Ha mil Razoes para Nao Amar uma Pessoa
Regando a planta.
Sozinho me deito.
Na madrugada, me levanto.
Um aperto, uma dor.
Não era frutífera, ainda sim, há uma lagarta me roubando.
Diano,
Desde que você se foi, em 2016, parece que uma parte de mim ficou vazia, perdida. Não passa um dia sem que eu sinta sua falta, sem que eu pense em tudo que vivemos e no quanto você foi — e sempre será — o amor da minha vida.
Você me entendia como ninguém. Às vezes, acho que só você me entendia de verdade… só você conseguia me enxergar por inteiro, além de tudo, sem julgamentos, sem máscaras. Perto de você, eu podia ser quem eu realmente era.
Sinto tanta falta dos seus conselhos, do seu jeito único de me acalmar, da sua presença… Tem dias que eu só queria poder sonhar com você, nem que fosse por um segundo, só pra ouvir a sua voz de novo, pra sentir aquela força e aquele carinho que só você sabia me dar.
Você falava tanto do escuro, do onze e vinte… essas coisas ficaram marcadas em mim, como tatuagens invisíveis que nunca vão sair. O escuro agora é diferente, é mais frio, porque você não tá aqui…
Diano, meu melhor amigo, meu amor eterno, minha saudade infinita… você vai ser sempre lembrado, sempre amado, sempre presente na minha vida, mesmo que de outro jeito.
Até o dia em que a gente se encontre de novo, e você possa me aconselhar, rir comigo e me abraçar como antes.
Te amo pra sempre.
O 'não' mais difícil é aquele que gostaríamos que fosse um 'sim', mas por não ser uma situação ou momento ideal, acaba-se escolhendo o 'não'. Saiba que nem todo 'não' é negativo ou recusa; talvez seja apenas resguardo para si ou para o outro. Tanto no 'sim' quanto no 'não', existe respeito, zelo, amor. Eu gostaria do 'sim'. Até posso, não devo. E se devia dizer 'sim', não disse. Não disse. O 'sim' soa como prisão e o 'não' como liberdade; ambos são iguais. Ambos nos elevam... O Tempo é um bom Senhor, e o amor também deve ser.
O maior mérito de uma criação é a consequente preservação da sua integridade. Essa não é, necessariamente, responsabilidade de quem a criou, mas sim de quem a revisará e fiscalizará diariamente. Aí, mora a essência do risco da corrupção que pode comprometer ou desvirtuar resultados. O olho atento da revisão permanente, honesta e afinada com a origem, engrandece uma obra. Sem essa meticulosidade, ela sucumbe.
É necessário conhecer o inferno para perceber que o paraíso não passa de uma ilusão.
Até á próxima vida
ESPERANÇA
De repente surge
Na escuridão do meu ser
Uma luz...
Mas não é uma luz qualquer:
É algo diferente.
É uma nova melodia,
Dentre os tons já existentes,
É o amanhecer do dia,
Mas não é qualquer amanhecer:
É o amanhecer do meu coração,
Surgindo como o sol,
Irradiando verdades e fortalezas...
É o renascer da minha alma,
Inclinada à mudança,
É a luz da esperança!
Se o auge do teu ministério é uma foto sua pregando, então talvez não seja Cristo que estejas anunciando, mas a ti mesmo.
(Des)encaixes
Sou uma peça defeituosa neste quebra-cabeça da vida, tão fragmentado. Não tenho um lugar de encaixe, não. Estou desconectado das outras peças. Talvez eu deva cortar os meus excessos, minhas ásperas arestas que me impedem de encaixar-me neste tão cruel jogo.
Estou vencido, talvez tenha desistido ou mesmo nunca tenha tentado coisa alguma. Devo despir-me das ilusões, das expectativas vãs, para poder encontrar uma peça que possa me completar. Devemos lutar para conquistar o nosso espaço, mas tudo isso me pesa.
A pele que visto é errada; rasguei-me e de mim nada restou. Esta é a razão do meu sofrimento e das coisas fugidias. Quem me dera pudesse resolver este grande desafio, montar este estúpido jogo e dar-me por satisfeito.
Às vezes a vida é traiçoeira, e o destino parece um enigma insolúvel. Mas para mim, a vida nunca foi senão uma acompanhante de sentir. Compreendi finalmente que a sua beleza está na futileza. Aproveitar a vida, deixe-me ser azarado no jogo; tenho tido azar na sorte, mas a minha sorte está no amor, ah, e como eu amei.
A morte não me assusta.
Não mais.
Ela chega de mansinho,
puxa uma cadeira, cruza as pernas
e me observa em silêncio,
como quem espera o fim de um café frio.
Eu respiro fundo e finjo que não a vejo.
Acendo um cigarro, mexo na xícara,
brinco de ignorar o inevitável.
Mas sei que ela está ali — talvez sempre estivesse.
E isso me arranca um riso sincero.
Não que eu não ame a vida.
Amo. Mas, às vezes, a vida pesa,
vira conta vencida na gaveta,
pedra no sapato.
Às vezes, ela pede trégua,
e eu, sem jeito, sigo a marcha dos desesperados.
Então, a morte chega sem anunciar.
Não bate na porta, não tosse no batente.
Apenas entra, senta,
ajeita o capuz do manto
e me olha, como quem diz:
"Você sabia que eu vinha."
E eu sabia.
Desde sempre.
Ela não é susto, nem castigo, nem fim.
É como uma palavra mal dita
que o poeta decide engolir.
Um fardo que escorrega dos ombros,
um corpo que desaperta e, enfim, flutua.
E, no fim, talvez seja isso.
Não um adeus, mas um aceno comedido.
Só morre quem viveu, quem gastou os sapatos,
quem aprendeu a tropeçar sem medo.
E eu?
