Ha como eu Queria q ela Soubesse

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​A Sereia de Paranapiacaba
​Por Celso Roberto Nadilo
​Há muitas histórias que a névoa guarda, mas poucas são como a da jovem escritora que fugiu de um casamento arranjado pelos pais. Procurada por todos os cantos, ela acabou se afogando nas águas profundas de uma cachoeira escondida na velha pedreira. Seu corpo jamais foi encontrado.
​Dizem os antigos que a Mãe da Mata teve compaixão de sua alma e lhe deu uma segunda chance, transformando-a em Sereia. Desde então, todos os homens que vão até ali para beber ou se banhar são arrebatados por sua beleza irreal e por sua voz sedutora, cuja música ecoa entre as pedras.
​A nova Iara tornou-se peça fundamental nesse ecossistema místico, convivendo em harmonia com a Mula sem Cabeça e a própria Mãe da Mata. Enquanto o Caipora guarda os limites da vila e o Saci-Pererê surge vez ou outra para aprontar suas travessuras, as matas se mantêm protegidas.
​Nas noites de lua cheia, o Lobisomem uiva para o céu e corre pela madrugada em busca de sua antiga noiva — aquela que se jogou do topo do casarão. Hoje, o mesmo casarão virou atração turística: drones filmam suas estruturas envelhecidas e celulares captam imagens e sons misteriosos.
​Assim, entre lentes modernas e lendas ancestrais, o passado e o presente atravessam eras em Paranapiacaba, revelando a cada nevoeiro novas descobertas e histórias para contar.

Não há poesia...
na nebulosa da democracia,
As cordas da nebulosa, maravilhoso berço das estrelas...
Vivemos para sermos pequenas gostas...
Poeira do buraco negro demonstra dança da gravidade sendo sensatez de tantos mundos multiculturais...
O mundo precisa viver lúcido dentro da alienação política...
Pois homens sem consciência e escrúpulos fazem de tudo pelo poder.
Buscam a riqueza a custa dos outros...
Povo é o poder público mais dominado pelas correntes de deepfakes e fakes news...
Abrimos o aprimorando sentido a verdade é para poucos... poucos são escolhidos... mas as pessoas que vivem alienados estão condenados...

No calor das ideias há uma brisa...
No complexo paradoxo há um rio de alegrias que expressa despreocupação...
No entanto as brumas reluzente são apenas olhares...
No refluxo constante nas nuvens da devastação.

Num espaço vazio sempre há um coração partido...

No ar,
o mar,
Não há o nada,
Para o nada,
o mar ,
Ou vento que respira o nada,
Para de repente o nada,
Seria o nada ate que o mar seja o nada,
Tal como tovia de repente se via o nada,
Seria mais o profundo sentido para o nada.
Qual seria o valor do nada ?
Emblemático seria?
Pois o nada o tocou?
Belo instante em que criticamos a luz...
Num estado inerte o ar morreu diante meus olhos...
A fumaça das fábricas é carros torna se parte volumosa...
O mar remanescente é puro óleo e sujeira
nos lugares o nada não existe mais apenas mau cheiro...
O nada faz sentir saudades da época que vento respirava...

Não há tempestade que dura para sempre e nem sol que brilha noite.

"As ideias iluminam a mente e deslumbram o mundo. Mesmo na escuridão dos problemas, há momentos em que a luz de uma ideia se acende."
Por Celso Roberto Nadilo ⁠

