Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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⁠Onde há ignorância, sobra preconceito.

⁠ “Quando o pôr do sol beija o mar, há um suspiro no universo inteiro…”

Inserida por rosangela_montano

⁠"Quando o pôr do sol beija o mar"

Quando o pôr do sol beija o mar,
há um suspiro no universo inteiro,
como se Deus descansasse os olhos cansados
numa tela viva de luz e silêncio.

O céu se curva com humildade,
num gesto de ternura que só os puros entendem,
e o mar, velho confidente dos ventos,
abre os braços em ondas de encantamento.

Não há pressa.
O tempo se descalça para caminhar sobre as areias douradas,
e cada segundo parece uma eternidade
vestida de paz, cor e esperança.

É ali, nesse limiar entre dia e noite,
que os corações mais sensíveis se encontram consigo mesmos.
Alguns choram baixinho sem saber por quê.
Outros apenas respiram, gratos por existir.

Porque quando o pôr do sol beija o mar,
algo em nós se acalma.
As dúvidas dormem, os medos se recolhem,
e o amor — mesmo sem nome —
nos visita com os pés descalços e alma leve.

As lembranças antigas dançam na espuma,
e as promessas do futuro se pintam no céu
como se dissessem: “Vai ficar tudo bem…
a vida sabe o que faz, mesmo quando parece não saber.”

Há poesia em cada reflexo dourado,
em cada pássaro voltando ao ninho,
em cada barco que silencia no horizonte,
sabendo que não se chega a lugar algum
sem antes se perder um pouco na beleza.

E tu, que olhas o pôr do sol em silêncio,
carregas dentro de ti um mundo inteiro:
as dores que ninguém viu,
os sonhos que ainda não contaste,
as alegrias escondidas em pequenos detalhes.

Mas naquele momento, tudo cabe num só verso:
“Estou vivo. Sou parte disso tudo. E sou amado pelo céu.”

Quando o pôr do sol beija o mar,
há um recomeço disfarçado de fim,
uma luz que se despede só para voltar mais forte,
e uma certeza suave:
mesmo nas sombras, ainda há beleza.

E que belo é saber que, enquanto o sol beija o mar,
o amor também nos beija em silêncio,
nos convida à leveza,
e nos recorda — sem dizer palavra —
que viver é, sobretudo, saber contemplar.

Inserida por rosangela_montano

⁠⁠⁠Creio eu, lógico que não tenho certeza, que tudo que há no Planeta Terra serviu, serve ou servirá para outra(s) coisa(s), ou seja, na Terra não há nada em vão. Será que estou certo em pensar assim? Avisando que não sou o dono da verdade e nem o dono da razão. Respeito todas as opiniões, inclusive as contrárias das minhas.

[Fortaleza/Ce., 12/04/2025]

Inserida por joao_carlos_vozao

⁠Como uma manteiga posta suavemente em uma frigideira que há tempo já estava quente, esperando-a.
Desliza escorregando da colher bem devagar e quase não se soltando. Até que se desprende da colher se despreguiçando.
E em uma perfeita transição da colher para a frigideira, toca seus pés na superfície dura e quente e se derrama alongando, se deitando, derretendo-se toda a molhar a frigideira por todos os lados.
Consegue ouvir o som da cena? O chiado da manteiga, se assentando a frigideira e escorregando devagar, é uma sinfonia de gemidos.
Um prazer mordiscado.

Inserida por alvesiury

Vezes há em que as palavras se apagam
e só sabemos pronunciar o beijo.

