
Haverá de levar de você
O passado de sonhos tristonhos
E vocês vão voar juntas
Diversas vezes...muitas
Até quando você se cansar
de voar e sonhar
e olhar a paisagem
lá de cima
Haverá tanta conquista
Que um dia
Velha e cansada
Haverá de perdê-la de vista
Pois o voo da águia é bem alto
impossível acompanhar
E é isso que ela será.

Inserida por edsonricardopaiva

Qual é o Sentido da Vida?
E o propósito da eterna busca
Pela Luz, que quando alcançada
Há de ofuscar a vista
Por que a Eterna necessidade
Em buscar uma verdade
Que o coração impressione
Por mais que você questione
A vida sempre será
Uma infinita questão
Sem resposta ou solução
Apesar dessa natureza
De a gente sempre encontrar
Uma certeza duvidosa
Não há coração que guarde
Pra sempre com o mesmo frescor
Resposta obtida ontem
Para a pergunta de amanhã
Pensamentos isolados
Trazem respostas Malsãs
Sempre urge inserir novos dados
Extrair a raiz quadrada
Fazer novas apostas e buscar
Respostas
Que não conduzem
À nada
Nada haverá ao final da Jornada
Se na base da equação
Não for adicionada
A propriedade que há em tudo
E deveria fazer saber
Que todas as coisas
Sempre necessitarão
Através de comunhão
Ser divididas e fazer
Todas as pessoas
realmente se sentirem
Amadas em igual medida.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠há momentos em que devemos deixar nossos corações fechados para mantermos nossas mentes livres para voar

Inserida por Luis_Takatsu

Acabei de ver no jornal
Um Edital assinado por Deus
Estão abertas as inscrições
E há milhões e milhões de vagas
Pro cargo de ser
Gente boa e honesta
Se você for assim, não diga a ninguém
E nem traga um amigo
Você corre o risco
de ficar com cara de espanto
Aguardando a sua vez ali num canto
Enquanto ele tenta tomar o seu lugar
Portanto, se você também não presta
Não tente ocupar essa vaga
Não perca tempo à toa
Procurando o final da fila
Não tem gente nem pra preencher
As inscrições dos candidatos
O fato é que Deus chamou
Mas não achou ninguém igual
Às exigências que Ele colocou nesse Edital
Mas por saber como é a vida
Deus manda avisar
Que se encontram esgotadas
Todas as vagas
Pro cargo de gente fingida
Não sobrou quase nada
Infelizmente há tanta gente assim
Que nem precisa entrar no fim da fila
Inscrições encerradas
Todas as vagas
já se encontram preenchidas

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

A História passada
Há coisas certas
Pelos caminhos equivocados
Tortuosos
Fatos ocorridos neste mundo
Lembranças esquecidas
Que não passam de segundo
A mentira é coisa eterna
Por sua própria natureza
Resta-nos, sem sombra de dúvida
A dúvida, a infernizar as nossas vidas
Busque uma razão e sentido
Em tanto tempo perdido
Tudo expira
Utilize a qualidade
da felicidade que lhe chegar
Antes que lhe expire a validade
Ela pode perdurar por uma vida
Quando bem cuidada
Seja você
O bem que quiser ter
Não permita nunca mais
Que o mundo te obrigue
Ser o que te mandam
Olha ao teu redor
E simplesmente veja
A Lua que à noite te beija
E o Sol que te corteja, ao longo do dia
A vida, enfim
Não pode ser somente
O que te disseram
Que era
Remédio sem cura
Não era
Toda dor
Perdura pelo tempo estipulado
O permitido a mais que isso
É de bom grado, mais nada
Não se esqueça
de fechar as portas ao sair
e deixa ali teus infortúnios
e tristezas
Melhor viver alguns segundos de alegria
A séculos de pura melancolia
Depois de passados
Não lhes resta
Sequer um segundo
E agora viva
Talvez ainda reste algum tempo
Seja feliz

