Ha Menina Apaixonada por Rosa
“Há nos dias de chuva um convite à introspecção: memórias se intensificam e as fronteiras entre passado, presente e futuro tornam-se permeáveis, diluindo-as numa única torrente de emoções.” - Leonardo Azevedo.
Quarta-feira
Muitas vezes caminhamos sem perceber quantas vezes Deus já nos protegeu. Há perigos dos quais nunca teremos notícia, situações que poderiam nos ferir, mas foram desviadas antes mesmo de chegarem perto de nós. Esses são os livramentos silenciosos: o cuidado de Deus que age no invisível.
Mesmo quando achamos que estamos sozinhos, Ele já está à frente, preparando o caminho, afastando o mal e guardando nosso coração. A proteção de Deus não se limita ao que vemos, ela vai além, alcança o que nem imaginamos. Por isso, hoje e sempre, agradeçamos a Deus.
Para hoje, descanse em Deus. Você já está protegido (a) por livramentos que nem imagina.
E faça também a sua parte: caminhe com prudência e confiança, porque Deus honra quem se cuida.
A dor é um idioma secreto, falado apenas dentro de nós. Não há tradução perfeita, não há ponte que permita ao outro atravessar e sentir exatamente o que sentimos. Ela é chama e sombra, é ferida e revelação. Surge como um sussurro no corpo, mas logo se torna grito na alma.
A ciência nos diz que a dor é um sinal, um circuito elétrico que percorre nervos e chega ao cérebro. Mas o que ela não explica é o silêncio que se instala depois, o vazio que se abre quando o sofrimento nos obriga a olhar para dentro. A dor não é apenas descarga neural: é memória, é emoção, é história.
E a filosofia nos lembra que a dor é inevitável, que ela nos acompanha como sombra fiel. Schopenhauer a via como essência da vida, Nietzsche como força que nos molda, Frankl como oportunidade de sentido. A dor é o peso que nos curva, mas também a pedra que afia nossa resistência.
No íntimo, a dor é paradoxal: ela nos isola, porque ninguém pode senti-la por nós, mas também nos aproxima, porque todos, em algum momento, conhecem sua presença. É universal e singular ao mesmo tempo.
E talvez seja justamente aí que reside sua intensidade: na impossibilidade de ser medida, comparada ou negada. A dor é verdade absoluta, uma chama que arde em cada ser humano de forma única. E, ao atravessá-la, descobrimos que não somos apenas frágeis — somos também capazes de transformar sofrimento em força, ausência em busca, ferida em poesia.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Há corações que pedem validação a cada instante, como se o amor fosse um espelho que precisa refletir segurança o tempo todo. Mas quando o sentimento precisa ser confirmado a cada hora, ele deixa de ser encontro e se torna cobrança.
A insegurança veste a relação com correntes invisíveis, fazendo do outro não um companheiro, mas um guardião de certezas. E o amor, que deveria ser liberdade, se transforma em prisão de expectativas.
Quem exige presença constante esquece que maturidade é saber suportar o silêncio, é confiar mesmo quando o outro não está ao alcance da mão. Sem essa maturidade, o vínculo se desgasta, porque nenhum coração pode carregar sozinho o peso da insegurança alheia.
O estranho sentimento que nasce é o reflexo da desarmonia: um lado sufocado pela cobrança, o outro perdido na própria carência. E assim, o amor se torna frágil, não por falta de afeto, mas por excesso de exigência.
Amar não é pedir validação a cada segundo, é aprender a confiar naquilo que já foi dito, naquilo que já foi mostrado, naquilo que pulsa mesmo na ausência.
Que o amor seja chama que aquece, não fogo que consome. Que a presença seja escolha, não obrigação. Que a maturidade seja o solo onde o vínculo cresce, e não a insegurança que o corrói.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Há relações que se constroem em torno da necessidade constante de validação, como se o amor precisasse ser confirmado a cada instante, em cada gesto, em cada palavra. O coração inseguro pede provas sem cessar, não por falta de afeto recebido, mas por não saber confiar no que já foi dado. E assim, o vínculo se torna frágil, porque nenhum sentimento resiste ao peso da cobrança incessante. O outro, sufocado, carrega uma responsabilidade que não lhe pertence: sustentar a insegurança alheia, preencher vazios que não são seus, ser presença mesmo quando precisa de ausência. Surge então o vitimismo, essa máscara que transforma carência em acusação, que coloca a culpa no outro por amar e não saber amar. O amor vira palco de exigências, e cada ausência é interpretada como abandono, cada silêncio como desamor. Mas amar não é vigiar, não é exigir, não é transformar o outro em espelho da própria falta. Amar é liberdade, é maturidade para suportar o silêncio, é confiança que se sustenta mesmo na distância. Quem não sabe amar acaba confundindo entrega com posse, e presença com obrigação. E nesse labirinto de insegurança, o sentimento estranho cresce, até se tornar insuportável. Só quando se entende que o amor não pode ser prisão, que o outro não é responsável por validar a cada segundo o que já existe, é que nasce a possibilidade de um encontro verdadeiro. Amar é caminhar lado a lado, sem correntes, sem culpas, sem cobranças. É deixar que a chama aqueça sem consumir, que a presença seja escolha e não sentença, que o vínculo seja poesia e não peso. Porque amar de verdade é saber que o outro é livre, e ainda assim escolher ficar.
