Ha de ser Forte sem Jamais Perder a Docura

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UMA DICA DO JAZZ

"O que há de belo na velhice é a poesia da inutilidade." É claro que esta ideia ou ponto de vista não é de um velho, mas pode bem ser de uma jovem que tenta interagir com um velho em profunda decadência física e mental...
Contudo, o velho tem a seu favor a experiência, conhece os atalhos por onde teve que passar, atalhos estes que certamente um jovem ainda não trilhou e nem conhece...
Sempre há uma justificativa para o absurdo, uma causa, um efeito e, a despeito do que podem pensar o velho e o jovem, ambos estão trilhando a mesma estrada, escrita pelo caos. Todavia, como no Jazz, aproveita melhor a falta de harmônia aquele que souber improvisar. A propósito, sou velho e toco jazz.

Evan do Carmo 14/12/2016

Não há maior dignidade humana do que receber pelo trabalho que se realiza.

As relações abalam-se quando há invasão de privacidade... a discrição é um dom da inteligência.

⁠Toda injustiça social que há é fruto do egoismo humano, tolos governantes e povo alienado, ambos só se interessam pelo que a política pode lhes oferecer como poder e vaidade individual, ninguém se importa com o coletivo, nem políticos nem quem os elegem.

⁠Somos tão imperfeitos,
nunca estamos satisfeitos,
há sempre uma impressão,
a sensação nostálgica
de que o melhor ainda está
por vir...

Há acontecimentos na existência que marcam como amor ou paixão avassaladora. E, às vezes, tentamos reescrever essa história — mover o enredo, deslocar o sentimento, transplantar a emoção para outro contexto, outra pessoa, outro encantamento. Mas não funciona.


No universo emocional, certos eventos só acontecem uma vez.
Não é possível reconstruir o que o caos, em sua precisão secreta, nos ofereceu como vivência única.


Há experiências que pertencem a um instante irrepetível, e nenhuma tentativa humana consegue reescrever aquilo que nasceu para acontecer apenas naquele momento — e nunca mais. Evan do Carmo

Quero voltar para a aldeia dos artistas,
em outra dimensão,
onde não há dor
nem compromissos parentais,
pois lá todos são apenas irmãos;
não irmãos de sangue,
são irmãos por condição.
São todos artistas,
criadores de beleza.
Lá não há religião,
nem nenhuma forma de paixão reprimida,
como há na carne decadente,
onde as almas se contratam
para viver na prisão eternamente.
A lei que rege é a paz,
nem há forma de agressão.
Todos se respeitam,
todos se amam,
pois, na verdade, são íntegros,
perfeitos para adoecer
de qualquer forma de paixão.
Quero voltar para a aldeia dos poetas;
lá eu vivo em segurança.
Não há necessidade de dinheiro,
porque todos têm grande porção.
Respiramos ar puro
e não há falta de vinho
ou de pão.
Quero voltar para a aldeia dos libertos,
que não precisam se apossar
de nada físico
para a vida organizar,
ou usufruir direitos
que outros não podem comprar.
Tudo é livre,
tudo para todos.
Há abundância
de gentileza e gratidão,
por isso não falta amor,
nem tampouco união.
Quero voltar para a aldeia dos justos,
que não precisam julgar,
nem corrigir o outro
para existir.

Sem paixão, não há história.

No palco do mundo há performance; na minha voz, apenas a exaltação ao meu Mestre.

Há Flores quente do verão e Flores fria do inverno e ambas admiram uma às outras..mas seu próprio ambiente fazerá com que o outro morra com o tempo; então devem criar um ambiente para se viver bem, o chamado equilíbrio.

Quando dentro de nós há luz, nenhuma escuridão dura tempo suficiente para nos amedrontar.

Se em cada sopro de vida existe Deus, então, não há como negar que Deus está em toda parte.

⁠Sem regras rapidamente nos tornamos escravos das nossas paixões – e não há nada de libertador nisso.

Enquanto há tempo, façamos o bem. Nossa vida é um eterno semear, se plantarmos boas sementes colheremos bons frutos. O retorno certamente virá...

Regue seu coração com o que há de mais singelo. Dele brotará preciosidades...

⁠Tudo na vida possui algum propósito, as vezes é difícil saber qual, mas certamente há algum.

Mensagem ao meu passado

Mandei uma mensagem pro meu passado, que há muito havia amado,
embora a despedida já acontecera há tempos, precisava dizer adeus pra me libertar por dentro.

Não foi fácil, confesso,
coração palpitou querendo apelar para o regresso, mas depois de ver como ela está feliz, entendi que a felicidade dela também é o meu progresso.

Enquanto a mim, sigo a vida como poeta, escrevendo sobre o que sinto,
sem saber descrever o que é sentir,
mas sentindo demais para descrever.

O amor genuíno deve ser algo imaginado,
porque eu o sinto,
mas não o consigo mais ver.

A renúncia me custou a companhia,
as horas de felicidade ao seu lado,
mas a poupou do sofrimento
de recomeçar ao lado de alguém quebrado.

Não financeiramente,
ou fisicamente,
mas pela vida
e seus fantasmas do passado.

Porque às vezes amar
também é partir.

E mesmo que a alma queira retorno,
há despedidas que não são sobre esquecer…
são sobre finalmente se libertar.

Há verdades que atravessam séculos… mas há outras que não atravessam nem a porta.

Não há justiça onde a lei é aplicada sem humanidade.

Há derrotas que nascem não da força adversária, mas da demora em decidir.