Eu aceito.
Porque talvez só quem morre entenda, por fim,
que viver sempre foi um jeito
— sutil, distraído, inescapável —
de ir embora.
Viemos ao mundo como uma folha em branco. Não sabemos de onde viemos e nem para onde vamos, mas sei que de onde viemos não voltaremos para lá da mesma forma, pois só conhecimento me proporcionará tamanha façanha.
Havia um menino minúsculo. Não pequeno como uma criança — mas minúsculo como um grão de areia num mundo onde tudo era enorme, frio e sem rosto.
Ele caminhava por um chão infinito, de pedras duras e sombras altas. A cada passo, objetos colossais caiam do céu: blocos, livros, palavras pesadas, gestos invisíveis. Eles não o esmagavam de imediato... apenas o cobriam, lentamente, como se o mundo tentasse enterrá-lo em silêncio.
O menino corria, tropeçava, e gritava sem som. Ninguém ouvia. E então, quando menos esperava, uma sombra gigantesca surgia no céu — maior que todas as outras, algo sem forma, mas cheio de peso, medo e fim. Era isso que o fazia acordar: não o impacto, mas o medo de sumir por completo, de ser engolido por algo que ele nem entendia.
Ele despertava com o coração acelerado. Com a garganta apertada. Com a certeza de que, ali dentro, havia algo gritando para ser libertado... mas ele não sabia como.
”Não coloque a mão o de Deus colocou uma espada. Não ocupe o lugar de Deus, descanse a mão. Confie na espada”
Uma vez, matei uma ave usando um estilingue. Eu não comi o animal e confesso que não me senti bem com aquilo que fiz. Se pudesse, apagaria esse momento da minha vida, daria até uma parte da minha vida, para que ela pudesse viver novamente. Tudo o que fazemos jamais sai de nossa consciência. Hoje, mais do que nunca, sei que não fui criado da maneira certa e, com certeza, fui malcriado também. Dizem que quem tem caráter não é influenciado por maus elementos. Meu irmão mais velho foi quem me incentivou a fazer o que ele fazia, e eu acabei imitando o canalha sem perceber que estava sendo um também. 😭
Os professores não podem se fechar em si, em uma tentativa vã de ignorar o avanço que se instala na educação, mas a realidade demonstra que alguns professores alegam despreparo para lidar com as tecnologias em suas salas de aulas.
"O Amor e seus Amigos"
Era uma vez um sentimento chamado Amor.
Ele não andava sozinho — pelo contrário, gostava de companhia.
Seu melhor amigo era a Amizade, com quem dividia risos, abraços e tardes longas de conversa. Mas a Amizade também tinha outros amigos... Um deles era o Ciúme.
Ciúme era temperamental. Às vezes, batia a porta sem avisar. Trazia junto o Medo de Perder, que era irmão da Insegurança. E quando o Ciúme se aproximava, o Amor ficava em silêncio.
Outro que rondava era a Inveja. Chegava de mansinho, olhando tudo com olhos de comparação. A Inveja era vizinha da Ansiedade, que sempre queria apressar o tempo, prever o futuro e controlar tudo.
O Amor, paciente, apenas observava.
Certa vez, conheceu alguém diferente: a Superação. Ela vinha de lugares difíceis, carregava marcas no peito, mas tinha brilho nos olhos. Superação apresentou o Amor a uma força antiga e discreta: a Bondade.
Bondade, por sua vez, falava baixinho, mas transformava tudo por onde passava.
E quando todos pensaram que já conheciam o Amor por inteiro, chegou o Individualismo, dizendo que cada um deveria pensar só em si. Criou muros, afastou pontes e tentou isolar o Amor.
Mas o Amor... Ah, o Amor não se deixava prender.
Ele abraçou o Ciúme com paciência. Olhou a Inveja com compaixão. Acalmou a Ansiedade com presença. Caminhou com a Superação. Acolheu a Bondade. E até o Individualismo, um dia, entendeu que o Amor não exige que se apague — apenas que se compartilhe.
No fim, todos os sentimentos olharam para o Amor e perceberam:
ele já os havia vencido desde o início — não com força, mas com permanência.
Você me ensinou diariamente que luz e sombra são inseparáveis. Que não se pode ter uma sem a outra.
"Ninguém publica uma foto provocante por acaso.
Essas imagens não são destinadas à família, mas sim a uma audiência específica.
Toda exposição tem um propósito. Toda propaganda tem seu público-alvo."
Vivemos tempos em que a autopromoção visual substituiu valores como discrição, respeito e autenticidade.
Homens e mulheres que se valorizam não precisam recorrer à exposição do corpo para buscar validação.
Redes sociais, que deveriam servir como ferramenta de conexão e expressão saudável, tornaram-se vitrines de vaidade e superficialidade.
A busca por atenção digital tem obscurecido princípios básicos — inclusive o que antes chamávamos de “química” ou afinidade natural.
Hoje, o verdadeiro caráter está à vista — basta observar com atenção.
Quem realmente busca um relacionamento sólido e respeitável, encontra nas redes sociais não apenas fotos, mas evidências do que cada um representa.
Exiba valores, não vaidade.
Relacione-se com essência, não aparência.
Às vezes, a gente reclama e diz que viveu uma infância pobre, sem sair do lugar, mas isso não é verdade. Éramos ricos e não sabíamos. A inocência nos protegia da superficialidade do supérfluo. No quintal simples da nossa casa cabia o mundo inteiro, mas só descobrimos isso quando já estamos tão longe daquele lugar encantado que é impossível voltar e explorar um pouquinho mais aquele universo lúdico, feliz e tão repleto de magia.
Bom dia!
Simbora de mãos dadas com a fé...
Sabe a fé é como uma insistente chama que não se apaga por qualquer vento.
Feliz dia!