​No horizonte há tantas possibilidades e oportunidades, e compreender os mistérios que nos cercam é a única verdade. Pois o mar pode engolir o seu ego dentro de regras simples; tudo o que conhecemos é apenas a equivalência do espírito.
​Ignorar a segurança para aprender com cada instante nos faz avançar. Na simplicidade de abandonar o sentido da descoberta, observar e analisar é sábio até que tudo seja infinito dentro do macro mundo — pois o infinito está dentro de nós. Para nós, os limites são apenas linhas no horizonte. O pôr do sol, intensamente, pode lapidar o tempo para a noite, para descansar e sonhar com novos horizontes e ganhar mais conhecimento: uma reminiscência evolutiva. Tudo o que conhecemos torna-se evidência da história que contamos.
​O salto de fé dentro da mente acontece quando aceitamos as possibilidades e probabilidades dentro de um contexto maior. Criamos fantasias dentro das alternativas, mas, mesmo assim, olhamos a imensidão, pois somos o próprio universo se observando num vasto mar de consciência.
​Esta voz dentro de cada um se conecta na abertura de um livro, nas margens peculiares de um rio ou na imensidão do cosmos, buscando a compreensão e a perfeição da resiliência para entrar no mundo oriundo de si próprio. O que é perfeitamente acessível torna-se parte do destino de cada um, em uma camada de realidade dentro de sua existência.
​Mesmo no micromundo, há movimentos que apenas observamos. E, mesmo que não nos lembremos do nosso próprio início, ainda sonhamos acordados até que exista um começo, pois existimos dentro da existência cognitiva.
​Podemos nos contemplar, cometer erros e ser até alienados, mas ainda vivemos sob as limitações do tempo. Mesmo persistindo nas aventuras do universo conhecido, carregamos alegrias e tristezas, vagando em nossas mentes pelo extremo vazio. Contemplamos abismos e olhamos para dimensões infinitamente sobrepostas na escuridão dos nossos pensamentos.
​O equilíbrio gravitacional dá sentido literário à busca do conhecimento, pois o universo se expande a todo momento até que comece a regredir dentro de suas variáveis infinitas. Somos um pingo que decidiu ser, para ser dentro do "Eu Sou".
​— Celso Roberto Nadilo

Toda constante tem um espelho quantico. Pois a variável e parte da energia para energia não há espaço ou tempo se existe hoje sempre existiu pois ate nos primórdios houve um momento que energia tocou o homem na fogueira ouve evolução existencial dos humanos.

O Emaranhado Cósmico das Almas.


​Por Celso Roberto Nadilo


​Há um sentimento de emaranhado quântico nos sonhos que dividimos; estamos ligados por sentimentos, observando uns aos outros em perfeito equilíbrio. As luzes de outros universos nos guiam e nos mostram os moldes de um mundo no qual somos únicos. Sempre tão longe e, ao mesmo tempo, tão perto da compreensão... A ponto de que, se nos encontrássemos ou soubéssemos da existência mútua, ambos deixaríamos de existir. Esta poesia cósmica é voltada para a aurora, como o canto do pássaro a cada amanhecer.
​Mesmo que marquemos os nossos destinos e sejamos egoístas e destrutivos, ainda existimos em uma utopia de compreensão e paz — até que o vizinho decida fazer um churrasco e comemorar, até o amanhecer, a futilidade do futebol.
​É no sono profundo que temos convicções de outras realidades. Damos livre-arbítrio à alma. Alguns dizem que ela não existe, pois a desilusão da vida religiosa os transformou profundamente em seres frios, realistas e sensatos; contudo, estagnados na profundidade de sua própria evolução. Parecem-se com os alienados pela perspectiva de seu líder político de estimação ou de sua crença religiosa.
​Eu vejo tudo com a liberdade de compreender aquilo em que acredito: o limite da criação e a evolução. Afinal, evoluímos sonhando dentro de uma caverna, buscando o mundo espiritual e uma vida melhor para todos. Evoluímos pensando, olhando para outros mundos, indo aonde ninguém foi, descobrindo novos sonhos e horizontes dentro de nós mesmos. Buscamos as estrelas para reencontrar o que fomos em um momento único e surreal.
​No escuro do espaço, não sinto medo; vejo descobertas, conhecimento e novas oportunidades de ampliar o ser ou de se conhecer melhor. Quando vejo o incrédulo que não conhece a própria alma diante do universo, enxergo um terraplanista na desilusão do seu ser perante a grandeza universal.
​Quando morremos, caminhamos para a escuridão. Quando vi meu desespero refletido no espelho, olhando para o infinito, percebi que olhava para o abismo — e vi que o abismo olhava de volta para mim. Percebi que nada é definitivo ou eterno diante do tempo. As almas existem, e não como as metáforas daqueles que abrem o jornal da mesma forma que abrem suas mentes: moldadas em um conhecimento frio e abstrato.
​O cosmos é muito maior do que podemos imaginar para sermos meros joguetes de uma mente que viaja para a morte ou que deixa de existir meramente no curso da evolução existencial. Para continuar além da perspectiva, somos a verdade da equação que mostra o relativismo em sonhos — as respostas que temos hoje porque, um dia, acendemos a luz dentro das cavernas. Nossas almas tocaram os céus, e vimos espíritos que tocam nossas vidas.

