Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
TARDE FRIA E CHUVOSA
Há dias em que a saudade dói mais que o habitual; é como se o meu coração estivesse prestes a explodir.
Olhos pesados vertem lágrimas que molham meu rosto, e um vazio imenso toma conta do meu ser.
O dia se arrasta e torna-se uma eternidade; é um dia frio, como aquela tarde em que o perdi.
A saliva desce pela minha garganta como se fossem pedras; sobrevivo, conto os dias, horas e minutos para que se encerre esse sofrimento.
Existe uma nuvem escura que constantemente me persegue: a ansiedade.
Se não fossem os laços de vida que me dão força e alegria, já teria me rendido ao vazio de uma solidão interna que se externaliza ao despertar de cada dia.
Imploro a Deus por forças para viver um dia de cada vez, para que meu coração desacelere um pouco e não pule para fora do meu corpo.
Quem me lê talvez não consiga mensurar minha dor e, por vezes, isso causa angústia e sentimento de impotência.
Meu sangue corre frio pelas minhas veias; meu corpo enfraquece, e a melancolia me abraça e aperta tão forte a ponto de me deixar sem ar, enquanto tento respirar fundo e expirar para que meu corpo volte ao normal.
Nessa tarde fria e chuvosa, sinto-me impelida a escrever; eternizo nas linhas sem fim os meus lamentos; talvez um dia alguém leia e se identifique e entenda que escrever é a melhor forma de gritar sem ninguém ouvir sua voz, e que nós somos os protagonistas da nossa própria história de vida, lutando e deixando sementes em forma de lições em todo caminho percorrido.
Um Sonho Distante
Sempre há um caminho
Para as mais belas palavras
Nelas eu me perco
Perdido em meus próprios sonhos
Um proposito é uma questão simples
Caminhar pelo vale das sombras
Sem saber o que fazer
Gritando o seu nome para as almas
Reflexo da solidão
Aperta meu coração
Solidão me acompanha
Sem destino e sem medo
Faço das lagrimas minhas forças
Meus sentimentos mais sombrios
Minha liberdade é sonhar
Acordar em meu paraíso
A PANDEMIA
Há um vírus que assola a humanidade, muitos se encontram loucos, outros assim como eu, permanecem intactos. Dos que foram infectados, sabe-se que o coração parece palpitar mais alto, o estômago balançar friamente, e há quem diga que até cego pode ficar.
Muito ouvi dessa doença, mas não me cheguei a contaminar, às vezes penso que seja mentira, uma história para crianças naná. Certa feita, achei estar doente, mas não passava de ilusão, era uma simples gripe, causada pela mudança de estação.
Indago-me se a demora para adquirir a doença, seja um presságio de que quando eu alcançá-la, terei de morrer impiedosamente. A verdade, é que meu organismo já sofreu demais com outras doenças, quiçá por isso me proteja de forma excessiva, sendo essa, a forma que eles encontraram para cuidar-me do mal.
A calamidade se espalha cada vez mais pelo mundo, para alguns se assemelha há Lactobacillus, que mesmo sendo bactéria, traz benefício ao corpo, para outros como eu, são uma grande incógnita, trata-se de uma doença contagiosa; seu nome? Amor, para quem gosta, dor, aos que foram feridos, e ficaram sem resposta.
Tem o "pra agora" e tem o "pra sempre", não há mal nenhum nisso; o erro está em não saber diferenciar.
Há um número imenso de mulheres preciosas que se sentem sozinhas e isoladas. Está na hora de percebermos que, assim como estamos unidas em nossas lutas, podemos estar unidas em nossa força. Talvez você tenha se sentido isolada e acusada. Isso é mentira. Você não está sozinha. O Senhor é seu redentor, e não seu acusador.
Não há fraqueza em expressar emoções, mas sim força em reconhecer e comunicar nossos sentimentos. Somente quando somos autênticos com nós mesmos, podemos encontrar a verdadeira felicidade e conexão com os outros.
Não há culpa
O tempo erra
e a vida segue
O que choramos
não é a morte,
talvez a dor
Jeito de não ser;
Águas
sem rio,
Humanos sem brios.
Há muitos anos-luz de distância, em um planeta remoto, um alienígena chamado Ivo estava cansado da vida monótona e restritiva de seu planeta. Ivo sempre sonhou em conhecer outros mundos e vivenciar novas culturas. Então, ele decidiu que era hora de fugir.
Com sua nave espacial, Ivo atravessou a vastidão do espaço e finalmente chegou à Terra. Ele ficou maravilhado com a beleza e a diversidade do planeta. Ivo decidiu se estabelecer em uma cidade pequena e pacífica em algum lugar da América do Sul.
Ivo foi recebido com curiosidade pelos habitantes locais, mas ele logo percebeu que havia muitas coisas diferentes na Terra em comparação com seu planeta natal. Embora Ivo estivesse feliz por finalmente ter encontrado um lugar que ele podia chamar de lar, ele rapidamente percebeu que a Terra tinha seus próprios problemas.
