Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
Máscaras do apresentável
Há sempre uma oportunidade, um convite à observância do nosso homem interior, pois se o deixarmos ao tempo, o tempo o tornará estranho até mesmo para nós.
Quem não molda seu interior acaba se acostumando às máscaras do apresentável, passando a viver em uma constante emulação do subjetivo, ou seja, uma intimidade oportunista e concomitantemente contraditória.
Fragmento III – Quimérica desigualdade
Há certa semelhança entre a igualdade oferecida pela lei, a proposta pelo racismo e a que é esperada pela sociedade. Talvez a percepção oferecida pela lógica substantiva, da ética valorativa, não contemple o propósito da reciprocidade em uma relação social.
Assim, a desigualdade é mais um reflexo quimérico e sistemático, refletido por qualquer modelo de coletividade, gerando toda forma atrofiada de ética, moral civilizatória e percepção sensorial do mundo externo, destoante de qualquer equilíbrio.
Nella città III - A cor da carne
Há dores que nascem antes do grito.
Não do corpo, oráculo por vezes calado,
nem da alma, que cedo se curva ao pranto.
Mas da identidade, lançada à sombra, à face do repúdio,
antes mesmo de saber-se ser.
Nasce, então, a dor sem nome,
antes que a luz do mundo pudesse tocar a pele — nua.
É o peso de um tom que destoa,
aviltado pela violência do olhar.
A cor da carne, que não é da alma,
não é identidade,
mas adorno passageiro —
incompreendido por olhos de cárcere,
que desferem o açoite mudo da ignorância,
a face vertida.
Vê:
a cor sublinha o corpo,
e não pede perdão pelo que é.
Aqueles que esperam que a cor se renda
não entendem o enigma da pele — nua,
que nenhuma voz pode enunciar.
A há momentos na vida que é como uma Montanha Russa, têm decida, têm subida, têm retas, têm curvas, há algumas que têm até loops... algumas pessoas pagam para entrar e outros rezam para sair.
Há promessas que a gente espera a vida toda que sejam cumpridas. Promessas que fizemos a nós e que ficaram tão distantes, que foram se tornando pó na estrada passada.
Há tanta coisa que ainda não fizemos, que por descuido não olhamos com a bússola para nos mostrar a direção. É que a vida passa feito raio que corta o céu e cai no chão, quando a gente olha, já são 50, 60, 70, 80, 90, 100 e assim os anos se vão, um a um.
Fim.
Nildinha Freitas
No meio das pedras, há um caminho, e eu sigo por ele, sem medo de ferir os meus pés.
Nildinha Freitas
Não ouso falar, não ouso perguntar, não ouso entender... tenho medo do que posso descobrir o que há dentro de mim.
A morte mais triste que há neste sistema de coisas, Não significa uma pessoa justa morrer. A morte mais triste que existe!, É estar vivo, porém vazio, Onde o silêncio atiça os pensamentos, e em seus pensamentos você se torna seu próprio prisioneiro.
Me feriu ver dizer que há idealizei em meus sentimentos,
Mas realmente amei cada pedaço do tempo que se foi...
Não apenas o tempo, Lá estava quem realmente deveria ficar.
Há pouco me lembrei de um pequeno caderno onde eu fui orientado a anotar as coisas boas que eu tinha vivido no dia...
Isso tem uns 20 anos...
O caderno se perdeu, não as memórias de lá...
Hoje lembro do caderno com um sorriso e das histórias vividas lá escritas com gratidão...
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