Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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Não há conversas sobre futuro juntos, e no presente discussão sobre o passado.

Há abraços que não
se desfazem,
mesmo quando
os braços se soltam.

Há um impacto poético que
acontece entre o mar e a falésia,
não como violência,
mas como reencontro de velhos cúmplices.O mar desfaz-se em espuma, a falésia em ecos.

Há mundos inteiros
dentro de um instante;
não é o instante,
mas o universo
que nele se abriu
dentro de nós.

Há diferenças entre não querer fazer algo e não conseguir iniciar. Por fora, os dois comportamentos podem parecer iguais. Por dentro, funcionam de maneiras completamente diferentes.

Pepita

Você não precisa carregar tudo até o fim só porque um dia decidiu segurar. Há pesos que deixam de ser seus muito antes de você perceber.

Pepita

Há relações que não terminam por falta de sentimento. Terminam porque o sentimento já não consegue sustentar sozinho aquilo que a relação exige.

Pepita de Oliveira

⁠Não há Saúde Mental sem Educação para Saúde Mental!

⁠Sem Educação Mental não há Saúde Mental!


Ou

Não há Saúde Mental sem Educação Mental!

Quando o Mundo Perde a Graça


Há dias em que o mundo se cala por dentro.
Não é ausência de som, é ausência de eco.
O céu continua azul, mas é um azul sem memória,
como se nunca tivesse guardado um grito de criança ou um beijo roubado.
O vento passa, mas não traz cheiro de terra molhada;
traz apenas a notícia de que está passando.
E a gente sente, no peito, um silêncio que não explica.


A graça se perde devagarinho, quase com educação.
Primeiro a gente para de correr atrás do caminhão de gás só para ouvir a musiquinha.
Depois deixa de desenhar corações no vapor do vidro do banheiro.
Um dia olha para o mar e pensa em conta de luz.
No outro, vê uma pipa rasgada no céu e calcula o tempo que falta para a reunião das três.
Crescer, descobrimos, é aprender a traduzir encantamento em utilidade.


A gente vai trocando os olhos de vidro por olhos de adulto,
e o vidro, coitado, não reflete mais arco-íris.
A gente aprende que rir alto é exagero,
que chorar é fraqueza disfarçada,
que dançar sozinho na cozinha é loucura que não se assume.
E assim, com jeitinho, vamos nos tornando pessoas sérias,
pessoas que precisam de motivo monumental para se permitir um sorriso sem destino.


Quando foi que desaprendemos de nos espantar com quase nada?
Quando foi que um passarinho pousado no fio virou mero pássaro,
uma criança fazendo bolha de sabão virou estorvo,
um velho segurando a mão da mulher depois de meio século virou apenas “casal de idosos”?
A gente troca a capacidade de ver milagre pela habilidade de ver problema.
E chama isso de maturidade.


Mas há instantes, raros, em que a cortina se abre sozinha.
Um homem entra no vagão tocando violão desafinado,
cantando com a voz rachada de quem já perdeu muito.
Todo mundo finge que não é com ele.
Até que uma senhora de coque branco e rugas profundas
começa a bater palma fora do tempo,
e canta junto, tão baixo que quase é prece.
De repente o vagão inteiro se lembra de que tem coração.
Alguém sorri sem permissão.
Outro deixa cair uma lágrima que não explica.
E por trinta segundos o mundo volta a ter graça,
como quem volta para casa depois de anos sem endereço.


Nessas horas eu entendo:
o mundo nunca perdeu a graça.
Ele apenas se cansou de oferecê-la a quem já não sabe receber.
A graça continua ali, inteirinha,
escondida no jeito que a luz atravessa a folha da árvore,
no som do portão rangendo como se dissesse “bem-vindo de novo”,
no cheiro de bolo que vem da casa de alguém que a gente nem conhece.


Ela espera apenas um olhar que ainda tenha coragem de ser criança,
um coração que aceite se surpreender sem pedir certidão de utilidade.
Porque a graça não mora nas coisas grandiosas.
Mora exatamente onde a gente desaprendeu a olhar.


E talvez a única revolução possível
seja voltar a se espantar com quase nada,
voltar a correr atrás do caminhão de gás,
voltar a desenhar no vapor,
voltar a dançar na cozinha sem plateia.


Talvez o mundo só volte a ter graça
no dia em que a gente parar de ter vergonha
de ter alma.

O Clamor Da Desesperança


Há um clamor no fator desesperança
que não se ouve com os ouvidos,
mas com a pele inteira,
como se a noite inteira se encostasse na gente
e sussurrasse, sem pressa, a mesma frase antiga:
“Não há mais depois.”


É um som que não ecoa,
porque não há parede que o devolva.
É um grito que não rasga o ar,
porque o ar já se cansou de ser rasgado.
É o silêncio que se faz tão denso
que começa a pesar nos ossos
e a gente carrega o próprio vazio
como quem carrega um filho morto nos braços.


A desesperança não grita.
Ela instala-se.
Ela toma o lugar do sangue,
circula devagar,
vai pintando de cinza os sonhos que ainda ousam nascer.
Ela não nega o amanhã;
ela simplesmente o torna irrelevante.
É o único deus que cumpre todas as promessas:
promete nada
e entrega exatamente nada.


E, no entanto,
dentro desse clamor sem voz
há uma pulsação quase imperceptível,
um tremor que não se rende.
É a parte de nós que ainda lembra
que o abismo também olha para trás
e que, às vezes,
o abismo pisca primeiro.


