Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
O Umbral Invertido
Há um véu que se ergue no fim da ladeira,
tecido de névoa, bordado em madeira.
Ali onde os olhos já não têm abrigo,
a morte se curva — e retorna contigo.
Não vem como faca, nem sombra de açoite,
mas como um regresso ao ventre da noite.
Um porto sem nome, um espelho sem rosto,
um vinho ancestral sorvido com gosto.
O corpo se cala, mas algo persiste:
um traço, um sopro, um rumor que resiste.
E tudo que foste — promessa e engano —
recolhe-se ao pó do primeiro arcano.
A morte é um caminho que volta ao princípio,
um sino que ecoa num templo fictício.
Não leva, devolve; não cessa, transborda,
abrindo no nada uma porta sem corda.
E os que partem, dizem, não vão tão distantes —
permanecem na alma em forma de instantes.
São brisa que sonda o mundo adormecido,
são nome esquecido num canto contido.
Morrer é despir-se da forma do vento,
e ser o que sempre se foi por dentro.
É ter, no silêncio, um berço escondido —
é mais que um fim: é um umbral invertido.
Relicário do Tempo
No âmbar do tempo, há portais escondidos,
vestígios de astros, de passos perdidos.
O agora, que vibra em tão tênue espessura,
é sombra de outrora, é veste de altura.
Caminho em espiral sob cúpulas mudas,
em ruínas de horas, em casas agudas.
O tempo não passa — ele gira, ele espreita,
esculpe memórias na carne desfeita.
Se tento prendê-lo, escorre em minha mão,
mas volta em silêncio no sonho e no chão.
Se falo seu nome, ele cala em mistério,
oculto nos traços do mundo etéreo.
Talvez seja templo, talvez seja abismo,
ou um deus que se veste de ritmo e cismo.
Mas sigo seu rastro com olhos fechados,
ouvindo relógios nos céus enluarados.
Pois sei — mesmo quando se parte e se finda,
há algo no tempo que nunca rescinda.
Um fio, uma trégua, um véu de infinito,
que dança, que some… no velho labirinto.
Não há tirania que se estabeleça sem o apoio inconsciente dos governados; não há opressão que sobreviva sem a passividade conivente dos que preferem não ver.
As regras da sociedade atual que foram construídas há décadas são pautadas no acúmulo de conhecimento e no acúmulo de riqueza.
E isso funcionou muito bem, temos pessoas tão ricas que estão além da imaginação da grande maioria das pessoas. Temos poucas pessoas com muito conhecimento e riqueza.
Isso vai mudar
As regras de um novo mundo digital pautado em tecnologia não vão conviver com as regras do velho mundo.
Não será a tecnologia que vai escolher essa posição de anarquia, mas sim o povo fará essa escolha.
As regras da sociedade atual que nos trouxeram até hoje, não são as regras que vão nos levar além!
Você é muleta ou você é asas?
Há serviços muleta que resolve um problema.
Há serviços que são asas que resolvem um problema e superam expectativas
Respiramos um modelo economico global há tanto tempo que projetos orientados pra humanidade causam estranheza e confusão
Mentir para você mesmo
é ilusório
Não há razão para fugir do que a gente é
Mesmo que seja difícil,
não te escondas, bota fé
Crie coragem
e vai com medo mesmo
que nenhuma mentira vai te proteger da verdade
Coragem!
lute pela sua verdade
proteja sua essência e sua personalidade
Nada é mais importante
do que a sua autenticidade.
-Isabelle Rodrigues, 01/09/2023
Contra fatos não há argumentos, mas existe a narrativa que, diuturnamente, muda os fatos e deturpa a verdade, no geral.
Existem dias comuns, iguais a tantos outros, mas há dias diferentes, de referência, de sucesso, de êxito, marcados pela felicidade de ter cumprido mais uma etapa da vida e pela esperança de conquistar outras. Qual é esse dia? Aniversário! Se for seu dia, parabéns!
Não há astrofísica, física teórica ou quântica que possa explicar como uma pessoa ao seu lado, estar na mesma distância de Júpiter e outra em Júpiter, estar ao seu lado, junto, colada como um carrapato.
Há um ditado das vovós que diz: quem gosta de passado é museu. Acho que o ditado virou 'fake', pois o passado nunca esteve tão presente e necessário, como um amortecedor para o nosso hoje. Motivado, fui até 1979 e lembrei-me de Belchior na música 'Medo de Avião', com letra doce, singela e adolescente, assim: '... foi por medo de avião que segurei pela primeira vez a sua mão... não fico mais nervoso... agora ficou fácil, todo mundo compreende, aquele toque Beatle – I wanna hold your hand'. Viva o passado!
Um eremita almoça e janta sozinho há tanto tempo, que a sua própria companhia começou a ficar dispensável, o que não é bom. Mas, passou acredita que sua companhia voltará a ser indispensável pela presença de outra, ou seja, um eremita demissionário.
Amor real, sincero, do espírito, dimensão e essência só existe quando não há ‘olho espichado’ ou preocupação com a ‘grana’ do outro. É difícil, raro, como ficar rico jogando no ‘Tigrinho’, mas existe.
Há um ditado ou adágio popular que diz: “Cada maluco com as suas manias”. O problema é quando o maluco de plantão acha legal te jogar num precipício e, pior, com um bando de outros malucos seguidores batendo palmas.
A desumanização desconecta o homem de sua verdadeira essência - quando há isso ocorre o homem perde a conexão
com a realidade real.
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