Grão
"Não peneire o grão em qualquer vento, nem siga por qualquer direção.
Seja constante no modo de pensar e coerente na maneira de falar.
Esteja pronto para ouvir e lento para dar respostas...
Se for capaz, responda a seu próximo; se não for, fique calado.
Evite erros grandes e pequenos, e de amigo não te transforme em inimigo."
Sim, somos um ínfimo grão de areia neste Universo, mas só a nós é dado escolher sermos o grão ou a areia!
Na estrada existia um grão e ele me pedia carona
eu sorria e passava adiante
soube que por aqueles recantos do mundou houve uma forte chuva
e quando lá passei o grão ainda estava e me pedia carona,
eu me impressionei, mas, neguei a ajuda.
Houve tempestade de areia, raios, ondas gigantes,
e o grão não modificara-se em nada
e ainda me pedia carona
que insistência!
Mas, fui descidida a dár-lhe um canto ao meu lado
e levá-lo ao destino que quisesse.
Olhei-me no espelho, quanto tempo passara?
Minhas rugas e palavras se misturavam, o grão acompanhou-me, não deu um pio do meu lado.
Sim eu chorei, porque do meu lado o vi morrer,
germinou o solo onde eu pisei,
e me trouxe em meus ultimos dias
a beleza que tem suas flores, o sabor que tem seus frutos,
entendi tudo, ainda bem que sim!
Um grão de açúcar e um grão de sal são aparentemente semelhantes a vista, mas diferentes ao paladar...
Café (Felipe de Lima, 06/08/2011)
Água fervida,
Grão moído
E Torrado,
Preto,
Quente,
Encorpado!!!
Expresso!!!
Com ou sem leite?
Por favor,
Creme pro meu deleite!!!
Movimento
Uma frase e uma vida
Uma vida em um milhão
Um cérebro em chamas
Uma era em um grão
Um ano
Dois anos
Dez anos
O tempo passa
As horas se vão
Eternos...
Morte é uma tola ilusão...
Fato: eu sou um pouco de muitos.
Cada célula, cada grão, uma vida "passada"...
Grão de areia
Entre milhões de palavras
como um grão de areia
está um invisível poema.
Um poema que nunca se escreveu.
Um poema feito grão de areia,
talvez parte de uma construção,
talvez não...
Pequeno grão de areia
em silêncio na beira do mar,
que vai sendo soprado
para um destino incerto,
talvez o mar, talvez o deserto.
Palavras que ao vento se vão
como um pequeno grão a rolar na praia,
procurando a concha da sua vida.
Não tenho pressa, sou como este grão
também sigo a rolar na areia
até renascer na praia ou encontrar o
poema da minha vida...
Quando você joga um grão de arroz cozido no lixo, você já parou para pensar e contabilizar quanto trabalho é jogado fora?
Desde o preparado da terra para o plantio, a colheita, os equipamentos utilizados, as pessoas que trabalharam na cadeia produtiva, o transporte, o combustível, o custo dos pneus, o óleo, sal, a panela, o fósforo, gás, fogão, colher, água, tempero, o seu trabalho para conseguir dinheiro para comprá-lo, etc.
Você como ser racional, dotado de inteligência, após a refeição joga fora toda uma cadeia produtiva extensa no lixo. Isto é racional e inteligente? É apenas um grão de arroz cozido que você joga fora? Não! Pense nisso.
Eu me senti
num barco furado
Onde tudo era nada
E nada era o fim;
Me senti tão frágil
Um grão de areia
diante de um mar
de desilusões que
vc atirou sobre mim,
Sem ao menos me ouvir
Sem ao menos me falar
Era somente eu e as
minhas partes quebradas
que vc deixou
Mas há uma luz em mim
E tive que acendê-la
como se fosse a última
chance de enxergar o óbvio
Que apesar de vc,
Eu existo
Com a autenticidade que te apavora
A sensibilidade que vc ignora
E os olhos que vc não vê!
Meu amor por você
Era somente um pequeno grão
Que eu insistia em deixar em suas mãos.
Tantas vezes rejeitado,
Quantas quedas no solo duro,
Até que a terra fértil encontrou.
Você voltou um dia como eu previa,
E no mesmo lugar viu uma linda rosa desabrochando,
Sorriu, cheirou a rosa e tencionou arrancá-la.
Mas foi impedido pelo jardineiro do amor,
Que acompanhou meu germinar,
Hoje sou dele e vivo só para ele.
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