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

A vida há de trazer eternamente
Questões difíceis de ser resolvidas
Elas existem, porque a alma existe
Triste quem não percebe
Que a forma mais acertada
É aceitar que nada acontece
Sem que exista pra isso uma causa
um motivo ou razão
Pode ser que seja
um empurrão que a vida dá
Obrigando a um pensamento superior
Você procura escuridão
Na vaidade e a mentira
Mas é nos momentos de calma
Que enxerga a verdade
Se não consegue viver alegria
Um dia encontra a infelicidade
O caminho trilhado
Palmo a palmo, o tempo passa
Um dia há de enxergar
Que as palavras ao vento não foram perdidas
Mas o ódio no pensamento
destruiu tudo que havia de concreto
Um dia o silêncio há falar mais alto
E então você vai perceber
Que a sua alma não se precaveu
E perdeu grandes oportunidades
Deixando ir embora
A tudo que deseja agora
Então você se dá conta
Que deixou passar por entre os dedos
Os sonhos que tinha em mãos
No ato e na ânsia de abraçar com força
A tanta ilusão que a vida trouxe
No formato incorreto de questões
Agora Impossíveis de ser resolvidas.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Há dias que amanhecem azuis
Com nuvens lilases
Tem dias que começam ainda de noite
Outros terminam de madrugada
Com outros dois ou três dias
Quase amanhecendo
E é só quando acontece
De correr os olhos pela paisagem
Talvez ... pela última vez
Então percebe que houve dias
Que não teve tempo de olhar o Sol
Nascer e nem se por
E por obra de algum acaso
Percebe que foi assim
Na maior parte dos dias
Chegando sempre
Bem antes do atraso
Durante toda uma vida
Chovia
E eu não vi
Que haviam nuvens alí.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu passo todo dia
pela mesma rua
e na frente de cada casa
Há sempre um jardim disposto
de maneira diferente
no tempo e no espaço
Eu faço a vida inteira esse trajeto
e faço do mesmo jeito
do lado oposto
Mas é a mesma rua
Que não é mais a mesma
Quando termina
Existe outra calçada
Quando a gente
Está perto da praça
Mas a graça de tudo isso
É o colibri que bate as asas
e sempre se aproxima
Mas não é todo dia que ele sorri.
Ali tem um Sol sempre brilha
E tem sido assim a vida inteira
Pois o fato de as nuvens o encobrirem
Impedindo que a gente o veja
Não significa necessariamente
Que esteja apagado
Nem sempre a cerejeira dá cereja
E os jardins são sempre jardins
Todas as ruas do mundo tem dois lados
Sempre sobra uma sombra
Mesmo que a gente não veja
O sorriso do colibri
Por detrás dos escombros
Eu acho assombroso
Tantos seres alimentando essa dúvida
de que o beija-flor realmente sorria
Pois não acredita no que não pode ver
Mas crê nos poderes da dor
E a gente sempre chega a outra rua
No final de cada dia
Brilhando ou não havendo Sol
Outra noite
E nunca é igual
E aquela rua também não é mesmo
A mesma que termina numa praça
E esta é a bela graça de toda vida
Aprendida na ausência de pressa
E que a gente não vê
Mas ...
Invariavelmente termina
Na esquina onde tudo começa
E que fica naquela rua
A mesma
Onde todo mundo passa.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Depois de tudo
Após, talvez, à própria vida
Há que vir a vez de se mostrar
O que esconde
Esse imenso mar de ilusão
Que chega mesmo a ser sombrio
Pois quando amanhece o dia
Resta ainda sobre ele
Um denso nevoeiro, que se formou
Durante a longa madrugada fria
Pode ser que um dia saiba
O que é que havia
Atrás daquele muro alto
Que eu via na infância
E que ficava
Debaixo da lava do vulcão
da ilha de Java
Só que esse
Escondido
do outro lado da lua
Num lugar onde morrem os medos
e que ao mesmo tempo
É a nascente
de todos os sonhos
Que de tão sonhados foram
Desgastaram
Um lugar onde o grito jamais alcança
Por mais que apertasse os olhos
E lançasse no breu do meu quarto
Um gemido baixo e lancinante
Tristemente guardado
E que só quem o ouvia era eu.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Há sinais, que sós
A se deixar ficar
Pelos caminhos vão
A vida foram promessas
Essas
Foram quebradas
Muitas
Antes mesmo de ser prometidas
Mas somente a parte
Que me foi cabida
É igual mirar o Sol
Pra não ver sombras
O mundo equilibrado
Num barbante
Que no instante seguinte
Não parece forte
Difícil saber
Que desde o princípio
Essa previsível
ausência de força e de norte
Não podia ser sabida
A verdadeira escuridão
Que é viva e só
no pensamento
E cega tanto quanto a luz do Sol
Há sinais
Que vemos
Se estamos sós
E sinais que não se lê
Sigo sozinho
e sei somente
Impossível
Buscar em nenhum horizonte
A fonte de luz
Que poderá satisfazer
Plenamente
O monte de escuridão
Dentro nascida
Lento é o movimento
A palavra
Que não quer
E nem pode ser ouvida agora
Espera e depois ela volta
Um dia
O silêncio que se fez forçado
Há de iluminar mais claro e alto
do que todas as palavras juntas
ouvidas
ao longo da vida
Toda escuridão
Que nasce dentro
É fera
Que corrói o tempo
e dói a alma
de forma
Que um dia, lá no futuro
A voz que vem do escuro
desespera
e por isso ela grita.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Ao longo
de todo o percurso
Há coisas
que se movem
Tão devagar
Quanto a ferrugem
Mas o curso de tudo
As cores da luz
O ar, o vapor
A percepção
de que um dia pode voltar
A doer
A dor que nem mais doía
Esteja ela onde estiver
No movimento calado
A paisagem desbota
O lento acinzentar das folhas
No voltar atrás
O pranto que brota
Na incerteza, as escolhas
A beleza, o declínio
Nem se nota
O fascínio que não mais exerce
A quase ausência de pressa
Nessa fase da existência
A tocha nas mãos do Sol
A graça do tanto faz
Fragmentos de rocha
Calçamentos de estrada
Um muro, o quintal
As roupas secando no escuro
O varal
Até mesmo o número três
Nem sempre se encontra
Tampouco se os acha
Depois do número dois
Pois esse não volta mais
Quando o nada é tanta coisa
Pelo menos uma vez há de se ver
Assombrações na madrugada
A graça da vida
Tempestuosa, no breu na noite
Procura
Tudo passa
No curso das águas
Move pedras profundas
Pra que essas um dia
Se confundam
Com aquelas que o Sol rachou
O tempo, que resfria o próprio Sol
O encontro da noite com o dia
Solidão da madrugada fria
Até que se quede o Céu.
Mas, tem coisas
Que não há de se ver jamais
Nem no fim
Por que é que será
Que tem coisas na vida
Que pra sempre serão assim?

