Grito
Luto das pedras
Grito no sonho.
E ainda no escuro protetor,
Grito de novo acordando.
Tantas idades em reações.
O Passado. Dias seguindo contrários.
A vida é mais do quanto já se foi e pouco do que se quer ser,
Que deixo as palavras nos dentes.
Na teia do presente,
Tece ainda a falta, a saudade
Entre as ações acontecidas,
Entre o silêncio, o imóvel.
O invisível luto das pedras.
Desde quando imperceptível,
Até quando eu deixar de ser o mesmo.
Grito de liberdade
Ninguém quer viver com medo
Ninguém quer ter que caminhar
Viver sob uma falsa democracia
Que só beneficia quem pode pagar
O que queremos é liberdade
para agir, pensar e falar
O que queremos é liberdade
Ter o direito de nos expressar.
Queremos liberdade já!
"As vezes grito calado, para que todos ao meu redor não me escultem e sim para quem me senti, sinta-me.."
Meu grito era cego;
Surdo e mudo.
Um grito sufocado de receio.
Um socorro disfarçado de sorrisos.
Medo do medo
Você entende?
Até o grito, se moldar em nós.
Um grito com grito.
Um grito com voz.
O amor é a loucura do divino, um grito apavorado, uma oração, o silêncio, a honradez sacerdotal e profana do homem...
O grito
Só tu podes colocar a mão na massa para alcançar os seus objetivos, aprecie o tempo ela é tão valiosa. Contemple cada jornada como se fosse uma obra de arte o tempo que ela contém é vasto, mas tu és mortal, seja o tal escritor de sua história, tu és o única que dita o guião da história eles avaliam o processo,sucesso para si nesta vida em todas as esferás da vida.
Vozes da Periferia: Um Grito por Igualdade e Oportunidades
No camburão, o jovem negro foi levado,
E o repórter, com intenção cruel e desvairada,
Buscava audiência em humilhar o "Criminoso",
Mas foi a resposta do jovem que ecoou de modo grandioso.
"Já não sou nada mesmo", disse ele com pesar,
"Quem quer comer vale", suas palavras a ecoar,
"Aceito qualquer salário", um grito de desigualdade,
A juventude negra, periferia em dificuldade.
Oportunidades escassas, sonhos postos à prova,
A luta pela sobrevivência, árdua e renhida trova,
Sem carteira fichada, sem seguro de vida ou amparo,
A juventude negra enfrenta um caminho tão amargo.
Que ás periferia seja um eco, uma voz a clamar,
Por justiça, igualdade e oportunidades a brilhar,
Que todos tenham chances, que todos possam alçar voo,
E que a juventude negra encontre um futuro.
“Casas comigo?”
És um oceano salgado e proibido;
Um cabo bojador de contradições;
Um grito vão, um choro reprimido,
Que me leva a um mar de emoções!
Se bravura fosse condição minha
E dela não ficasse sempre aquém,
Dar-te-ia o mundo numa caixinha,
O céu, o sol, a lua e mais além.
“Casas comigo?” era o que eu então
Diria, pra que percebesses que tu
És a fonte da minha inspiração!
E deste modo encabulado e cru,
Eis-me aqui entre caneta e papel
A oferecer-te um improvável anel.
Nella città III - A cor da carne
Há dores que nascem antes do grito.
Não do corpo, oráculo por vezes calado,
nem da alma, que cedo se curva ao pranto.
Mas da identidade, lançada à sombra, à face do repúdio,
antes mesmo de saber-se ser.
Nasce, então, a dor sem nome,
antes que a luz do mundo pudesse tocar a pele — nua.
É o peso de um tom que destoa,
aviltado pela violência do olhar.
A cor da carne, que não é da alma,
não é identidade,
mas adorno passageiro —
incompreendido por olhos de cárcere,
que desferem o açoite mudo da ignorância,
a face vertida.
Vê:
a cor sublinha o corpo,
e não pede perdão pelo que é.
Aqueles que esperam que a cor se renda
não entendem o enigma da pele — nua,
que nenhuma voz pode enunciar.