Inserida por JeremiasMaxaieie

⁠Te olhei e não senti
O coração palpitar
Percebi que o que há de vir
Eu poderia, evitar

Tinha amor e ainda assim pensei
Por que não te amar?
E se de ti assim pensei
Talvez eu decida tentar

Não por mim mas por você
Pois parece merecer
O que em outros ousa buscar
Só eu posso lhe oferecer

Afinal o que têm além
Daquilo que eu já não vi
Sua carinha de neném
E seus lábios de ofir

Os seus olhos eu ouvi
Isso eu não pude evitar
Mas terei que resumir
Há muito mais para expressar

Versos que sua boca não diz
Eles parecem cantar
Como explicar que isso condiz
Exatamente com o luar

Cantam em silêncio
Uma bela canção
De uma garota incrível
Solta nesse mundão

Como floco de neve ela paira
Mas como gota de vela ela pinga
Em minha pele, amor e raiva
O ardor da parafina

Parafina, parafraseando
Meu amor que por ti anseia
Calor que vai se solidificando
Consistente como a areia

Se dissipa em um punhado
Se com paixão não for regado
Porque não pode em um punhado
Um castelo ser criado

Se um punhado não é o bastante
Só te ver me é frustrante
Se em ti, tocar eu não puder
Te desejo mais a cada instante

Perceba sem mais tempo a perder
Tudo o que em silêncio podemos viver
Somos bons conhecidos
Mas bons amantes podemos ser

Doce e frágil parece ser
Penso até que vai quebrar
Torço para não acontecer
Pois não temos quem culpar

Se apaixonam sem querer
Quis, me apaixonar por você
Decidi assim fazer
E logo vou te convencer

Somos bons conhecidos
Mas bons amantes podemos ser

Inserida por alvesiury

⁠Enquanto o mundo corre, o sábio respira — pois até no silêncio da brisa há um impulso para seguir em frente.

Inserida por joemarro

⁠Há momentos em que a vida nos exige mais fé do que força.
Bom dia!

Inserida por SolSorte

⁠Autismo é um espectro, portanto não há um "modelo" único. Cada pessoa com autismo tem sua própria personalidade, interesses e necessidades.

Inserida por GretchenStipp

⁠Não há nada mais cansado do que quem prega o que nunca pratica.
É ai que a verdade costuma estar, silenciosa e incômoda. A hipocrisia mora nesse contraste.

Inserida por NateSeckler

⁠"Onde descansam os sonhos e cantam os passarinhos"

Descansam os sonhos onde não há forma.
Onde o silêncio tem corpo e respira.
Onde o mundo não exige nome, nem explicação, nem fim.
Ali, naquela fresta entre um pensamento e outro,
os sonhos se deitam — exaustos da lógica —
e adormecem no colo da intuição.

É lá que eles existem de verdade:
sem o peso da realização,
sem o fardo da espera.
São sonhos livres, sem pressa de acontecer.
E talvez nunca aconteçam.
Mas isso não importa,
porque ali, naquele repouso invisível,
eles já são inteiros.

Os passarinhos não cantam só por alegria.
Cantar, para eles, é necessidade,
é o modo como atravessam o mundo
sem se tornarem pesados.
Cantar é sobreviver à existência.
E, quando cantam, desarrumam o ar,
quebram o tempo,
incomodam a rotina das pedras.

Os sonhos descansam no mesmo lugar
onde os passarinhos cantam:
num espaço que não se vê, mas se sente.
Um espaço que mora dentro da gente —
mas que só se revela quando a gente para.

Para de correr, de entender, de ter.
E apenas sente.

É aí que tudo acontece:
onde a vida não é vida como conhecemos,
mas é mais viva do que tudo.
Onde não há promessas,
mas há presença.
Onde não há certezas,
mas há fé.

E talvez esse seja o verdadeiro lugar dos sonhos:
não na realização,
mas na liberdade de serem o que são.
Como os passarinhos,
que não precisam explicar seu canto
para que ele transforme o mundo.

Inserida por rosangela_montano

⁠"Seja o primeiro a sorrir. Mesmo quando não há razão para sorrir, pois são nesses momentos que o sorriso é mais que necessário".

