Grito de Protesto
Porque o silêncio fala mais que minhas palavras,
E as palavras já não sabem mais disfarçar o grito desse silêncio.
Corro contra o tempo para te encontrar...Choro de saudades em te esperar...Grito em angustias por te amar...Morro em desilusões por não me amar ...
“Quando o mais alto e mais agudo grito de terror estiver para eclodir, a ponto de por fim a utopia, silencie-se e terá cumprido a missão.”
Num país de corruptos desvairados, um grito de clemência por direitos a que nos pertence, é mero desabafo engasgado, que foi posto pra fora de tanto ser engolido.
Num país que se diz democrata, que se mostre a democracia. Pode até ser perigoso, mas ainda é o melhor regime.
O Silêncio é o grito da Alma;
A alma no Silêncio fala com o Espírito;
O Espírito se comunica com Deus;
A reflexão é a forma de se ouvir;
A Solidão traz você mesmo;
O Desafio é ouvir você mesmo;
O Toque na alma é o suspiro de Deus;
Deus quer se comunicar com os homens;
Deus é AMOR.
ESSA SOU EU
Sou o tempo, sou o mar,
sou a voz do silêncio,
o grito do vento.
Sou a dor que quer abraçar,
o carinho do mar...
o beijo da lua,
o sol para seu coração esquentar.
Sou o enigma de mim mesma em doar,
sentir, receber e se dar.
Essa sou eu... nasce para te amar
Primeiro, o desespero,
Um grito difícil de acreditar,
Um choro que mais parece exagero,
Mas impossível de evitar.
Uma revolta para com o mundo,
Que me fez enlouquecer,
Por este sentimento tão profundo,
Que só a morte fará esquecer.
Depois, a frustração,
Dia após dia o esperar,
Que me dê este coração,
Um propósito por que lutar.
O acordar sem vivacidade,
Pela mágoa desta ferida,
Que provoca uma infelicidade,
Que já passa despercebida.
Por fim, a resignação,
O valorizar daquilo que está para vir,
Por mais que fique a sensação,
Que tanto mais poderia ali existir.
Vaidade
Beber para ter coragem de gritar
O grito dos indecentes
Da inconsequência
Da justificação que não convence.
Viajar para fugir da própria verdade
A verdade que está enraizada
Que acompanha em toda a caminhada
E da redoma não sairá.
Pássaro negro camuflado de mil cores
Para manter os milhares de amores,
Mas a chuva cairá
E as cores irão desbotar.
Manter um tapete vermelho estendido
Caminhar sobre ele desmilinguido
Com a bebida, as viagens e as cores,
Que causam dissabores.
Que presunção mal fundada
De quem mantém ostentação
Para merecer admiração
De uma qualidade do que é vão.
Eu grito e não escuro
Estou mudo pra mim
Desejo
E me reprimo
Vou
Mas não sei aonde ir
E tudo se repete.
A poesia
É como um grito
Silencioso que ecoa,
Pelas paredes espessas
De um livro.
Implora por amor!
Clama por justiça!
Há espera ao menos
De um bom leitor,
Para se fazer livre.
