Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Há dias tão difíceis de suportar, há situações que sugam tanto nossa energia. E por mais que tentamos ser fortes, ou nos fazer forte, a alma chora, padece e tudo que queríamos era poder dar colo ao nosso próprio coração.
Independente de qual relacionamento seja,ambos são negociações
Há acordo quando há benefícios entre ambos e desacordos quando não tem resultados satisfatórios entre os próprios.
Em tudo que é simples,
Há também complicação.
Em toda alma clara,
Há também a escuridão.
E ainda tu achas que encontraste a perfeição?
Não te esqueças que no âmago do inferno,
Habita um anjo.
Que outrora fora o mais belo,
E a Deus, tornou-se decepção.
Desça do teu trono
E se torne mais um aldeão.
Pois só aqueles que realmente se conhecem,
Entendem as fraquezas do teu coração.
Deixe essa soberania,
Que nem os deuses ousam ter,
Ou um dia terão.
E vejas que haverá beleza
Em toda imperfeição.
O que há dentro de nós sai
Pela nossa voz, então
Corre, luta, perde por esperar
Chora, ama, busca nosso lugar
POEMA DE MOTIVAÇÃO
DO OUTRO LADO DO TEU MEDO HÁ UM PALÁCIO (motivacional)
Do outro lado do teu medo há um palácio
guardado por arautos transidos em armaduras de grafeno
que empunham a mais altiva das bandeiras
onde tua “A Experiência Capital” luz timbrada
do outro lado do teu medo há um trono
de jasmim e memórias de lágrimas extintas
no centro do palácio, aeródromo sem check-in
que dá acesso direto ao terceiro céu
do outro lado do teu medo, muralhas
após há um ápice, pontiagudo platô
donde é possível contemplar, descarnada
e finda, tua ígnea saga de arromba-portas
do outro lado do teu medo, logo
ali, centímetros além de tua prematura
derrocada, há um jardim imorredouro
erigido em âmbar gris pelo Rei dos reis
do outro lado do teu medo, sete véus
d’além d’Avenida dos Procrastinados
ruas de honradez rebrilham sob o sol invicto
que lança sombras no ossário das desculpas
do outro lado do teu medo, enfim
há um princípio que a tudo dilacera, renovo
que além do precipício vocifera
e, em urros contra a tua covardia, aguarda.
Do livro CARTAS E RETORNOS (2021).
UM VERÃO EM MIM
Um indômito verão há em mim
E nele a poesia extasia
Entre as chuvas inesperadas
E os mormaços sufocantes
Eu lavo a alma
Mantenho a calma
Neste misto veraneio
Brinco, danço e canto
Celebro a vida
Encharco-me de fantasias
E se houver ventania de tristeza
O calor a transforma em alegria
Há dias que as palavras conversam com o poeta, mas há outros, que elas sentam-se ao lado dele, mas permanecem caladas.
Há seres de fato Humanizados no mundo?
O planeta é repleto de seres que procuram ser melhores?
...ou vivemos uma convenção
de Idiossincrasias?
...algo eu sei, que sei.
Sei que se não repensarmos nossos status, seremos engolidos por ele, oque seria uma séria estupidez!!!
Gênio meu...
Por três noites afinco bradei,
com a lâmpada nas mãos há esquentar.
Até provar o meu sagrado para um djin se manifestar.
Quando perseverante é o anseio,
o improvável se cumpre.
Como num passe de mágica,
eles dirão: - Foi só a tua sorte há brilhar!
" Todo o tempo de obra ,
Me houve arrojo de sobra ,
E agora há um ócio imposto
Que me traz certo desgosto .
Desperdicei tanta prata
Que a vicissitude deu a fiado
Fiquei mal - acostumado
A gastar com o que me mata .
Lira de Lahire .
( 014 )
Jenário de Fátima
ALGO NOVO
Tu despertas em mim coisas estranhas.
Que estavam há muito adormecidas
Guardadas...sepultadas escondidas...
Lá bem no fundo de minhas estranhas.
E agora já não tenho hora vãs...
Me apanho em risadas descabidas
Ou meio as canções indefinidas
Que vivo a cantarolar pelas manhãs...
Aonde isso vai dar não sei ao certo
Só sei que neste estranho riso aberto
Me sinto criança com novo brinquedo...
E já não mais vislumbro céus escuros
Há tantas estrelas, tantas sobre os muros
Demolindo um a um meus velhos medos...
Jenário de Fátima
Hoje acordei assustado
Percebi que tenho oito anos
Há um monstro do meu lado
E outros dois nos meus sonhos
Cadê meu pai?
Cadê minha mãe?
Que viessem me socorrer
Acho que o bicho-papão
Quer me todo comer
Hoje acordei cansado
Vi que tenho dezoito anos
Enterrei sonhos do passado
E realizei alguns planos
Cadê meu pai?
Cadê minha mãe?
Que viessem me socorrer
O adeus ao meu namoro
Eu quero mesmo morrer!
Hoje acordei casado
Vi que tenho trinta anos
Tenho filhos ao meu lado
Do jeito que planejamos
Cadê meu pai?
Cadê minha mãe?
Que viessem me socorrer
A minha conta de luz
amanhã já vai vencer
Hoje acordei solitário
Vi que tenho oitenta
E me cuida um voluntário
do asilo “Mais Sessenta”
Cadê meu pai?
Cadê minha mãe?
Que viessem me socorrer
Queria ao menos cinco minutos
Para de novo poder os ver
Mas hoje o tempo levou tudo
Deixando só a memória
Ando ficando meio confuso
Esquecendo de minha história
Quem é meu pai?
Quem é minha mãe?
Quem é você?
Quem sou eu?
(MURGH, Allan. Memória perdida. In: GONDIM, Kélisson (Org.). Vozes Perdidas no tempo. Brodowski: Palavra é Arte, 2020. p. 123).
“Reconheço-me em ti
Há algo em seus olhos...
Que que eu reconheço
Há algo em você que me leva para longe...
Quando chegas perto
Quando tiras-me o chão,
Quando deito-me em lençóis macios.
Algo em você uma parte de mim
Que eu reconheço...
Que me leva de volta ao passado
Que me leva para longe...
Eu não sei por quantas luas nos distanciamos
Eu não sei porque seus olhos me tiram o sono
Quando noites passamos sem dormir.
Algo em seus olhos...
Uma parte de mim que eu reconheço
Que me leva para longe...
Maryen R. Escobar Escritora
Tanta opinião deficiente, tão pouco me interessa saber... Há tanta fome e desgraça na terra porque não tentarmos solucionar isso, depois pensamos em viagens espaciais?
Afinal de contas o maior problema está aqui, não em Marti, ou no outro canto do espaço.
Há um provérbio russo que diz : "Para todo homem, como para toda fechadura, é preciso encontrar a chave certa."
A chave sempre foi um símbolo presente em minha família pois ela é um objeto que está relacionado à mudanças, fechamento, abertura, libertação, conhecimento adquirido, proteção e mistério.
Dependendo para cada situação achar a chave certa é uma tarefa difícil, pois ela se encontra muita das vezes escondida no amadurecimento em vez do coração.
Usar a luz do autoconhecimento também ajuda achar lá no compartimento da compreensão que as vezes não damos tanta importância devido insistir na chave da teimosia e daí ficamos trancados totalmente afável a inconsciência, limitado.
É preciso ter calma, paciência e observar .
