Grito

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Um tão breve talvez
Um encontro ou desencontro
Um chegar ou partir...
Um grito no silêncio silenciando emoções, desejos ou quem sabe sonhos...
Um recitar em versos...Uma canção de ninar.


Hannah Lessa

Nascemos em um grito e morremos em um suspiro. O que você faz no intervalo é o que define sua eternidade.


SerLucia Reflexoes

"Reflexão de vida"
"O silêncio muitas vezes é o grito do pedido de ajuda que poucos conseguem escutar."


@Suédnaa-Santos.

Ó ABSOLUTO! Ó ALTÍSSIMO! Ó FORÇA SEM NOME QUE SUSTENTA OS ASTROS!
ESCUTA-ME!
ESCUTA O GRITO DAQUELE QUE SE AFOGA EM SI MESMO!
Pois minha voz já não é voz — é ruína, é trovão quebrado,
é o último clamor de um espírito acorrentado!

Eu clamo contra o abismo que repousa ao meu lado!
Eu clamo contra a sombra que me chama pelo nome!
Eu clamo contra a maldita criatura que sorri em silêncio,
contra o demônio sem rosto que se alimenta da minha fome!

Ó CAMA PROFANA, ó trono do torpor eterno,
ó palácio macio onde reis da vontade são mortos,
tu que vestes a face da paz mas escondes o inferno,
tu que fechas os olhos dos vivos e enterras seus sonhos tortos!

Tu não és repouso!
TU ÉS A COROA DO PECADO ADORMECIDO!
Tu és o altar onde a coragem é sacrificada,
o templo onde o amanhã é destruído!

Quantas manhãs assassinaste?
Quantos sóis viste nascer enquanto eu permanecia cativo?
Quantos chamados do mundo foram por ti esmagados,
quantos futuros deixaste perdidos e esquivos?

Ó LENÇÓIS DE ENGANO!
Ó ABRAÇO DE SERPENTE INVISÍVEL!
Por que teu conforto é tão doce
se teu fruto é tão terrível?

Eu te odeio, maldita Cama!
Eu odeio o teu silêncio profundo!
Eu odeio a forma como prometes descanso
enquanto roubas meu lugar no mundo!

Minha alma bate contra teus portões fechados!
Meu espírito ruge dentro desta prisão!
Eu sou um guerreiro sem espada,
travando uma guerra contra a própria imobilização!

Ó Absoluto, não me deixes cair outra vez!
Não permitas que eu entregue a coroa ao vazio!
Arranca de mim este veneno invisível,
rasga este véu que cobre meu brio!

Eu não peço riquezas!
Eu não peço impérios!
Eu não peço glórias gravadas em pedra!
Eu peço uma única força:
LEVANTAR-ME CONTRA ESTA TREVAS QUE ME CERCA!

Dá-me fogo quando eu for cinza!
Dá-me movimento quando eu for pedra!
Dá-me vontade quando meu corpo suplicar rendição!
Dá-me um trovão dentro do coração!

Pois a maior batalha não está no campo distante,
nem no mar onde os heróis enfrentam monstros;
está aqui — neste instante —
onde o homem enfrenta seus próprios escombros!

Ó Pecado Vivo!
Ó Demônio do Descanso Falso!
Hoje eu te encaro sem ouro, sem armadura, sem glória;
apenas com um resto de alma ferida
e um desejo feroz de vitória!

Se eu cair, que seja tentando!
Se eu tremer, que seja avançando!
Se minha voz falhar, que reste o eco dizendo:

EU NÃO NASCI PARA SERVIR AO LEITO!
EU NÃO NASCI PARA SER ESCRAVO DO SONO!
EU NÃO NASCI PARA ENTREGAR MINHA VIDA
A UM REINO DE SOMBRA E ABANDONO!

Eita Sábado véio MACANUDO,
Tô aqui mais TUPETUDO,
Do que frango NOVITO,
Que quer levar no GRITO,
O dono do TERREIRO,
E também do GALINHEIRO,
E das frangas tomar CONTA,
E eu hoje vou fazer uma PONTA,
Lá na casa das TIA,
Retouçar com as GURIA,
Tô com uns pila na GUAIACA,
Pra mim não tem china FRACA,
Quando me esquento e fico LOUCO,
Uma só pra mim é POUCO,
Pra nos meus pelegos CESTIÁ,
Quero ver quem vai GUENTÁ,
Até o final do RETOUÇO,
Sou pequeno curto e GROSSO,
Nada deixo a DESEJAR,
E tu crinuda linda vai pedir pra eu VOLTAR....

Não tente no grito o respeito que você não conquistou na atitude.

Alguns sinais evidenciam o agouro do meu grito.
Som provido de ais neste engodo de hora que me abandona com os olhos perdidos no horizonte sem sentido.
Pingos de chuva...
Chuva de mim!

⁠Perder é recomeçar...
Antes que desperte em mim algum grito...
Antes que se perca o sentido...
Diante o desconhecido...