Porque a desesperança é absoluta
só enquanto não for olhada nos olhos.
No instante em que a encaramos,
sem desviar,
sem pedir licença,
ela perde o monopólio da verdade.
Começa a rachar
como parede velha que já não aguenta
o peso de tantas ausências.


Há um clamor no fator desesperança,
sim.
Mas há também,
no meio do peito que se calou,
uma brasa teimosa
que não pede permissão para continuar queimando.
Ela não ilumina o caminho inteiro.
Ilumina apenas o próximo passo.
E isso,
contra todo o escuro que se acha eterno,
já é rebelião suficiente.


Porque o desespero é grande,
mas o ser humano
é especialista em fazer nascer jardins
exatamente onde juraram
que nada mais cresceria.


E é aí,
na fenda mínima entre o “nunca mais” e o “quem sabe”,
que a vida,
essa contrabandista insolente,
sempre volta a passar.

CHÃO PRETO II




Há um lugar distante
onde a relva perdeu a cor,
a seiva já não percorre as entranhas
e a chuva não umedece o chão.


O arado corta a terra,
finca as pontas como a rasgá-la
e diz:


“Tu és chão e terra preta
onde fornicas com as sementes
de onde nascem abrolhos
e não pureza.”
Teu chão é preto
como um coração amargurado.
Seca, já não recebes
o orvalho das manhãs
que outrora encantavam
teus pomares.


Vieste do seio da terra
e abdicaste da formosura.
Como a praga que emudece
e rouba a clorofila das plantas,
assim estás entre os picados
pelo besouro de prata:
secaste, cegaste,
planta que fenece sem luz.


E desse esvaziamento nasceu
teu intento, abrasivo e tenro,
prostituindo a alma,
despertando forças obscuras,
beijando o sinete do rei
que te fez algoz
da própria sorte.
Jaz adormecido
esplêndido
na tua bolha.


A cantiga que o vento soprava
e te fazia dançar
hoje te quebra
no limiar das pétalas.
Entre tantos adubos,
restou-te apenas
tornar-te mais um.


Ergam as mãos
e atire a primeira pedra
quem saiu ileso.
Evoquem os deuses
e, em assembleia abstrata,
certifiquem a falsa epopeia
dos grandes vassalos
que, com retóricas altivas,
oprimem esta terra
e fazem dela
chão pisado.


Ysrael Soler

Não há nada mais marcante do que a efemeridade. Os efêmeros sentem tudo de forma única, com a certeza de que o tempo nunca pode ser vivido de maneira igual.

"Há momentos em que a resiliência da água não basta; é preciso a coragem do cinzel, pois certas liberdades só nascem do impacto que rompe o obstáculo."

"Há momentos em que a resiliência da água em contornar a pedra não basta; nas relações humanas as vezes é preciso a coragem do cinzel, pois certas liberdades só nascem do impacto que rompe e destrói o obstáculo."

Há algo doloroso em crescer enquanto, diante do espelho, ainda enxergo a criança que o tempo não conseguiu levar de mim. O mundo me chama de adulta, coloca responsabilidades sobre meus ombros e espera que eu saiba caminhar sozinha, mas, por dentro, ainda procuro a mão que um dia segurava a minha. Talvez crescer seja essa contradição silenciosa: o corpo aprende a envelhecer enquanto a alma permanece sentada em algum lugar do passado, tentando entender em que momento os dias correram tão depressa e por que ninguém avisou que, um dia, eu teria que dizer adeus à infância sem jamais estar pronta para deixá-la partir.

Não há nada mais estimulante
para a inveja e a maldade alheias
do que ser alheio a elas.


Nada incomoda mais aqueles que se alimentam da desgraça alheia do que perceber que suas provocações não nos alcançam, que suas palavras não nos ferem e que suas atitudes não têm o poder de nos desviar do nosso caminho.


A inveja deseja nos ver diminuídos;
a maldade, provocar em nós alguma reação. Ambas se frustram quando não encontram espaço em nossa vida.


Ser alheio à inveja e à maldade não significa ignorar sua existência, tampouco ser indiferente ao sofrimento humano.


Significa não permitir que a pequenez dos outros determine a grandeza dos nossos sentimentos, a direção dos nossos passos
ou a paz da nossa consciência.


Há uma força silenciosa em não se deixar contaminar pelo que vem para nos diminuir.


Afinal, quem conhece o próprio valor não precisa disputar reconhecimento com a inveja, nem desperdiçar a própria luz tentando iluminar a escuridão alheia.


✍@MiriamDaCosta

Tenha cuidado com algumas pessoas, sim, mas não julgue todas por causa de algumas. Há muita gente que realmente quer o seu bem, que torce por você e que ama você de verdade.

Antes de julgar alguém, peça sabedoria a Deus. Antes de acreditar em todo pensamento que surge em sua mente, coloque-o diante dEle.

Que Deus continue cuidando do seu coração, do meu coração e do nosso coração.

Não há distância, nem circunstâncias, que te podem separar do amor de Deus, só basta aceitar e ele tudo fará por você, e um novo amanhã vai nascer em teu viver

Há causas em que a maior vitória não está em vencer o impossível, mas em descobrir que o impossível era apenas um problema ainda não inteiramente compreendido - e fazer com que, ao fim, o Direito encontre aquele a quem pertence.