Inserida por TecoNicolau

⁠Que seja poesia ou razão, mas tudo que for inspirado para que os homens creiam que só há um SENHOR que dirige os passos de quem acredita, seja escrito.

Inserida por Monta

Silêncio em tormentas

Há em mim um lado que é calmaria,
E outro que se perde na tormenta.
Um que se cala ao te olhar,
E outro que grita tua ausência.

Carrego em mim um amor que te envolve,
Mas também um orgulho que te afasta.
Sorrisos nascem só de te ver,
E lágrimas caem quando não estás.

Sou feito de contrastes,
De céu sereno e tempestade,
De certezas e dúvidas,
De encontros e saudades.

Mas entre todos os meus lados,
Entre tudo o que sou ou deixo de ser,
Não existe em mim sequer um instante,
Em que eu não te deseje
Com alma, com coração

Inserida por DaviRogerio

⁠Aço que cansa

Hoje não escrevo.
Durmo sorrindo.

Há um alívio bom
em adiar a dor
porque, por um instante,
a alma está quieta
e inteira.

⁠Há um engarrafamento em minha cabeça.
Não de carros — desses já me cansei nas ruas —
mas de pensamentos.
Ideias que bateram uma na outra como caminhões desgovernados.
Palavras estilhaçadas. Conceitos esmagados.
E eu, no meio,
como um pedestre distraído que atravessou fora da faixa da lógica.
Meu psicológico está acidentado.
Não é figura de linguagem, não!
É um fato clínico — e ninguém sinalizou o caos.
E tudo continua fluindo lá fora —
gente indo, vindo, vivendo!
E eu? Eu estou aqui, preso entre as ferragens,
num cruzamento sem sinal,
onde todos os caminhos levam ao mesmo lugar:
nenhum.

Inserida por raulbardeiga

⁠Há algo que não se altera ao longo do tempo, nas coisas
que realmente nutrem minha alma.
Anseio pela conexão que vai além do físico e do emocional,
pelos momentos raros e desprotegidos em que os corações se conhecem além das palavras.
Saudades curtas.

Inserida por WilsonAlberto

⁠Hoje eu precisava escrever,
mesmo que as palavras pareçam pequenas diante do que sinto.
Há uma dor em mim que ninguém vê.
É um vazio tão profundo que não sei como descrever.
Só sei que está aqui — me atravessando em silêncio.
Esperei com amor, com fé, com cada parte do meu ser.
Esperei como quem acredita em milagre,
como quem sente antes mesmo de existir.
Me entreguei por inteiro, corpo e alma,
a um sonho que crescia — mesmo sem forma.
E quando a resposta veio…
não foi grito, nem tragédia.
Foi apenas o não.
Silencioso, seco, cortante.
E ali, eu me perdi um pouco.
Ninguém viu meu luto.
Ninguém me abraçou por algo que “nunca aconteceu”.
Mas dentro de mim, eu vivi.
Eu sonhei.
Eu amei.
Hoje carrego uma dor muda,
como quem enterra uma parte de si sem ter onde chorar.
E mesmo assim…
mesmo assim…
há um pedaço de mim que ainda espera.
Que ainda ama o que não chegou.
Se um dia você me vir sorrindo,
saiba que há um mar calmo por fora,
mas que por dentro…
ainda há ondas que não sabem descansar.
Com amor,
de mim — por mim.

Inserida por zorictha

Silêncio dentro
há um não
que ninguém ouviu
mas que ecoa em mim
como um trovão de dentro para fora
ninguém viu
o dia em que morri um pouco
de olhos abertos
sem despedida
sem barulho
a vida me negou com o olhar vazio
com mãos que não se estendem
com promessas que nunca se disseram
e agora eu ando com essa ausência nos braços
como quem embala o que não nasceu
como quem carrega um nome sem rosto
como quem grita sem som
eu não quero explicações
nem conselhos
eu só quero que essa dor
não precise se esconder em mim

Inserida por zorictha