Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura
Valores Humanos
Neste longo caminho...
Buscamos a compaixão
Em um mundo que só há discriminação...
Humildade, honestidade, liberdade
Conceitos que estão cada vez mais distantes
Onde a esperança se perde nos horizontes...
Procuramos um sentido na vida
Buscando igualdade, cooperação e justiça
Valores desrespeitados, abandonados...
Por líderes alienados
Caráter, amizade, Amor
Principais valores humanos
Que se perderam durante esses anos
Onde a ausência destes sentimentos
Reflete em conflitos violentos...
O conhecimento e a indignação...
Nos fazem pensar sobre o perdão...
Perdão que muitos dizem trazer a paz
Paz que buscamos desde outrora...
Mas afinal, o que é a paz?
Será que é o contrário a guerra?
Ausência de conflito?
Aceitação do horrível?
Mas isso é possível?
Deixo a você essa indagação
Pois não tenho resposta para essa questão
A Torre
Nos meus sonhos,
ela se projeta.
Há uma névoa sobre ela.
Não sei o que deseja.
Não sei se aquilo que diz
é real.
Ela vive um engano,
acreditando estar
fazendo a coisa certa.
Mentiras doces
alimentam apenas
os miseráveis de espírito.
Por que insiste em aparecer?
Minha realidade
já não comporta
a sua existência.
E, ainda assim,
uma lealdade cega
permanece dentro de mim.
Talvez eu não espere
que ela retorne.
Espero apenas
ser resgatado
da torre
onde ainda a guardo.
“Não precisamos de quem enxergue o mundo como nós, mas de quem nos ajude a vê-lo melhor. Há parcerias que ampliam o nosso olhar e revelam verdades que já habitavam em nós, mas para as quais ainda não havíamos encontrado palavras.”
Há caminhos que não levam a lugar algum; ainda assim, alguns homens passam a vida inteira tentando descobrir se era o destino ou a estrada que estava perdido.
A expressão genuína e o direito de escolha florescem onde há decência e limites morais, nunca na desordem e na destruição promovidas pela libertinagem.
Há uma diferença silenciosa entre mudar de opinião e amadurecer: mudar de opinião é substituir uma ideia por outra; amadurecer é perceber que algumas certezas só existiam porque nunca tivemos coragem suficiente de examiná-las profundamente.
Santos para a Plateia
Há pessoas que passam a vida vestindo máscaras tão bem ajustadas que já não sabem mais quem são quando estão sozinhas. Diante dos outros, pregam bondade, compaixão e humildade, mas, quando chega a hora de transformar palavras em atitudes, nada existe além do discurso. Falam sobre fazer o bem como se fossem exemplos, embora raramente tenham estendido a mão quando alguém realmente precisou.
E ainda encontram tempo para julgar aqueles que escolheram caminhar por uma estrada diferente. Chamam de perdidos os que não seguem suas regras, de distantes de Deus os que questionam, de sem fé os que procuram respostas por outro caminho. Dizem que falta oração quando, talvez, o que realmente falte seja respeito pelo livre-arbítrio e humildade para aceitar que ninguém é obrigado a enxergar o mundo através dos mesmos olhos.
É curioso como algumas pessoas acreditam que conhecer o caminho certo lhes dá o direito de condenar quem escolheu outro. Esquecem que fé sem bondade é apenas aparência, oração sem compaixão é apenas palavra, e um discurso sobre amor perde todo o sentido quando é usado para diminuir alguém.
No fim, a máscara pode enganar uma multidão, mas não transforma uma pessoa naquilo que ela finge ser. Porque caráter não se veste para uma ocasião, bondade não precisa de plateia e quem realmente carrega luz não precisa apagar o caminho de ninguém para provar que o seu é o certo.
Estou cansada de transformar o meu cansaço em sorriso para que ninguém perceba o que há por trás dele. Aprendi a medir palavras, esconder sentimentos e vestir máscaras até dentro de casa. Às vezes, o sorriso não é felicidade — é apenas a forma que encontrei de esconder tudo aquilo que não consigo mostrar.
