Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa

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Na religião, como na vida, não há coisa pior que a cegueira.
frases cristãs vol. 2⁠

O valor, a verdade ou a luz só têm sentido quando nos dispomos a enxergá-los. Se não há abertura interior, é como se uma montanha de ouro não existisse.

Há quem procure a felicidade viajando constantemente para fora por não encontrar paz ao viajar dentro de si mesmo.

"Não há melhor bússola para o sucesso do que as lições ensinadas pelos próprios erros. Aprende-se mais com os erros que com os acertos."

Não sei quem sou
Fraude de mim mesmo
Espaço vazio.
Tudo que eu quero
É não querer.
Não há escolha
Sacrifiquem-me!
Não sou imaculado
Mas de algo deva valer.
Não há culpados.
Conflitos internos.
Só tenho um pedido
Não tenham pena.
Estou aqui há muito tempo
Este é só mais um dia.
De volta a margem.
Degrau por degrau.
Cuidado com as quinas.
Você não é o culpado.

Incertezas

Não há compreensão,
nunca houve meio termo.
As dúvidas crescem
como ervas daninhas
no solo árido da mente,
raízes que se entrelaçam
em pensamentos turvos,
sufocando a razão
até que tudo se torne sombra.

Lacunas permanecem abertas,
como feridas que rejeitam o tempo,
casos interrompidos,
histórias sem ponto final,
rastros apagados
por tempestades de incerteza.

Não há culpados,
não há suspeitos,
apenas eu,
rodeado por um tribunal vazio,
onde o silêncio se ergue
como juiz implacável,
condenando-me
por crimes que desconheço.

Não há em quem confiar,
pois até meus próprios olhos
me traem,
distorcendo reflexos
num espelho que fragmenta
quem penso ser
no caos que persiste,
como se eu mesmo fosse
o enigma que busco resolver.

⁠Minha agenda está lotada não há espaço para assumir compromisso com a morte.

MIGALHAS DA GRANDE MESA — DISSERTAÇÕES.


Há momentos em que a alma não precisa de grandes acontecimentos para perceber que está diante de uma escolha. Às vezes, basta uma pequena “migalha”, uma palavra, uma prova, uma renúncia, uma dor ou um encontro, para revelar aquilo que ainda precisamos transformar em nós.


Em Migalhas da Grande Mesa — Dissertações, Marcelo Caetano Monteiro propõe uma reflexão sobre a reforma íntima a partir de duas expressivas passagens do Evangelho: a parábola do rico e de Lázaro e o encontro de Jesus com a mulher cananeia. Entre a mesa repleta e as migalhas desejadas, entre a necessidade humana e a resposta divina, surge uma questão essencial: o que estamos fazendo com aquilo que a vida coloca diante de nós?


Inspirada também na questão 919 de O Livro dos Espíritos, esta obra procura deslocar a reforma íntima do campo das ideias para o terreno concreto da existência. Não se trata apenas de reconhecer nossas imperfeições, mas de observar pensamentos, escolhas, hábitos, sentimentos e atitudes que, silenciosamente, constroem aquilo que somos.


As “migalhas” tornam-se, assim, símbolos das pequenas oportunidades de crescimento que muitas vezes desprezamos por esperar transformações grandiosas. O Evangelho, porém, pode ser encontrado justamente nos detalhes: na palavra que evitamos proferir, no perdão que resistimos a conceder, na vaidade que precisamos vencer, na responsabilidade que tentamos transferir e na caridade que podemos praticar sem testemunhas.


Este livro não pretende oferecer fórmulas prontas para a transformação espiritual. Convida o leitor a olhar para dentro, reconhecer-se diante do Evangelho e compreender que a verdadeira mudança começa quando deixamos de esperar que o mundo se transforme por nós.


Porque, diante da grande mesa da existência, talvez não nos falte alimento espiritual. Talvez nos falte apenas aprender a reconhecer, receber e aproveitar as pequenas oportunidades que diariamente nos são oferecidas.


