Grito

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"É triste ver quem se perde em personagens para agradar aos outros. O meu sucesso é o grito de liberdade de quem nunca aceitou ser menos do que nasceu para ser."

Às vezes, a procura de uma mulher forte por um homem mais forte que ela é só um grito silencioso pelo direito de ser frágil.

Cada conquista é um grito silencioso de coragem entre a dor ,contra tudo o que tentou me deter.

⁠O grito do teu silêncio ainda aturde meus ouvidos

O grito da liberdade de expressão agrada o coração, o coração grato por ter uma mente como a do Pauleremonopsicofilosofante.

Eu calo o grito, guardo o esconderijo escuro e mato a hora dentro do copo.

A poesia é o grito do inominável
é o urro do imprevisto
a poesia e o inicio
é o fim e do poeta o vício

Onde as ações são as palavras claras e sinceras, vezes também a inércia é um grito estridente.

Terra-Mulher

A Terra sangra em silêncio, como a mulher que cala o grito. Desmatam-lhe os seios verdes, como quem arranca o abrigo.

Árvores irmãs separadas, como filhas em cárcere doméstico. O machado é verbo cruel, que fere sem dialético.

O ar, antes canto de vida, agora é voz maldita, soprando tortura invisível na mente que se agita.

A seca é prisão da essência, privatizam o ser, o sentir. A água, que era ventre livre, já não sabe mais parir.

Ordenham sem consentimento, deixam-na na mão errada. O leite vira lucro sujo, a alma, moeda trocada.

Rios contaminados choram, como corpos invadidos à força. O falo doentio penetra, sem amor, sem remorso, sem corsa.

E a carne — ah, a carne vendida — tem preço, tem código, tem dor. Como o corpo da mulher na vitrine, sem nome, sem alma, sem cor.

Mas há fogo sob a pele da Terra, há raiz que resiste ao corte. Há mulher que se levanta inteira, mesmo depois da morte.

Um tapa,
Um soco,
Um macho escroto,
Um grito de socorro...

Um beliscão no escuro
A mulher deitada
Sem saber o que ela fez
O machismo da sociedade
A maquiagem para disfarçar
As lágrimas que caem do rosto

Ela respira e pensa...
O que fazer?
Se reinventa e levanta
A vida continua
Vai pra luta
Larga, desce vagabundo

Pensamentos que fluírem
E a fizeram se levantar
Vamos lutar e dizer
Que mulher não é saco de pancada
Sociedade machista e bizarra
Acabam com o ego
Da mulher empoderada!

Johnny Ribeiro

GRITO CALADO
(retalhos de recordações)
Lanço voo nos lençóis alvos que
se descortinam no campo estelar;
em meus olhos, pontos cintilantes
que ofuscam o meu olhar…
na obscuridade, a ardência e o
peso das pálpebras que insistem
em ocultar…
na deriva de meus pensamentos,
sensações vibrantes…
no céu…
um pássaro a desenhar
o esboço inglório que resplandece
em "flash", como raios de luz.
Oscilam as recordações que
costurei em retalhos e cerzi
com as marcas e as nuances,
nessa incógnita que adormece
minha sobrevivência em ti;
e na mudez de minha voz,
inerte em estado de dormência,
em transe… na garganta
estão as minhas
lágrimas presas
que ainda insistem
em cair…
magia, divagação...
nesse contentamento,
lá fora vejo o balançar
da árvore que faz
ruído com as folhas
que se dispersam
na brisa do vento…
em meu silêncio
trancado,
teu nome ecoa dentro
de minh’alma
num grito calado…
Lu Lena / 2026

Paz de espirito é quando voce consegue ouvir os ecos das batidas de seu coração num grito que se dispersa num silencio que é só seu...

​GRITO NA ESCURIDÃO
(​Entre o pesadelo e a redenção)

​Meu grito ensurdecedor,
abafado e ganido...
Minhas lágrimas doridas,
trancafiadas na garganta,
secas, espremidas num
coração corroído...
Sem forças e aflita,
rastejo-me...
Na lama fétida e fria,
meu corpo enfraquecido
lentamente sinto...
As pálpebras que fecham.
​Pergunto a mim mesma:
Morri, será?
Ou apenas mais um pesadelo
interminável, na tentativa
estúpida e inócua de
encontrar-te nessa vida?
​Estou cansada, novamente
entrego-me à mercê dos seres
que zombam de minha dor...
Impossível nesse lamaçal
encontrar você, meu amor...
​Olho para meu corpo e não
o reconheço...
Dou voltas num poço fétido,
imenso...
​Sim, a luz eu vejo, o clarão!
Teu rosto disforme vejo
na imensidão...
Nesse devaneio, por alguns
instantes, seguro tua mão...
​Imploro-te!
Tire-me desse vão
onde você me colocou sem
dó e perdão...
Mate-me de vez,
então...
Para que meu grito
ecoe na escuridão...

​Lu Lena / 2026

O grito é o último recurso de quem cansou de não ser ouvido em voz baixa.

O grito da mídia domina você, quer dormir acordar sempre ao teu lado te fazer de irmão te fazer de escravo.

Um grito contido... Uma voz calada...Um gesto discreto que esconde verdades! Verdades de um mundo que está doente, surdo e esquecido, dos valores que promovem a vida. E nesse mundo doente, não cabe afeto, empatia, amizade, solidariedade, amor... Mas sobram: descaso,indiferença, egoísmo, dor... Sobra o preço caro a pagar, quando os danos atingem a as bases essenciais da vida: as famílias.

A vida é um rap, e podemos enxergar o mundo em cada letra... A vida é um grafite, é um grito de alerta na parede... A vida é uma arte, que querem limitar, bater, censurar, controlar, governar... A vida não limita a vida, mas o ser humano quer limitar.

“A raiva, no Borderline, muitas vezes é o grito de uma alma que se sentiu abandonada antes de conseguir pedir cuidado.”
Do livro Borderline: A Montanha Russa das Emoções — Compreendendo o Transtorno de Personalidade Limítrofe, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“O vício não deve ser ouvido apenas como desvio, mas como grito psíquico de um sujeito que perdeu o caminho do laço.”
Do livro Psicanálise das Toxicomanias — O Sujeito entre o Gozo, o Sintoma e a Droga, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

A arte é o grito silencioso da alma. Expresse-se sem medo.