Ha como eu Queria q ela Soubesse

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Há Nudezes Que Revelam a Alma

Há nudezes que revelam o corpo,
mas há outras que revelam a alma.

E foi assim quando te vi:
não foi tua pele que me deixou sem palavras,
foi perceber que, diante de mim,
você havia deixado cair
tudo aquilo que nos protege do amor.

Não havia apenas um corpo despido,
havia uma mulher inteira,
com seus silêncios,
seus medos,
suas delicadezas,
seus desejos
e todas as histórias
que teus olhos ainda não haviam me contado.

E eu te olhei
como quem contempla algo sagrado,
não pela perfeição,
mas pela confiança de poder estar ali,
tão perto daquilo
que o mundo jamais conheceria como eu.

Porque amar alguém
é também aprender a olhar.

É tocar sem possuir,
é desejar sem diminuir,
é contemplar sem transformar
a beleza em coisa.

Naquela nudez,
você estava vestida
da coisa mais bonita que alguém pode oferecer:
a confiança.

E talvez tenha sido por isso
que meu coração tremeu.

Porque percebi
que não estava apenas vendo você.

Estava sendo autorizado
a conhecer uma parte tua
que nenhuma roupa poderia esconder
e nenhuma palavra conseguiria explicar.

Teu corpo era poesia,
sim,
mas tua entrega era ainda mais bonita.

Havia versos em tua pele,
mas havia eternidade em teus olhos.

E quando nossos silêncios se encontraram,
compreendi finalmente
que a verdadeira nudez
não acontece quando as roupas caem.

A verdadeira nudez acontece
quando já não temos medo
de sermos vistos por inteiro.

Por isso,
se algum dia me perguntarem
o que encontrei quando te vi assim,
não direi que encontrei
o corpo que tantas vezes imaginei.

Direi apenas:

encontrei tua alma
sem nenhuma defesa diante da minha.

E naquele instante,
eu também me despi

não das roupas,

mas de todos os meus medos
de amar alguém
tão profundamente.

A cada saída, há mil possibilidades, que podem ou não se realizar. A cada vez que alguém fica em casa com medo de caminhar pela rua, as mil possibilidades desaparecem.


(Mauro Calliari)

⁠TRUMPOSO! Assassino serial. Mata, supondo que eram criminosos. É juiz, júri, executor. E há quem idolatre o psicopata americano. Inversão total de valores.

Que maior vaidade e miséria há no mundo do que abundar em riquezas temporais, mantendo a vida cheia de ilusões e o coração desolado da presença de Jesus?

“Há pessoas que morrem uma única vez. Outras morrem novamente quando sua última história deixa de ser contada.”

“Há lugares dos quais precisamos sair não porque deixamos de amar, mas porque ficar começou a nos destruir.”

"Há pessoas cuja partida nos fazem compreender que a verdadeira grandeza de uma vida não se mede pelo tempo que ela durou, mas pela luz que deixou acesa no coração daqueles que permaneceram."

"Há sessenta e três anos, o Ministério Público do Estado do Acre escreve uma história de independência, coragem e compromisso com a sociedade. Que o futuro nos encontre tão fiéis aos nossos princípios quanto fomos ao longo dessa trajetória, porque as ferramentas evoluem, os desafios se renovam, mas a missão de promover a justiça permanece eterna."

"Há quem atravesse a ponte e siga seu caminho. Há quem, depois de atravessá-la, volte para reforçar suas colunas, sabendo que muitos outros ainda precisarão passar por ela. É nesse gesto que nasce o legado."

⁠A porta que tu fechastes era preciso ... não te culpes , não lamentes.. há males que vem pro bem da gente ... quando é preciso cortar o galho a gente corta , ele brota , renova .. mais forte .. assim é a vida da gente ...você corta o mal pela raiz ... e Deus te presenteia com novas possibilidades...novos amores, novas histórias... pessoas melhores que somam, que valorizam , que se importam de verdade...

A vida é o bem mais precioso do ser-humano. Vamos viver com responsabilidade e aproveitar o que há de melhor debaixo dos céus!


@nasblor

"O amor busca caminhos. A renúncia apenas aceita que não há mais caminho. São coisas diferentes."