Marcelo Caetano Monteiro.

Meu segredo, escrevo-te como quem confessa ao teclado aquilo que a boca não ousa dizer, pois há em mim uma chama que nunca se apagou desde a juventude, quando teus olhos foram o primeiro altar onde depositei meu coração. O tempo passou, as estradas se multiplicaram, mas em nenhum lugar encontrei descanso igual ao que encontro na lembrança de ti. Talvez sejamos apenas dois prisioneiros de uma memória, talvez sejamos promessa suspensa no tempo, aguardando o instante certo para florescer outra vez. Não sei. O que sei é que, mesmo no silêncio, continuo sendo guardião do invisível que nos une. Há noites em que sinto teu perfume escondido no vento, como se a vida me lembrasse que ainda és a fonte capaz de saciar a minha sede. E se um dia este amor não passar de lembrança, que seja uma lembrança eterna, pois prefiro ser condenado à saudade de ti do que absolvido de te amar.

Há dores que não gritam... apenas ecoam no silêncio. Há corações que não batem... apenas cumprem o rito de estar vivos. E há almas que, de tanto sangrar invisivelmente, aprenderam a viver em estado de ausência.

Morrer? Como se mata o que já morreu por dentro? O que foi despido de esperança, esvaziado de fé, consumido pela saudade? O que vagueia entre os vivos, mas pertence ao território dos fantasmas?

Talvez morrer seja um luxo reservado aos que ainda têm algo a perder. Aos que ainda amam, aos que ainda sonham, aos que ainda acreditam. Porque há quem não morra... apenas continue existindo, arrastando o corpo onde a alma já não habita.

E é aí que mora o verdadeiro fim: não no instante em que o coração para, mas no momento em que a vida deixa de pulsar dentro do olhar.

Há amores que não pedem casa, pedem abismo. O nosso foi assim: intenso, especial, mas inabitável. Não por falta de sentimento, mas por excesso de medo. Não por ausência de amor, mas por incapacidade de o sustentar no mundo real. O que existiu entre nós nunca foi pequeno... apenas nunca encontrou chão.

Nós nos amamos no território onde tudo é permitido: na palavra, na promessa, na eternidade abstrata do “para sempre”. Ali, o amor era livre, belo, absoluto. Mas quando se aproximava da vida concreta (do tempo, das escolhas, das consequências) ele recuava, tremia, se escondia. Amar, para nós, não era encontro: era vertigem.

Você me amou sem me escolher. Eu te escolhi sem poder te ter. E nesse descompasso, criamos um laço feito de presença e ausência, de retornos e fugas, de silêncios que gritavam mais do que qualquer declaração. Não foi mentira. Também não foi completamente verdade. Foi sentimento sem morada.

O que nos uniu não foi a possibilidade de ficar, mas a impossibilidade de partir por completo. Eu fui o lugar onde você sentia sem precisar decidir. Você foi o lugar onde eu esperava sem poder avançar. Um amor clandestino não por traição apenas, mas por existir fora do tempo certo, fora da coragem necessária.

E ainda assim, isso não me diminui. Nem te transforma em vilã. Mas nos impede de seguir.

Porque há amores que não adoecem por falta de afeto, e sim por falta de destino. Eles não morrem... suspendem. Ficam pairando como uma música bonita demais para ser interrompida, mas dolorosa demais para ser repetida.

Talvez seja isso que fomos: um amor real demais para ser esquecido, e impossível demais para ser vivido. E amar assim é belo, mas ninguém mora no abismo.

Eu não sei se alguma vez consegui te dizer isso da maneira certa, mas há momentos em que sinto tua falta de um jeito que me desarma... É uma saudade quieta, dessas que chegam quando tudo ao redor silencia, e então me vem essa inquietude difícil de afastar: imaginar que eu possa atravessar o resto da vida sem o teu amor.


