Ha como eu Queria q ela Soubesse
Há perigos tão temíveis que infundem no coração, mais que o medo de enfrentá-los, a recusa de enxergá-los.
Não temeis!
Há sempre um anjinho da guarda, uma estrelinha ou uma alma gémea que nos guarda sempre.
Imagino o céu está todo estrelado.... Maravilhoso... Quantas estrelas a velar por nós.... Elas que nos protegem incessantemente..... Mesmo de dia invisíveis, mas existentes.....
As minhas estrelas eu conheço-as!
E tu?
CORAÇÃO EM PASSAS (soneto)
Ah! quem há de poetar, saudade penosa e tirana
O que na emoção cala, e o versar não escreve?
- Range, doí, pregada na lembrança, e, em greve
Sente, em amargos no peito, o que era soberana
O coração em passas, e é um redemoinho fulana
Em explosão, fria e grossa, e ao enamorado deve
E ao olhar desalentado asfixia o pensamento leve
Que, paz e harmonia, saem em ignota caravana...
Quem o verso alcançara pra a rima desta solidão?
Ai! quem há de amenizar, assim torna-la tão breve...
Se infinito é o silencio; E o vazio então agiganta?
E os lábios secam. E o olhar chora. Tudo em vão?
E a sensação se refugia num sepulcro de neve?
E então as trovas de amor esvaem na garganta?
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
12 de março de 2019
Cerrado goiano
Um dia depois.
Olavobilaquiando
CRIAÇÃO (soneto)
Há no amor um tempo certo de se firmar,
que é o momento de plenitude e bendito:
as almas são de uma total grandeza ímpar,
e onde, os dois corpos, poetam no infinito.
Tudo é um êxtase no peito a proclamar,
de força e surpresa, a um coração aflito;
acesa, mãos tremulas, se põe a celebrar,
num vagido, eclodindo num gentil grito.
Rasga-se em luz o olhar dos amantes;
cada gesto a carícia em plena euforia,
e o tempo, estaciona em cada abraço.
Porque, entre cada gesto refrescante,
brota todo o Universo, em doce alegria,
acalmando o dia, dos beijos em rijo laço...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
05/04/2018
São Paulo
Olavobilaquiando
Há um deus único e secreto
em cada gato inconcreto
governando um mundo efémero
onde estamos de passagem
Um deus que nos hospeda
nos seus vastos aposentos
de nervos, ausências, pressentimentos,
e de longe nos observa
Somos intrusos, bárbaros amigáveis,
e compassivo o deus
permite que o sirvamos
e a ilusão de que o tocamos
Há dias em que em ti talvez não pense
a morte mata um pouco a memória dos vivos
é todavia claro e fotográfico o teu rosto
caído não na terra mas no fogo
e se houver dia em que não pense em ti
estarei contigo dentro do vazio
“Se resolver trabalhar com o método Reiki, confie na melhor propaganda que há: a boca a boca. Para isso, você tem de ter um compromisso com a qualidade, ser um bom profissional.”
Há apenas duas formas de ficar completamente sozinho neste mundo: perdido na multidão ou em total isolamento.
Há coisas que só proporcionam felicidade em nossa imaginação, outras, as quais não detemos expectativa alguma, porém nos surpreendem com muita satisfação.
I. Amarás a beleza, que é a sombra de Deus sobre o Universo.
II. Não há arte atea. Embora não ames ao Criador, o afirmarás criando a sua semelhança.
III. Não darás a beleza como isca para os sentidos, se não como o natural alimento da alma.
IV. Não te será pretexto para a luxuria nem para a vaidade, se não exercício divino.
V. Não buscarás nas feiras nem levarás tua obra a elas, porque a Beleza é virgem, e a que está nas feiras não é Ela.
VI. Subirá de teu coração a teu canto e te haverá purificado a ti o primeiro.
VII. Tua beleza se chamará também misericórdia e consolará o coração dos homens.
VIII. Darás tua obra como se dá um filho: tirando sangue de teu coração.
IX. Não te será a beleza ópio adormecido, se não vinho generoso que te estimula para a ação, pois se deixas de ser homem ou mulher, deixarás de ser artista.
X. De toda a criação sairás com vergonha, porque foi inferior a teu sonho e inferior a esse maravilhoso Deus que é Natureza
vai um cafezinho?
há no cerrado um gretado
ali ressequido, árido chão
no verão ele é molhado
no inverno devastação
sem a cor do encantado
mas encanta a fascinação
ele tão pálido, incendiado
insiste em renovação
aguerrido nosso cerrado
dedicado o nosso sertão
hoje todo cafeinado…
põe açúcar ou não?
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
quarta 16/10/2019
Triângulo Mineiro
Não há maior coisa que encontrar alguém que faz tudo por ti que se preocupa e está sempre presente na sua vida.
Uma vez me disseram:
“Dentro de você há a força de mil antepassados, você pode tudo.”
É algo bonito, motivador e tentador de ser acreditado. Mas no fundo de seu coração você sabe que não passa de uma frase para te dar uma motivação para continuar nesse mundo remoto e sem emoção onde toda e qualquer ação é romantizada a favor de incentivar a continuarem acreditando. Vamos todos morrer um dia, todos sabemos disso e continuamos a fingir que nunca vai acontecer. Preferem viver o momento ignorante e atual de sua vida a aceitarem que o mundo é um lugar sujo, sem coração, sem sentido e perpetuamente dominado por uma única espécie egoísta e desumana que quando questionada finge não saber o que está acontecendo, pois não vejo, logo não sinto, logo não é minha responsabilidade e sim de todos os outros da minha espécie.
Eu olho para os objetos sutilmente e tenho minha visão turva, tudo do meu campo de visão começa a tremer e consigo me ver batendo com toda a força e raiva. Me mantenho parado com o corpo imóvel enquanto dentro de mim sou capaz de sentir uma força mórbida e um sentimento incontrolável resumido em uma vontade insaciável de sair correndo, gritando e deixando meu corpo bater em qualquer coisa com a maior força que sou capaz de suportar. Como se estivesse preso ao meu próprio corpo, ao meu dia-dia, à minha rotina, a este mundo. Por fora transpareço uma pessoa com uma certa palidez, paciência e seriedade através de meus olhos fundos de ressaca acompanhados de uma boca seca.
É desgastante ver 9 de 10 pessoas nas ruas, no ônibus, na faculdade, e no trabalho dependentes da tecnologia atual de uma forma repugnante. As pessoas não tiram seus rostos da frente de um aparelho e colocam suas máscaras quando o possuem nas mãos. E literalmente todos ao meu redor estão contaminados com esse mau que nos aproxima de pessoas mais distantes e nos distanciam das pessoas mais próximas. Nos aproxima da informação e nos distancia da realidade atual, deixando cada vez mais explicito nossa vaidade natural.
De um Homem magro, alto, com cabelos castanhos enrolados de 20 anos de idade.
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