Tatianne Ernesto S. Passaes
X
No coração do fogo não há queima,
tampouco centelha a aviltar.
Quem nada reteve, acendeu o ouro,
não fogo em palha a brasar.
A verdade é a única coisa em que não queremos acreditar, mas não há outra maneira de ser utopicamente feliz.
🕊
Quando você vir uma pessoa solitária e triste, nunca pergunte "o que há de errado?". Mostre que você é um bom ouvinte.
🕊
Há três coisas que nunca deves perder nem mudar por ninguém: o teu sorriso, a tua alegria e a tua maneira de ser.
Há templos onde Deus nunca pisou. Há pastores que pregam um Deus que nunca conheceram. Há bocas que pronunciam Seu nome, mas não Lhe pertencem. E há almas que juram ser d'Ele, embora jamais tenham sido Suas.
Há vitórias que nos incham, nos cegam, nos afastam da humildade, da reflexão e do aprendizado. Existem conquistas que, se chegam na hora errada, podem nos desviar do caminho, alimentar o ego, nos cercar de ilusões e até nos afastar de quem somos.
E há derrotas que ensinam mais do que qualquer sucesso.
Derrotas que moldam o caráter, fortalecem o espírito, aproximam de Deus, dos valores, das pessoas certas.
Às vezes, perder hoje é o que impede uma perda maior amanhã.
Às vezes, a vida tira algo para nos dar algo maior depois.
A vitória pode nos inflar. A derrota pode nos ensinar.
O ouro verdadeiro não é o que brilha, é o que resiste ao fogo.
Algumas situações vêm para mostrar que:
O que parecia ganho não seria bom para a nossa alma.
O que parecia perda era, na verdade, proteção.
Nem todo atraso é fracasso pode ser livramento, preparação ou realinhamento.
No fim, o que define a vitória de verdade não é o resultado imediato, e sim quem nos tornamos depois.
Tem gente que vence e perde a si mesmo.
Tem gente que perde e encontra sua melhor versão.
Que você nunca perca o aprendizado, mesmo quando ganhar,
e nunca perca a esperança, mesmo quando perder.
Porque a vida sempre sabe o que faz mesmo quando a gente ainda não entende.
O Vazio Exorbitante da Alma
Não há berço vazio a chorar na casa,
Nem a sombra fria de uma dívida que arrasa.
O mundo vê a pele que não sangra, limpa e sã,
E pergunta à alma: "De que sofre, ó artesã?"
Pois onde não há perdas visíveis, nem tragédia,
O sofrimento parece uma comédia, uma lenda.
Mas a dor que me habita é a do invisível laço,
Um grito que não ecoa neste vasto espaço.
O Choro Sem Filho é o Choro Pela Luz,
O desejo de ser porto, e não a cruz.
É o luto pela forma que o amor não me alcança,
A eterna espera por uma real aliança.
A Dívida Ausente não alivia o meu fardo,
Pois devo a mim o afeto que me foi negado.
Devo o calor que a frieza do dia a dia esconde,
O eco vazio da pergunta: "Onde? Onde?"
É o sentimento em chama, o apego a se rasgar,
A fome voraz de ser aceito, de pertencer, de amar.
A necessidade que pulsa, crua e exposta,
Por uma presença que nunca me foi aposta.
E por trás do sorriso que a vida me empresta,
A frieza diária me veste e me orquestra.
Mas o silêncio é o manto onde a dor se aninha,
A falta exorbitante que me faz só, e só minha.
Nunca apague o seu brilho. Há vidas que só encontrarão caminho através da sua luz, ilumine intensamente todos ao seu redor.
“Nunca vou desistir, porque dentro de mim há uma voz que não se cala, mesmo quando tudo desaba ao redor. Já caí, já perdi, já chorei — mas cada dor que enfrentei construiu a minha força. Aprendi que o caminho dos fortes não é o mais fácil, é o mais verdadeiro. Desistir seria apagar tudo o que lutei para conquistar, seria renunciar ao propósito que me move. Então sigo, mesmo cansado, mesmo sem aplausos, porque a minha vitória não está em chegar primeiro, mas em nunca parar de caminhar.”
