Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
“” Talvez seja isso que temos todos os dias
Talvez não
De fato há uma magia quando se fala de amor
Um eterno drama..
Ser ou não ser
Os impossíveis ficam na história
Outros não
Talvez seja isso
“” O impossível é que faz o amor eterno...””
Eu acredito que há uma história para nós dois
estamos no meio dela e não há como negar
até o destino tem ajudado, nos colocando lado a lado
mas o que acontece com a gente afinal?
" Há uma contramão no desânimo coletivo e infundado, os bons sobreviverão por não fazerem parte da roda e quando tornam-se circulares, possuem freios..
Entre o sim e o não
há uma decisão
um desafio
uma confissão
um caos instalado
um paraíso, ao alcance das mãos
entre a dúvida e a convicção
um legado, de sorte ou de dor...
Não há uma substancial relevância na opinião e conselho de quem não viveu o problema e suas sequelas
Não há uma só vida, mas vidas, que se assemelham, se parecem, mas não são iguais. Em diversos fragmentos, as mais concientes lutam para se aproximarem, se aceitarem, se unirem, se respeitarem, numa tentativa de tornarem-se única. Contudo, infelizmente, algumas, quando não nascem com a maldade intrínseca, se corrompem, adoecem e se tornam más - é por isso que o lindo ideário nunca consegue se formar totalmente
"Quando a verdade diz uma mentira, há quem não suspeite, quando a mentira diz a verdade, há quem suspeite, suspeito de toda verdade que se justificada".
Ontem fez uma noite linda
Como há meses eu não via
Não sei dizer se não atentei
Ou se foi a lua que não veio
Pode ser que eu só tenha olhado pro chão
Ou que foi o meu lado sombrio
Haja vista se era frio ou calor, nada senti
Tem coisas que a vida faz
Assim como as dores
Com o passar dos dias
Nem se reconhece mais nem flores
Não sei dizer se era dor
Só sei lembrar que doía
Chega um tempo em que não faz menos sentido
Até que, numa noite qualquer, nem mais
Se vê que a lua é linda, ainda
Mas que os seus olhos de vê-la
Não olham com a mesma lógica
Nem mesmo com a mesma óptica
Por isso não vê como a via
O coração, de forma arredia
Pede explicações da vida à ela
A vida, cansada de vivê-la, bruxuleia a lua
Qual fosse nada mais que luz de vela
A esperança traz a estrela da manhã
O cansaço trança as pernas, lança um olhar ao tempo
Com ar de cumplicidade criminosa
Um sorriso sereno, que parece inofensivo
Num truncado impiedoso que esse tudo fez da gente
Uma corrente de vento, um frio recorrente
Saudade cortante de algo que nem viu ainda
A face linda da lua escondida
Um lado desconhecido da noite e da vida
Não sei dizer se era silêncio
Ou se era apenas uma ausência de ruido em meus ouvidos
Naquela hora sagrada, em que a vida não diz nada
Onde um coração, calejado, entende tudo
E se lembra de uma frase há muito lida
Descobre que a compreendeu, com ar de sabedoria
Embora tarde, era sobre outra coisa que ela versava
Arde de forma boa, como a noite linda
E que tinha sido linda desde sempre
Pode ser que tenha sido eu a deixá-la voar à toa
Que mirei o olhar ao chão e que ali deixei ficar
Por que não há de ser o mundo assim também?
Edson Ricardo Paiva.
Não há mal que pra sempre dure e nem verdade que permaneça eternamente oculta. A mentira é uma bola de neve que o mentiroso tenta levar sorrateiramente montanha abaixo....em determinado momento ela fica tão insustentável que o mentiroso simplesmente não tem mais domínio sobre ela, que lhe escapa às mãos e corre ruidosa e rapidamente para o local mais baixo do baixo do baixo, onde se encontram todos os mentirosos e ali ela explode, deixando à vista as milhares de pequenas mentiras que nela se acumularam, impregnaram e apodreceram. As pessoas honestas sabem qual é o peso da desonestidade, são honestas para não passar pela vergonha de ser descobertas. O mentiroso contumaz é tão desprezível, que mesmo desmascarado permanece a negar, pois acredita que a mentira e a desonestidade são direitos seus e não incomodá-lo é obrigação de todos. O maior medo do mentiroso é ser enganado, mostre-me uma pessoa desconfiada e eu te mostrarei um mentiroso.
A Força que tu és em ti e além.
Há algo em cada ser que não pode ser nomeado.
Uma vibração antiga, anterior ao próprio pensamento.
Vem das origens, quando o mundo ainda era apenas respiração e promessa.