Há esperança enquanto vivermos dentro da luz. Mesmo caminhando no abismo escuro.

⁠o verso é o multiverso da cultura quando não a cultura não ha estrutura...

Quando a política vira religião, o absurdo é sagrado. Não há dados, fatos ou investigações que quebrem essa barreira psicológica. Se o líder mandar marchar, o seguidor marcha; se o simbolismo do momento exigir reverência ao inexplicável — seja a um quartel ou a um pneu à beira da estrada —, o fanático o fará, pois ali o "pneu" vira o seu deus.
​Não há o que se faça ou diga em contrário que convença quem escolheu a alienação intelectual como estilo de vida. O extremismo opera na base da fé cega. Para o restante da sociedade, que assiste ao espetáculo com indignação, resta o duro papel de resistir à correnteza de mentiras, mantendo a sanidade enquanto a realidade prática e o tempo não cobram o preço inevitável desse delírio coletivo.

"No conforto dos nossos lares, ainda vagamos pelas correntes que carregamos há séculos: a escravidão mental, emocional e os algoritmos que ditam regras. Ainda somos racistas, repressivos, ignorantes e abusivos — legítimos filhos da opressão.
​Se é gay, tem que ir para a fogueira.
Se é de religião pagã, fogueira.
Se é bruxa, discriminação e fogueira, sem exceção.
​Mas se é burro e alienado, torna-se o 'futuro da nação'.
​Queimem os pensadores e ignorem-nos! Pois, para este sistema, eles são os loucos: os ditadores da gramática fundamental da existência."

"Não há acaso: tudo é sintonia do universo para o nosso existir. O que for destinado a você chegará com leveza; o uso da força apenas afasta aquilo que não lhe cabe."

⁠Não estou usando mais ponto final, prefiro as reticências...
Pois sempre há esperança...

⁠Minha vida é irrelevante num lugar desse tamanho. Há muita gente com histórias muito mais tristes do que a minha. Aqui sou invisível. Desimportante. Manhattan tem gente demais para se preocupar comigo. E eu a amo por isso.

Enquanto Deus estiver segurando em minhas maos..
nao ha mal nenhum que me derrube..
inveja nenhuma que me alcanse...
e praga alguma que me cerque....

“Há dores que silenciam a alma, noites em que o coração parece não suportar mais. Mesmo assim, eu continuo de pé, porque a minha fé não nasceu na facilidade, nasceu na luta. As lágrimas podem cair hoje, mas eu sei que Deus continua vivo, vendo cada ferida, ouvindo cada oração silenciosa e preparando o tempo da minha vitória.”

Quando Todos Se Vão

Quando todos se vão,
e o silêncio visita a alma,
há uma Presença que permanece,
trazendo paz e calma.

As mãos que antes se soltaram,
os abraços que o tempo levou,
não conseguem apagar a certeza
de que Deus nunca me abandonou.

Enquanto o mundo muda de rumo,
e tantos escolhem partir,
o amor de Deus permanece firme,
ensinando o coração a seguir.

Porque em Deus não existe solidão,
nem espaço para o abandono.
Quem repousa em Sua presença
jamais caminha sem dono.

Se todos se forem um dia,
ainda assim permanecerei de pé,
pois quem tem Deus como companhia
nunca perde a esperança nem a fé.

Autor: Ivanylson Aguiar de Sousa