Ha Menina Apaixonada por Rosa
Há luz que nos banha com seus raios coloridos, nos unem e nos aproxima cada vez mais do elemento exencial para vida, a alegria.
A objetividade, então, surge porque há uma percepção de que os fatos são subjetivos, ou seja, construídos a partir da mediação de um indivíduo, que tem preconceitos, ideologias, carências, interesses pessoais ou organizacionais e outras idiossincrasias. E como elas não deixarão de existir, vamos tratar de amenizar sua influência no relato dos acontecimentos. Vamos criar uma metodologia de trabalho.
Abril
Não sei bem porque sou triste..não há um motivo ou há mil
sempre gostei da tristeza, a que começa em Abril..
é o frio chegando, a chuva, fumacinha do café,
a voz da mãe me dizendo: - bota chinelo no pé!
não é bem tristeza eu diria,
quem sabe é só romantismo,
por que até a solidão é boa
quando se sai de um abismo.
Relacionamentos sâo contratos de riscos. Nâo há garantia na paixâo e no amor. Cada um sabe por quem deve lutar e quem é digno da conquista.
Há um Anjo que se apresenta com suas vestes de luz, com suas mãos de doçura, com sua voz sincera...
Sempre sorri.
Sempre abraça.
Sempre envolve e alivia a dor.
Não discrimina, nem julga, acolhe sempre a todos.
Sua forma gentil e delicada tem feições de força e poder irresistíveis.
Às vezes se apresenta como uma luz dourada, outras vezes azul, rosa ou prateada...
É sempre da cor exata que nossos olhos puderem enxergar.
Alguns o descrevem com feições masculinas, outros com feições femininas.
Depende de quem o vê.
E há sempre algo em nós que apenas não conseguimos dominar. Digo isto porque esta é a mais pura realidade. Desde que o mundo é mundo, e nele há vida, isto é um fato verídico. Pensamentos, vontades, desejos mais insaciáveis, ações repentinas e palavras inoportunas. Não conseguimos dominar certas ações e emoções apenas pelo fato delas ser o que mais queremos. Pensem comigo; todos nós temos dois lados instintivos, pelo qual podemos chamá-los de razão e emoção. Há aqueles que sempre seguem o lado emotivo, dizem “ouvir” e “seguir” os “mandamentos” do coração, pois afirmam que a vida é realmente isto, o ato de arriscar, de acertar, e se errar é conseqüência, e com o erro aprenderemos. Há aqueles, portanto, que sempre seguem a razão para realizar determinada ação, dizem ser esta a forma mais correta de analisarmos fatos para que a teoria não falhe, e, portanto, não sofra danos irreparáveis, como por exemplo, um projeto mal resolvido, uma viajem fracassada, ou até mesmo um coração partido. Mas por que não conseguimos dominar nossos pensamentos e/ou emoções? A resposta para esta pergunta é muito simples. Basta pensarmos um pouco. O que acontece é que, razão e emoção jamais andam juntos. Isto aprendemos em filosofia no Ensino Médio, ou mesmo com a vida desde crianças. Acontece que, determinados acontecimentos pedem resoluções rápidas e drásticas. E, grande maioria das vezes, a melhor decisão a ser tomada é justamente aquilo que menos gostaríamos de fazer. Cada problema possui em si uma incógnita, uma letra com valor desconhecido para que possamos calcular e resolver determinado problema rapidamente. Para calcularmos podemos usar métodos direto ou indireto que facilite ou prolongue a operação sendo feita, do resultado final. E assim não deixa de ser a vida e todas as realizações da mesma. Não conseguimos conciliar razão e emoção, fazer com que ambos andem juntos, trazendo a todos então uma sensação de saciedade e prazer espiritual. Somos seres masoquistas. Gostamos do que é mau. Do que machuca. Do que demonstra mistério, segredo. Gostamos do que não se pode desvendar. Do que é errado. Do que nos aproxima do “inferno” desde que nos leve ao “paraíso”. Isto é que nos fascina. A busca pelo novo, pelo diferente, pelo proibido. E assim, na sede de vivermos o proibido, o que nos proporcione aventura e faça com que o grau de adrenalina aumente em nosso corpo, vamos remediando, pressupondo que seja algo efêmero, e que por si só seja resolvido ou “desmanchado”. Pelo fato da razão dizer “não, pare, isto não é o melhor para você”, mas a emoção dizer “continue, isto te faz bem, quem sabe não dará certo”, deixamos de pensar a longo prazo e passamos a ser imediatistas, vivendo imensamente e insanamente o que é momentâneo. Nosso lado egocêntrico é traidor. Ele faz com que atiremo-nos em um precipício sem saída. O precipício da loucura em busca de satisfazermos nossos luxos da vaidade. Nosso senso de “altruísmo por si próprio” vai se desfigurando. Enfim, esta é a lei da existência. Querermos o que não nos pertence; continuar com o que não é recomendável; viver o que é insensato. Cair, machucar, sangrar, mas mesmo assim, sabendo de todos os riscos e conseqüências, levantar, prosseguir e se necessário, fazer tudo novamente. Aliás, de que adianta viver sem antes termos cometido loucuras paranormais?
Acreditar naquele que diz a verdade é como acreditar em si mesmo quando não ha intenção de mentir, mas a pior parte é quando se deixa levar pela mentira dos outros e acaba mentindo junto também, então a melhor coisa seja justamente não mentir, pois a verdade dói, mas ela Liberta...
Tudo isso que há dentro de mim não é algo que posso interpretar com algumas palavras, e pior, nem gestos. Por mais que diga que faço tudo pra te ver bem, nada que faço é algo comparado ao que sinto por você. É algo tão intenso que nada nesse mundo pode ser comparado a tamanha grandeza, e afinal, você sabe. Tudo que eu te digo não é uma simples ilusão ou meros poemas, é uma das formas de demonstrar todo o meu amor.
Hipocrisia também é criticar feitos de outrem, sem reconhecer que há dias atrás estava agindo da mesma forma, julgar atitudes que já foram as suas com indignação e surpresa, isso não passa de cinismo, impudência.
Há tempos, que devemos ser como pássaros, presos nas gaiolas, pacientes, por um tempo indeterminado, ouvinte e vendo certa pessoa ir embora, sem poder falar absolutamente nada, pois nunca nós entenderam.
Não há nada, só o tempo dizendo que estou ficando velho e sem amor. Talvez a vida acabe, talvez eu te encontre - cansei de viver dependendo do talvez…