“Morada nas Palavras”

Há amores que moram numa casa.
Conhecem o barulho das chaves na porta, o café dividido pela manhã, os pequenos desentendimentos, o silêncio confortável de quem já não precisa dizer nada para permanecer.
E há outros que nunca recebem um endereço.
Não porque tenham sido menores. Talvez justamente porque a vida não lhes concedeu espaço suficiente para acontecer.
Então eles procuram outro lugar para morar.
Uma carta.
Uma página.
Uma frase escrita no meio da madrugada.
Kafka e Milena encontraram esse lugar.
Não tiveram uma vida inteira lado a lado. Tiveram distância, espera, desejo e palavras. Muitas palavras. E talvez cada carta enviada fosse uma tentativa de diminuir alguns quilômetros entre dois corações que a realidade insistia em manter separados.
Há algo profundamente romântico e doloroso nisso.
Quando não podemos tocar alguém, começamos a tocar através das palavras.
Escrevemos “saudade” quando gostaríamos de dizer “fique”.
Escrevemos páginas quando desejaríamos apenas alguns minutos de presença.
E colocamos dentro de um envelope aquilo que os braços não conseguiram alcançar.
Talvez por isso certas cartas de amor sobrevivam tanto tempo.
Elas não guardam apenas aquilo que aconteceu.
Guardam aquilo que poderia ter acontecido.
Os encontros imaginados.
As manhãs que nunca chegaram.
Os abraços adiados.
A vida que permaneceu esperando do outro lado da possibilidade.
E existe saudade até daquilo que nunca vivemos.
Essa talvez seja uma das formas mais misteriosas da saudade: sentir falta de uma vida que nunca chegou a existir.
Kafka e Milena partiram.
As mãos que escreveram aquelas cartas desapareceram. Os olhos que esperavam por elas também.
Mas as palavras ficaram.
Continuaram atravessando anos, fronteiras e gerações até chegarem às mãos de pessoas que eles jamais conheceriam.
Talvez porque algumas palavras se recusem a morrer quando foram escritas com sentimento suficiente.
E penso que certos amores sejam assim.
Não encontram uma casa.
Não encontram o tempo certo.
Às vezes nem sequer encontram um final.
Encontram apenas uma página em branco.
E ali permanecem.
Porque quando a vida não oferece lugar para um amor morar, às vezes resta à palavra abrir a porta.


Crônica baseada no livro Cartas a Milena - Franz Kafka

Não há nada mais bonito que uma arte nascida de uma dor genuína. Por isso "artistas torturados" costumam ser gênios em suas artes.
- Marcela Lobato

Há dias em que a solidão não está na ausência de pessoas, mas na sensação de ser estrangeiro até dentro da própria casa

Entre nobres há lealdade.
Entre normais há transparência.
Entre canalhas não há garantia alguma.

Ensaio


Quantos naufrágios há de esconder este teu olhar oceânico?
Quantos corações terá tragado para teu íntimo profundo?
Quantos mistérios hão de repousar na calmaria de tuas águas?
E quanto sofrimento desaguou o teu peito por este mundo?


Ah, Poeta!


O que será de mim,
consumida por este mar,
n'uma ressaca tremenda de Amor,
que inconscientemente tragou
para dentro de si meu Coração,
e o arrebatou contra as rochas da Vida?


O que será de meus restos naufragados?
O que há de voltar p'ra mim - além da Solidão?
E o que há levar para si - além de meu Amor quebrado?


Diga-me, Poeta!


- O que há de tão profundo e devastador em teu olhar?

Há momentos em que você parece estar à deriva, até atracar num porto onde a acolhida é maravilhosa, onde a palavra é cantada e vira música, vira poesia, vira vida!⁠

Apenas Sentir


Há momentos em que a mente se cansa de tentar explicar tudo, de buscar razões, conceitos e respostas difíceis. Nessas horas, o melhor caminho é apenas sentir. Sentir o milagre da vida pulsar no peito através da respiração, sentir a presença sutil do amparo divino que nunca nos abandona e sentir a gratidão de simplesmente existir. Deixe as cobranças intelectuais de lado. O amor e a paz verdadeira não se explicam em manuais; eles são vivenciados na leveza de um coração que se permite desarmar. Silencie os pensamentos e permita-se apenas sentir o fluxo sagrado da existência guiando os seus passos.

Três são os tipos de homem que caminham sob o sol.
Há aquele que nada compreende;
há aquele que não compreende, mas deseja compreender;
e há aquele que se entrega ao mau caminho e dele faz morada.


O primeiro, ainda que aja, não discerne o fim de seus atos.
Faz por fazer, sem visão nem propósito.
Abomina o crescimento, pois crescer lhe exige esforço;
é lento no espírito, pesado no ânimo
e murmura contra tudo que o cerca.


O segundo é inquieto de alma.
Não entende, mas pergunta.
Não sabe, mas procura.
Refaz o que quebrou, quebra o que construiu
e torna a levantar, ainda sem aplauso nem reconhecimento.
Busca sentido no que faz
e sofre por não ser visto, ainda que siga adiante.


O terceiro é homem de ruína.
Difama com a língua,
calunia com o olhar,
usurpa com as mãos
e envergonha até os próprios dias que vive.


Mas bendito é o homem que não compreende e, ainda assim, busca entender.
Pois ele não se chama sábio,
mas não se considera vazio.
Sabe que lhe falta muito,
ainda que para outros não baste.
Ele tenta se ajustar,
mesmo quando o mundo não lhe concede lugar.
E nessa busca, ainda que imperfeita,
há mais beleza do que em toda falsa sabedoria.