Há muito tempo, na minha juventude, entreguei o meu coração a uma mulher incrível. Eu a amava com uma intensidade impossível de descrever, mas o destino acabou nos levando por caminhos opostos.No dia da nossa despedida, senti como se uma parte de mim tivesse sido arrancada. O destino não levou apenas a nossa convivência; levou embora um pedaço do meu peito que nunca mais voltou para o lugar.Os anos passaram e o mundo mudou, mas, dentro de mim, o tempo parece parado naquele último adeus. Dizem que o tempo cura tudo, mas, no meu caso, ele apenas aumentou a saudade. Hoje, sinto a falta dela com a mesma força do primeiro dia. Ela continua sendo o meu principal pensamento e a protagonista de todos os meus sonhos.O meu corpo envelheceu, mas aquele homem apaixonado continua vivo aqui dentro. Continuo guardando a chama de um amor que nem a distância, nem o silêncio e nem a ausência conseguiram apagar. Ela foi — e sempre será — o grande e único amor da minha vida.
“Há respostas que, se tivessem chegado a tempo, poderiam ter mudado nossa história. Quando chegam tarde, porém, revelam algo ainda mais profundo: a história já havia mudado, não por causa delas, mas apesar de sua ausência.”
Há algo doloroso em crescer enquanto, diante do espelho, ainda enxergo a criança que o tempo não conseguiu levar de mim. O mundo me chama de adulta, coloca responsabilidades sobre meus ombros e espera que eu saiba caminhar sozinha, mas, por dentro, ainda procuro a mão que um dia segurava a minha. Talvez crescer seja essa contradição silenciosa: o corpo aprende a envelhecer enquanto a alma permanece sentada em algum lugar do passado, tentando entender em que momento os dias correram tão depressa e por que ninguém avisou que, um dia, eu teria que dizer adeus à infância sem jamais estar pronta para deixá-la partir.
A vida é uma questão de escolhas,
cada passo desenha o amanhã.
Há caminhos cobertos de flores,
e outros que exigem coragem para caminhar.
Escolhemos amar ou guardar rancor,
perdoar ou alimentar a dor.
Escolhemos levantar depois da queda
e acreditar novamente no amor.
Helaine machado
Há dias em que a saudade do passado aperta o peito como se quisesse me arrancar do presente; e tudo o que eu mais desejo é voltar para algum lugar no tempo em que eu ainda era verdadeiramente feliz, quando sorrir parecia natural e a vida não pesava tanto sobre os meus ombros.
reamar.
Enterro o que fomos sem negar o que fomos,
deixo o antigo amor repousar sem pesar
há coisas que morrem para que, entre os escombros,
duas mãos diferentes se possam tocar.
Não quero o retorno do mesmo começo,
nem repetir promessas que o tempo desfez
se ela vier, que eu saiba encontrá-la de novo,
como quem conhece e descobre outra vez.
Imagino nós dois numa mesa qualquer,
ela contando alguma coisa e eu distraído,
não pelo que diz, mas pelo jeito de dizer
como se o amor tivesse enfim aprendido
que amar não é saber quem o outro será,
é ter curiosidade de vê-lo mudar.
E talvez, quando a tarde cair sobre nós,
eu perceba, sorrindo, uma coisa singela
não foi o tempo que trouxe de volta a nós,
foi o que aprendemos enquanto faltava ela.
Porque ainda seremos estranhos em certas manhãs,
ainda haverá perguntas que não saberemos fazer
e eu quero justamente essas partes humanas:
descobrir sua nova maneira de ser.
Que ela também me encontre sem me procurar, nas versões antigas que um dia conheceu. Eu não quero que ela volte para o homem de lá, quero que ela conheça o homem que o tempo me deu.
E se algum dia estivermos, sem perceber,
em qualquer canto do mundo, sem nada especial, eu quero olhar para ela e finalmente entender
o nosso amor não voltou.
Ele começou de novo.
Quero espaço.
Espaço para mim.
Espaço onde há liberdade
para eu existir.
Quero escrever o que minha alma grita,
sem me preocupar com métrica
ou rima.
As estrelas se alinham
e formam constelações,
mas há um universo de distância entre elas, para que tenham espaço
e brilhem.
Quero espaço para brilhar.
Espaço para respirar.
Espaço para me amar.
Mas sou brinquedo
das suas carências.
Há um mundo fora do meu quarto,
mas não minto quando digo
que há outro dentro dele.
