Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora o retém até que do meio seja tirado.
Há quem se perca em busca de frases de amor,e há quem o viva sem achar palavras para poder decifrá-lo.
AUTO REFLEXÃO:
Há momentos na vida que tomamos decisões
As quais sequer sonhamos o que virá aflorar no futuro
Ai sim são momentos que muitas vezes por não ouvirmos
E só deliberarmos,
Temos a sensação que quase sempre atiramos
No próprio pé
Momento em que acordamos do sonho
E de maneira pragmática,
Ensaiamos formas mais elementares
De começarmos a entender
Que vivemos o mundo antiético, escuso onde as pessoas
Tratam melhor quem “Bem se Veste”
Os valores humanísticos, quase sempre são substituídos
Por bens Frívolos
Assim sendo, colocamos a cabeça no travesseiro e como a sentinela,
Assistimos o alvorecer
Contudo, o amanhã nos permite outra vez sonhar e sonhar...
Sonhando buscamos alçar grandes voos,
Com perseverança, atingimos o cume
Mesmo ainda descrente do semelhante
Volto a sonhar
Pois tenho comigo a certeza de que decidi com razão
Mesmo que para sanar o coração
Doravante, tudo, tudo é receita...
“ HÁ DE SE SEPARAR O TRIGO DO JOIO, EXISTEM OS GRAFITEIROS E SUAS POÉTICAS PINTURAS URBANAS. E SE INTRUSÃO OS PICHADORES E SEUS RABISCOS NEFASTOS QUE SUJAM E POLUEM OS ESPAÇOS URBANOS E SENTIMENTAIS”.
CRÔNICA AO COTIDIANO:
Há momentos que pensamos em um só instante Pluft... Jogar tudo para o alto e desaparecer... Evaporar em brumas e só!
Você ainda não se sentiu assim? Como se estivesse dentro de um quarto fechado sem entrada nem saído? Como uma roupa justa, justíssima, sob sol a pino. Feito uma gravata sufocando-lhe a respiração?
Quiçá o sapato mutilando seu quinto dedo.
É certo dizer que assim nosso mundo desaba sobre nossas cabeças deixando transparecer não ter fim todo esse sofrimento que sucumbe nosso bom humor em um contexto que propõe empatia.
Ah! Você não se liga? Ou nunca vivenciou?
Certamente és o pensamento de que as estações são mutáveis. De maneira seleta e glamurosa. Ah! Como é assustador esse nosso momento de ausência.
Ora! Quem nunca viveu esse tédio e suas maluquices em seu cotidiano de outrora?
Então, mirem-se nas Marias/Marias – Fateiras do nosso sobrevivente Araçagi que nas tardes de sexta-feira cantarolavam em suas margens enquanto lavavam seus “fatos” vendidos no dia seguinte na feira livre da “Esperança”.
Tais quais as lavandeiras do romântico Tejo, do imortal poeta português Fernando Pessoa que também foram vítimas dessa famigerada pantera austera.
Não obstante, só depois de crescidos convivemos com esse mal.
Todavia, só há um lenitivo para a cura desse Mal Agouro que assola a humanidade. Renascer... Deveras renascer.
Será? Ou quem sabe se espelhar nas Marias/Marias do Araçagi ou nas lavandeiras do Téjo que além de lavarem seus “Fatos”, deixavam fluir naquelas águas correntes seus tédios para aflorar a vida.
Série: Minicontos
VIRULÊNCIA
Frequentavam o parque aos fins de semana. Há dois anos foram vistos pela última vez. Partiram sem despedida. Mas o parque ainda está em si...
Série: Minicontos
RACISMO X ETNOCÍDIO
Há séculos. Congoleses e Angolanos sobre mar atlântico despiam-se da vida para a morte. E a história continua. Moïse fugia por léguas tiranas em busca de vida, e de maneira torpe encontra a morte. Havia 300 anos, e nos despimos da sorte de apreender a lição...
Série Minicontos
NAMORICO:
Há anos Toby namora July. Ela pensa em casamento, ele se apaixonar!
Nicola Vital
Sobre a literatura comercial, permeiam-se dois tipos de poeta e escritor.
Há aquele que reverbera o discurso em voga, cujo a crítica precisa ouvir. Hoje, por exemplo, destaca-se o discurso identitário para abrir portas. É o atalho ao púlpito dos intelectuais.
Outro, ainda que não dê vasão ao que a crítica e burguesia intelectual convenciona, possui capital financeiro podendo bancar sua obra independente. Talvez não comercial, mas igualmente palatável.
A escrita não deve complacência às convenções da elite intelectual. Ela é, em si, fomento do grito encerrado dos marginais.
O meu nome há de ser a sua
música favorita quando menos esperar vai se pegar cantando
porque sei que o seu coração
está todos os dias embalando.
Entre Enfeitados e Mascarados
dançando com o Boi Calemba,
Sou eu a dama deste folguedo
vestida com este gentil poema.
Quando este folguedo for findado
a Lua estiver bem posta,
e sem precisar de aposta:
não me negue a serenata
amorosa de cavalheiro apaixonado.
Só há um motivo para admirarmos alguém, pelo o que ele faz, o que ele faz mostra quem ele é.
Muita gente irá dizer: "todos roubam, é só mais um a roubar. Não tem problema algum". A estes eu só lamento pela paixão cega, pela sua auto destruição moral e sua dificuldade de percepção.
Há dois fenômenos políticos que me nego a compreender, de um lado a ingratidão dos que estão no poder e, por outro lado, a persistência do eleitor em salvaguardar a contínua ingratidão.
Pai, perdoai a nossa geração, que se apegou tanto a bens matérias e há muito tempo abdigou da essência espiritual.
Se há algo pelo qual me orgulho é a minha arrogância porque ela me serve de escudo as emoções ambulantes.