Essa força, que alguns chamam destino, é o fundamento invisível sobre o qual cada vida se ergue.
Em certos instantes ela desperta às vezes no meio da dor, outras na solidão que se instala como noite.
Então, o homem percebe que não caminha sobre a terra: é a terra que o atravessa.
Os rios fluem também por dentro dele; as montanhas se erguem em seu silêncio.
Nada é alheio. Tudo o contém.
Contudo, essa força não guia oferece-se.
Pede direção, pede forma, pede gesto.
Não se impõe; aguarda o instante em que o ser humano deixa de resistir e começa a escutar.
Quem a escuta, muda.
Quem a molda, cria.
Quem a nega, se dispersa em suas próprias sombras.
Há um ponto em que o espírito compreende que a vida não é espetáculo, mas tarefa.
O mesmo sopro que move as estrelas habita a respiração de um só instante.
E é ali, no íntimo dessa respiração consciente, que o homem reencontra a si mesmo.
Transformar-se é o trabalho de toda uma existência.
Não é vencer o mundo, mas reconciliar-se com ele.
Dar à força interior o rosto da ternura, a direção da coragem, o tom sereno da maturidade.
Quando isso acontece, o ser já não precisa buscar sentido ele se torna o próprio sentido.
Assim, a natureza em ti deixa de ser impulso e se converte em substância espiritual.
Nada de grandioso se impõe; tudo se eleva discretamente, como uma chama que não precisa de vento para permanecer acesa.
Tu és essa força, e és também quem lhe dá forma.
O universo apenas te oferece o barro; és tu quem o transforma em rosto.
PRINCESA DA NOITE E O TRÂNSITO DO INAUDÍVEL.
Há uma noite que não começa no escuro.
Ela principia no primeiro intervalo entre dois sons.
Antes do acorde existir.
Antes da mão tocar a matéria do mundo.
Essa noite caminha em passos regulares.
Não corre.
Não implora.
Ela avança como quem conhece o destino e mesmo assim aceita cada desvio.
Seu pulso é constante como a respiração antiga da terra.
Seu coração repete arpejos como quem recorda uma memória que nunca foi esquecida.
Surge então a Princesa.
Não coroada por ouro.
Mas pelo silêncio que antecede cada nota.
Ela não reina pelo poder.
Reina pela permanência.
Tudo passa ao redor.
Ela permanece.
Seu vestido é tecido de sombras móveis.
Cada dobra nasce de um grave profundo que sustenta o mundo sem pedir reconhecimento.
Os sons baixos são colunas invisíveis.
São raízes que se enterram no tempo para que o céu não desabe.
A melodia não se impõe.
Ela se inclina.
Desenha curvas como quem respeita a dor do existir.
Há doçura em sua ascensão.
Mas nenhuma ingenuidade.
Toda nota sabe que cairá.
E mesmo assim sobe.
Quando a linha melódica se eleva.
Não é fuga.
É coragem.
É o espírito ousando olhar acima da própria noite.
Mas logo retorna.
Porque sabe que a verdade não mora no excesso.
Mora no equilíbrio entre desejo e limite.
O tempo não se rompe.
Ele se alonga.
Cada compasso é um passo dado com reverência.
Como antigos peregrinos que sabiam que chegar rápido era perder o sentido.
Há um momento em que a música suspira.
Não por cansaço.
Mas por compreensão.
Ali o som aprende que não precisa provar nada.
Apenas ser.
Os arpejos continuam.
Pacientes.
Persistentes.
São como estrelas repetindo o mesmo gesto há milênios.
Nunca cansadas.
Nunca apressadas.
E quando a intensidade cresce.
Não se torna violência.
Torna-se densidade.
A noite se adensa.
A Princesa caminha mais alta.
Mas não mais distante.
Ela conduz o ouvinte para dentro.
Não para fora.
Porque toda verdadeira epopeia não é conquista de terras.
É travessia da alma.
No trecho final não há triunfo ruidoso.
Há aceitação elevada.
O som repousa como quem cumpriu sua tarefa eterna.
Nada foi perdido.
Nada foi ganho em excesso.
A noite fecha os olhos.
A Princesa permanece de pé.
Guardando o que não pode ser dito.
Sustentando o mundo com a delicadeza de quem conhece o peso do silêncio.
E quando o último som se dissolve.
Não é fim.
É retorno ao invisível.
Pois a verdadeira música não termina.
Ela continua onde o ouvido já não alcança.
Não há saída para quem nunca tentou
fugir
Não há conflito para quem nunca enfrentou uma guerra
E não há futuro para quem nunca esqueceu o passado.