Há noites em que acredito que o tempo finalmente fez o seu trabalho, que aquilo que senti encontrou um lugar sereno no passado. Então, sem aviso, você atravessa meus pensamentos, não apenas como lembrança, mas como presença, e percebo que certas coisas não desaparecem: apenas aprendem a viver em silêncio.


Há algo doloroso em saber que uma pessoa pode estar tão distante e, ainda assim, permanecer tão perto de um lugar que a razão não alcança. Eu segui, a vida seguiu, vieram outros dias, outros caminhos, outras versões de mim, e aprendi que continuar não significa necessariamente esquecer.


Talvez seja isso que ainda me inquieta: existe uma parte da minha história que terminou, mas nunca encontrou um verdadeiro fim dentro de mim. Uma parte de quem eu era ficou naquele tempo, naquele sentimento, em tudo aquilo que fomos... e também em tudo aquilo que poderíamos ter sido.


Talvez alguns amores sejam assim: não chegam para permanecer ao nosso lado, mas deixam em nós algo que permanece, uma espécie de ausência que o tempo não preenche porque, no fundo, nunca foi apenas a falta de alguém, mas a falta de uma vida que poderia ter existido.


Não tenho medo da solidão. Tenho medo de chegar ao fim de uma vida inteira, quando já não houver futuro para me distrair nem tempo para me convencer de qualquer coisa, e descobrir que, por baixo de tudo o que vivi, ainda existia aquela mesma verdade que durante tantos anos tentei silenciar:


eu teria querido viver esta vida com você.

De quando meus lábios tocaram aos teus...
Não há um dia em que os meus não se perguntam onde está os teus? Seja perto seja longe, tanta saudade me consome..
Me perder nos teus olhos ja é costume,
Me soltar no seu abraço não me confunde
Mas encontrar um beijo seu... é aquilo que o coração assume.
Tal sentimento não se resume, bom é estar perto a ti, melhor é sentir que Samos tão nós, que "eu" e "você" deixou de existir.
Queria saber explicar, como um beijo seu me ajuda a melhorar, mais prefiro recitar, que um beijo seu é tudo aquilo que eu desejo encontrar.

O Sagrado Direito de Não Querer


Há um momento na vida em que a maturidade nos convida a fazer as pazes com a nossa própria verdade, e foi exatamente essa intuição que hoje tocou a minha alma. Eu finalmente entendi o que eu não quero mais aceitar. Eu não quero mais rir sem vontade, fingindo uma alegria que o meu coração não sente apenas para manter as aparências. Eu não quero estar em lugares onde a minha presença não cabe, onde eu não sou vista de verdade ou onde claramente não querem que eu esteja. Recuso-me a compartilhar o meu tempo com pessoas que magoam, que não sentem a minha falta e que me dão a nítida sensação de que estar ao meu lado é uma espécie de favor. Eu não quero ir a lugar nenhum sem querer, arrastando os meus passos por obrigação ou permanecendo em espaços onde as pessoas só me aceitam por insistência minha. Dizer esses "nãos" para o mundo não é egoísmo; é um ato de sobrevivência espiritual. É escolher a honestidade de ser quem eu sou, reconhecer a minha própria importância e proteger o altar da minha paz interior.

A pior maldição, não é quando há sofrimento, mas, quando não há distinção entre o correto e o errado 😓, e as bases, não são firme para a alma.

Há muitas fomes por aí, mas a que pertuba os humanos não é de comida mas de carnificina e sangue, e os seus golosos são escravos dela, não mestres.

Não sei se é doença ser moral ou ofício ser ético, mas valores só tem valor quando há paz.

A consciência quando não sabe vira escravo do ambiente, quando implica está há um fio da loucura. Espero que haja respeito.

O cupido me mostrou o que é o amor e o amor disse para a fidelidade que sem alegria não há bondade e sem bondade não há paz.

⁠há pessoas que estão acostumados a se alimentar com as maldades, por isso elas não querem só ver você no chão, elas querem te enterrar vivo!🤭