Não me disseram para o que vim ainda...
Em um excesso de desejar sonhar, sonho...
Mas não sei trocar a minha sorte...
Antes da morte me beijar...

Hei de gritar...
Hei de cair e de chorar...
Também levantar...
Hei de amar, querer , desejar...
Não quero ter outra lei...
Além de sonhar...

Terrível solidão do mundo...
Onde pensam serem felizes por estarem acompanhados...
Onde colocam suas esperanças...
Em outro tão mais ou menos coitado...

Transcende a vida...
Entre as feridas...
Entre sopros...
Enganando-nos ...
Entre sorrisos e arrotos...
Enquanto nos abandonamos...

Enquanto no peito pulsa e canta a chama...
No silêncio mais fundo de nossa alma...
Sobre tudo por nós criado...
De si mesmo...
Contemplador e contemplado...
Enquanto escoa o tempo e o vento...
Até se completar o fado...

Perder e recomeçar...
Sempre...
Voltando, novamente...
A sonhar...

Sandro Paschoal Nogueira

Há momentos na história em que o silêncio alheio diz mais do que qualquer grito. O país respira outro ar, e a sensação é quase de "déjà vu"; quando a verdade finalmente encontra seu caminho, muita gente prefere olhar para o chão, como quem tenta esconder o próprio passado.


Por anos fui tratado como exagerado, radical, “petista demais”, simplesmente por defender justiça social, dignidade e um país minimamente humano. Teve gente que atravessou a rua para não falar comigo. Teve quem me atacasse nas redes como se pensar diferente fosse um crime. Fui julgado, ridicularizado e empurrado para a margem por acreditar na política como instrumento de transformação. E por acreditar em Lula como grande estadista — o homem que a história já registrou.


Hoje, nesses dias, olhando o cenário, não preciso dizer nada. A vida tem um senso de ironia que não falha. Há quem esteja descobrindo, tardiamente, a vergonha alheia por tudo aquilo que defendeu. Eu apenas sigo firme. Porque minha luta nunca foi sobre direita ou esquerda: foi, é e sempre será sobre humanidade. É gratificante fazer parte do lado certo da História.


Paguei caro por ser coerente. Perdi oportunidades, perdi pseudos amigos, fiquei vulnerável economicamente. Penso diferente, sinto diferente, luto diferente — e isso incomodou muita gente. Ainda assim, continuo aqui, acreditando num país mais justo, solidário e possível. Para mim, para minha família e para quem ainda ousa sonhar.


A política passa. As pessoas ficam. E, diante de qualquer rótulo, continuo escolhendo ser humano, sempre.
Logo, entre ser de Direita ou de Esquerda, antes escolho ser Humano.


Linha por linha, sigo entregando aquilo que acredito: coragem, coerência e compromisso com o outro.


Humberto Brassioli Corsi

Minha Carla, o silêncio da casa à noite é o grito mais alto que eu já ouvi. Olho para o lado e vejo o espaço vazio, o eco de um riso que ainda mora nas paredes, mas que o tempo insiste em querer levar. Você é o meu cais e a minha tempestade, o lugar onde eu sempre quis ancorar meus medos. Escrevo porque o peito transborda e as mãos tremem com a falta do teu toque. O mundo lá fora é barulho, mas aqui dentro, no santuário da nossa história, só existe você. Que o sono te encontre mansa, enquanto eu sigo aqui, sendo o guarda das nossas memórias, esperando o sol nascer só para ter a chance de te amar de novo.


DeBrunoParaCarla

O impossível é a montanha que desafia o peito, um grito contra o abismo, a prova crua da coragem que não se rende.

Na dor, encontrei voz de aço, um eco rasgado que rompeu o silêncio, grito afiado de resistência.

O medo ergue grilhões invisíveis, mas meu grito os despedaça, asas que rasgam o céu da dúvida.

Superar é andar em silêncio, mas chegar com a força de um grito.

O perdão é o grito mais silencioso que existe.

Fui silêncio por fora, grito por dentro e sobrevivi, as vozes internas pediram tempo e escuta, no autocuidado encontrei voz que acolhe, sobrevivi e cresci com minha verdade.

O coração que ameaçava explodir no peito era o alarme sísmico do teu limite, o grito final de um corpo que não suportava mais o peso da mentira social de que "estava tudo bem", esse terremoto interno foi o que pavimentou a estrada para o Encontro, pois a rendição total é o único passaporte válido para a intervenção divina, não foi a tua força que o trouxe, mas sim a qualidade devastadora da tua fraqueza, um paradoxo sagrado onde a perda completa de controle se torna o portal de entrada para a Graça reordenadora.

O clamor da alma é um grito interno que o universo escuta antes mesmo que a sua boca se abra.

Percebi que o progresso técnico da vida não tem voz comparada ao grito silencioso de um coração quebrado. É inútil tentar provar o amor por meio de dados e gráficos. A superação não está em esquecer, mas em transformar a dor em motivação para ser melhor, e buscar a verdade que sempre esteve na simplicidade do afeto mútuo.

O grito da alma é um decibel que só se anula com a sinfonia da autoaceitação.