Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
tua boca provoca sede
de mil sóis em deserto árido
teu olhar desperta inveja
no universo
seu jeito único de ser
mostrou-me o fim
de minha existência
e o nascimento
de uma nova vida
possibilidade antes
improvável..
"Naquela noite, eu lembro ainda,
tua boca me sorria.
Sonhavas mil beijos, talvez,
quem o saberia?!
Só sei dizer que ressonavas tranquila...
Dir-ser-ia
ser, naquele momento,
o mais belo anjo que dormia..."
Por mil dias, direi que te amo
Por mil horas, meu coração será teu
Por mil minutos, minha boca só saberá o gosto da tua
E por mil anos quero que cada mil desse se repita
Novamente ele surgirá
Assim é dois mil e vinte um...
Nasce, morre e ressuscita.
Veio para dizer, mas ninguém escuta.
O barulho hoje é alto e tenebroso.
Mas, o que houve com o planeta?
Está se repetindo e ninguém vê?
Todos estamos: cegos e surdos....
Em dois mil e vinte e um, sorrir lembrando do Mussum, dançar ao som do Olodum, viajar para Cancun ou Cafarnaum, tomar um rum ou um suco de jerimum, comer um atum, rezar para Ogum, ouvir um mutum e se houver um zumzum, sem problema algum, como um cidadão comum, celebrar a vida e a liberdade, soltando um pum.
Renasça-me mil vezes antes do amanhecer
assim como os ponteiros debocham do raiar do Sol
o frio entra por algum lugar esquecido ...
talvez venha da memória
na memória não existem sonhos só passado e cemitérios
ouso não fechar os olhos e vejo ao meu lado anseios
peço à Deus que essa noite não acabe
e o sol seja apenas uma lembrança remota e ancestral
hoje percebi que não sou mais homem...
sou menino
pois sou eu apenas nos seus braços e nada mais
não sou luz ou trevas
não sou solidão ou devaneio
sou ser criado e moldado por seus olhos
não me esqueça memória
viva-me...
viva-me como se deve
minuto por hora sem esquecer os segundos
melhor... esqueça o tempo
esse algoz não é nada
o sol aparece tímido mas não importa
a vida só começa quando você abre os olhos
Bênçãos mil, amor de montão. Que o nosso amor seja tão grande que a maldade, inimiga do bem, saia rapidinho dos nossos caminhos. Que a paz faça morada em nossas almase em nossas casas.
Que saúde, alimento, para o corpo e para alma, não nos falte.
Nos momentos difíceis, temos Deus, o sagrado que nunca nos desampara. Obrigada por mais esse dia senhor dos senhores. "DEUS"
A MÁSCARA (ou: Pequeno Enigma para ser lido de mil maneiras)
.
.
O Homem Velho sentou-se ao bar
onde costumava tomar um gole
Pediu daquela vez um suco
antinatural
ao invés da cerveja
quase habitual
.
Despiu o par de luvas brancas
revelando a mão inédita
Olhou, em torno, as caras sempre as mesmas
todas desfiguradas por uma triste alegria
Eternamente tão banal
.
E num gesto novo, já premeditado,
ele arrancou do rosto o que era máscara
desfazendo a falsa face do Homem Velho
na nova imagem, ainda nunca desvendada
.
E aquela gente, entre-surpresa e fascinada,
fitou o Homem Novo que então se revelava
mas logo dissolveu-se tudo em riso escárnio
e a multidão zombou do que se lhe mostrara
.
Não que a face nova fosse em si ridícula
ou contivesse traços engraçados
Simplesmente era destoante
ao olhar convencional e redundante
.
Ou nem isso, apenas dissonante
em seqüência imediata à velha face
à cuja imagem bem comportada
todos os olhos se acomodaram
.
Diante do riso o Homem Novo
Por um momento de fraqueza envergonhou-se
Mas logo percebeu que não eram faces que riam
mas outras máscaras ainda não tiradas
.
E removendo do seu ser os últimos resíduos
do Homem Velho que antes fora
abandonou na mesa a vergonha
que a sua face nua já não irradiava
..
Nunca mais retornou àquele bar
e os homens de máscara que ficaram
jamais souberam que algo mudara
senão por um Homem Velho que faltava
[publicado em Falas Breves, nº9, 2021]
Dois mil vinte e dois
A melhor versão de você
Dois mil e dois
Ano, mês e dia
Dois mil e um/maio/vinte e cinco
A minha data de nascimento
Dois dedos é V com vitória
O mão em V de vitória
Dois dedos e dois dedos
Paz e amor, ou amizade
Dois dedos e V em número romano
O meu número da sorte é 25
A poesia avisa
Tua conta está cheia.
Tuas mil cabeças de gado.
Teu pé está no chão.
Tu ta sufocado.
Colabora com patifarias.
Continua calado.
O poderio comandando.
Tua alma ele, o poder do dinheiro ta comprando.
Alto lá.
A poesia está avisando.
A graça é de graça, inocentes pagando.
Queres tu ganância, matança colaborando.
Te tomas por maioral.
Que envenena o povo, contamina o emocional.
És tu que tens olhos tecnológicos, que tudo vê.
Guarda o arquivo do povo.
Afim de articular, acusar pela força do braço prevalecer.
Nossos corpos, afinal.
Tomados de chips, no sangue, sinapses surreal.
Plano besta diabólico.
A vida artificial.
Teatro de rua, psicotronia, gangs tal.
Jogo no ventilador.
Eu fui julgado, Jesus me libertou..
A ganância, o ódio, a fúria, toda ira também vai ao tribunal.
Não inveje o nada.
Pois todo teu veneno, é o teu mau.
Engula, faça seu próprio carnaval.
Giovane Silva Santos
As curvas do vento chegando
sopram todo o frescor.
Jogam para longe as lembranças
em mil pétalas sem cor.
Nas voltas que a vida dá,
o vento muda a direção,
traz sorrisos multicores,
desmanchando o coração.
O sonho ao sabor do tempo
nos ensina sem cessar,
que a liberdade do vento
traduz-se no transformar.
A mente a mil e nenhuma palavra ou frase vem, talvez o amanhã seja a chave para essa mudez provisória e quebra de incertezas, que flutuam como folhas secas ao vento. A saudade é um dom que Deus deu a quem ama a vida, pois só a sente, quem faz da vida uma página, lida dia após dia, ano após ano para todo o sempre.
Mesmo que o véu negro que oculta a pálida face doentia das ardilosas mentiras rasgasse em mil pedaços perante ti e tuas fantasias, ainda assim não verias a verdade.
Tem gente que segue a rigor, ao relato que diz a auto-ajuda, "se cair mil vezes, levante e fique de pé mil e uma vez "
Porém nem analiza porque caiu, nem se reinventa pra alterar o paradoxo vigente.
Sou poeira das estrelas ...
semente de mil sóis...
sou o fogo que arde no coração do devoto e no intimo do ateu....
sou o mais amado e o mais misterioso e até no pensamento dos planetas ressoa minha musica...
de esferas infinitas vim...
onde nem inicio nem fim pode-se encontrar...
eis me aqui filho de Zion...
eis seu mais encantador dos amores....
Eu Sou
Jeran Del'Luna - O Gitano