Ele aprendeu sobre a pobreza, a fome, a guerra e a destruição do meio ambiente. Essas questões não existiam em seu planeta natal, onde a vida era altamente regulamentada e tudo era cuidadosamente monitorado. Ivo ficou triste em ver que a Terra não era o paraíso que ele imaginava.
Ivo também descobriu que havia muita intolerância e preconceito na Terra. Algumas pessoas o viam como uma aberração, um invasor ou um objeto de curiosidade. Ivo nunca se sentiu completamente à vontade na Terra, pois sempre sentiu que nunca pertenceu ao planeta.
No entanto, apesar dessas dificuldades, Ivo decidiu ficar na Terra e usar seus conhecimentos para ajudar os habitantes locais. Ele compartilhou seus conhecimentos sobre tecnologia, energia limpa e ciência com a comunidade local e se tornou um defensor do meio ambiente.
Ivo percebeu que, embora a Terra tivesse problemas, ele ainda poderia fazer uma diferença positiva. Ele sabia que nunca poderia voltar ao seu planeta natal, mas estava feliz em terencontrado um novo lar e um propósito na Terra.
Ivo nunca mais se sentiu sozinho e, embora ainda houvesse dias difíceis, ele estava feliz por ter encontrado um lugar onde pudesse se sentir útil e valorizado. Ele percebeu que, independentemente de onde você esteja, sempre há desafios a serem enfrentados, mas com amor e perseverança, você pode encontrar um caminho para a felicidade.
Na verdade, não há desvio de palavras, não existem dois lados, não há ponto de vista nem sequer interpretação - a verdade é exatamente o que é.
“Há alguns anos eu comecei a rever a minha vida, desde os meus primeiros anos e pude perceber que foi incutido em meu cérebro muitas mentiras taxadas como verdades absolutas. Ao investigar e avaliar buscando a autenticidade tive a certeza de que, aquilo que era baseado e fundamentado em princípios religiosos e acadêmicos, onde até certo tempo me fez conduzir a minha vida com dúvidas e incertezas. Contudo, eu me vi obrigado a buscar serenidade e seriedade para conduzir os meus passos e desconstruir as opiniões e crenças, que foram implantadas, com fragmentos de verdades e turbilhões de mentiras, onde por muito tempo eu acreditei. Hoje eu me vejo reiniciando as minhas atitudes, com o objetivo de criar uma conexão segura com o conhecimento. Com isso, eu adotei um sensor confiável, para o meu processo de investigação: a incerteza.
Qualquer concretização real que for fundamentada será elaborada e gerada pela segurança dessas soluções e só ocorrerá a doxa, após uma limpeza de todas as dúvidas, que devem ser eliminadas, de acordo com o apontamento da incerteza.”
Há um nada que me segue
insistente,
mesmo indolente
me flagela
Nada feito de vazios,
de carências ansiosas
- Vida morrendo de sede –
na enchente da modernidade
Vazio que nocauteia
Fímbria de maldições
Velas brancas acendem
para iluminarem-me o chão.
Não há como distorcer a realidade, a uma vida filtrada as redes sociais ou semelhante a fase de um jogo de vídeo game, que nos permite apertar o reset, sem se preocupar em assumir qualquer responsabilidade e consequências pelos nossos atos !
Coincidências;
Há momentos na vida em que tudo parece acontecer por uma razão maior, como se o universo conspirasse a nosso favor. São as coincidências, esses encontros inesperados que nos fazem sentir que há algo maior que rege nossas vidas.
Para Clarice Lispector, as coincidências eram uma forma de conexão com a vida. Ela acreditava que o universo falava conosco através delas, nos mostrando que tudo está interligado e que, por mais que pareça aleatório, tudo tem um propósito.
Já Fernando Pessoa via as coincidências como um mistério a ser desvendado. Para ele, esses encontros fortuitos eram sinais de que há algo além do que podemos entender, um universo paralelo que se comunica com o nosso através desses sinais.
Ambos concordavam que as coincidências eram uma forma de magia, de trazer à tona o inexplicável e o imprevisível em nossas vidas. Elas nos fazem sentir vivos, conectados com o mundo e com algo maior que nós mesmos.
E quando essas coincidências envolvem o meio ambiente, a natureza, o amor, a saudade e a falta, elas se tornam ainda mais poderosas. É como se o universo nos lembrasse de que estamos ligados a tudo o que nos rodeia, que somos parte integrante da natureza e que o amor, mesmo na ausência, nunca nos deixa verdadeiramente sozinhos.
Por isso, devemos estar sempre atentos às coincidências, aos encontros fortuitos, aos sinais que o universo nos envia. Eles podem ser a chave para desvendar mistérios, para encontrar a felicidade e para nos conectarmos com a essência da vida.
O mundo é um grande palco de hipócritas.
Seja religião ou sexualidade não há um enredo descente e verdadeiramente inclusivo. Os que falam de amor, não amam. Os que militam pela diversidade, só aceitam os que estão dentro dos seus restritos conceitos (padrões) de igualdade.
Oque as massas julgam liberdade é exatamente oque as acorrentam há seculos, sempre porque é comum demais.
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