Me dê espaço.
Permita que eu escolha
o filme que vou assistir.
Deixe minha liberdade
existir.
Me dê espaço.
Há mais poesias em uma gota de amor do que em todas as palavras já escritas no universo.
A linguagem guia o desejo, mas é pequena demais para expressar a alma.
nossa liturgia.
Entre nós há uma distância
que nenhum mapa saberia medir,
porque não se mede em léguas
o que duas almas precisam conter
quando nasceram querendo se encontrar.
Há cidades entre nossos passos,
noites inteiras entre nossas mãos,
e uma espécie de silêncio
que aprendemos a chamar de prudência
para não chamar de paixão.
Tu sabe.
Eu sei.
E talvez seja justamente isso
o que torna tudo tão difícil
não há dúvida que nos salve,
nem inocência que nos proteja.
Há apenas essa certeza mútua,
quieta e quase cruel,
de que se fosse fácil,
nós já teríamos vivido tudo.
Porque há um amor reprimido
morando no intervalo das palavras,
um incêndio educado pela distância,
uma vontade que baixa os olhos
toda vez que o desejo ameaça dizer seu nome.
E quando penso em ti,
não penso somente no encontro.
Penso naquilo que viria depois dele
a demora dos dedos,
o repouso da cabeça junto ao peito,
o abraço que não teria pressa de acabar,
como se nossos corpos finalmente descobrissem
uma língua que a boca jamais aprendeu.
Talvez nossas mãos já se procurem
sem que saibam.
Talvez, em alguma noite distante,
quando o sono demora e o quarto se cala,
tu também imagine minha presença
chegando devagar,
como quem atravessa a escuridão
sem querer acordar a saudade.
E eu te imagino fazendo o mesmo.
Dois desejos separados por quilômetros,
dois corações fingindo serenidade,
duas vontades absurdamente próximas
vivendo em geografias diferentes.
É estranho amar assim.
Ter alguém tão perto do pensamento
e tão longe da pele.
Saber o caminho até os olhos,
mas não poder percorrê-lo.
Conhecer a curva do sorriso,
mas não poder guardar o rosto entre as mãos.
Querer dizer fica
quando tudo ao redor insiste em dizer longe.
E talvez seja por isso
que nosso amor pareça tão pequeno por fora
e tão imenso por dentro.
Porque aquilo que poderia ser vivido
precisa ser imaginado.
O beijo se torna hipótese.
O abraço, memória de um futuro.
O toque, uma espécie de oração
que ambos fazemos em silêncio.
Mas há uma coisa que a distância não conseguiu levar
a vontade.
Ela permanece.
Permanece quando conversamos,
quando nos despedimos,
quando fingimos que certas palavras
não carregam segundas intenções.
Permanece naquela fração de segundo
em que nossos olhos se encontram
e ninguém sabe muito bem
quem desviou primeiro.
E se um dia a distância ceder,
se o acaso for gentil conosco,
se as estradas finalmente resolverem
terminar no mesmo lugar,
não haverá muito o que explicar.
Talvez apenas silêncio.
Porque depois de tanto tempo
reprimindo o que sentimos,
o primeiro toque dirá tudo.
E haverá nos nossos corpos
a estranha familiaridade
de quem esperou demais
por algo que sempre soube reconhecer.
Então talvez descubriremos
que não era exagero,
nem carência,
nem fantasia.
Era somente amor
sem espaço suficiente para acontecer.
E quando houver espaço,
quando não houver mais quilômetros
entre a tua mão e a minha,
não haverá pressa.
Haverá fome de presença.
Haverá o abraço demorado
de quem finalmente pode tocar
aquilo que passou tanto tempo
amando de longe.
E talvez seja essa a nossa tragédia
não nos falta amor.
- Relacionados
- Mensagens sobre ser pai e mãe
- Ser professor é: mensagens sobre a jornada no ensinamento
- Frases sobre sorrir que te inspiram a ser feliz
- Frases femininas para celebrar o poder de ser mulher todos os dias
- Mensagens de Natal para o dia 25 de dezembro ser ainda mais especial
- 37 frases sobre aproveitar a vida e ser feliz de verdade
- Ela é forte e sabe sonhar: frases de menina mulher