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Mas, por que é que será
Que há sempre regras a seguir
Desde criança
Eu tinha hora de querer ou não
E me mandaram descer da árvore
E jamais subir no muro
Gostar da dança em que não via graça
E tinha hora de dormir
No quarto escuro
Tela em branco
A vertente de estrela
Era o fogo do Sol
O fato é que Atlas
Mais forte que eu
Obedecia
E sempre havia
Uma vela apagada
Capela
Uma destreza felina
No inferno, onde há caça
É triste
Mas de fato existe
Um prazo pra folha cair
A nuvem tapa o Sol
Mas a luz não se vai
Nem antecede a hora marcada
E em cada recinto que pisei
Alguém queria sempre ser o rei
Em cada lugar
Tinha veneno
Que vinha de bicho ou de folha
...Mas tinha e tanto mal fazia
A cada qual
Conforme a imprópria natureza
Era o mal sentado à mesa
Muitas vezes no lugar ao lado
Conforme gira o mundo
Há uma vaga ideia de que o mundo gira
São coisas que a gente ouve
Não escuta
E pensa que entendeu
Mas é esperto o suficiente pra mudar
E parar o tempo e fazer melhor
Pois podia voar triunfante
E ir mais adiante que qualquer condor
Não há nada que se achegue perto disso
E tinha uma vontade
Bem maior que a correnteza
Não havia espera e nem tempo
A fera no fundo do rio
Não pensa
E eu pensei
Que pensava melhor do que ela
Até que numa bela tarde...a folha cai
E o veneno destilado, do lugar ao lado
Faz a gente olhar a vida
de maneira diferente.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Se em algum momento
Eu me sinto deserto
E me vejo distante no tempo
Penso que na paz do voo
Há mansidão do inseto
em sua breve existência
Flutuando suave pelo vento
Em seu pequeno espaço, lento
Seu volume de suavidade
No fino fio de sua seda
Inseto e aranha
Conquistam o cume da montanha
Simplesmente humilde traço azul
O Frio azul de um céu cinzento
Compreendo a vista lá do alto
Esse sopro de vida que se estende
Ao brilho do chover da chuva
Concluo não brilhar pra ser olhada
Singelo é o brilho sem compromisso
A gota brilha ao cair
Em seu prisma suspenso
Formando um lindo arco colorido
O barco de Deus passando ao conduzir a vida
Pois a vida não existe pra ser conquistada
Ela é feita pra ser vivida
A vida é só isso e mais nada
Acontece que além das nuvens
Há depois um céu
Ali é que se oculta
O oceano de estrelas
E já não há razão para eu ser triste
e nem deserto
A alma cresce ao viver a vida
Sem precisar explicá-la
Pois enquanto a alma singela escuta
O ego quer falar mais alto
E se agarrar à vida
Mas a vida é só um pequeno inseto
Em seu voar suave
Orgulho é o nome
da ilusão perdida
Que insiste
Em ser guardiã da virtude
Mesmo que nada fique
Mesmo que não mude nada.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Aqui na minha mente
Creio eu
Daqui pra frente
A vida
Há de correr depressa
Acredite sempre
Porém, se um dia perceber
Que tua fé
é incapaz de mover a montanha
Acredite no vento
Esteja descontente, às vezes
Mas jamais se esqueça
Que pra todo descontentamento
Há limite
Acredite no mundo
Mas se lembre sempre
"todo mundo"
é muita gente
Pois, daqui pra frente
O tempo vai voar
Acredito eu
Que não seja o caso
Só de crer
Mas de crer, tão piamente
Que acho até que chego a ver
Enferrujadas, carcomidas
Corroídas pelos dias
As correntes que prendiam
Meus pensamentos
Aos dias de Sol
Felizes dias de Sol
De uma imberbe criatura
Que sonhava
Sonhava com dias de Sol
Que olhava pores do Sol
Até que o Sol se pusesse
E depois sorria, satisfeito
Mas a bem da verdade
Nem via direito
Quando o Sol se punha
Só depois de um tempo
Só depois de tanto vê-lo ir
Um dia percebeu
Quando o Sol voltou no outro dia
Que aquele que ia
Aquele jamais voltaria.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva