Gosto do mal Feito
Meus poemas
mal escritos
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Talvez não tenha observado:
Eles só falam de você....
Às vezes não é Poeta.
É só um homem
de quarto bagunçado,
de cama mal feita e
de sentimentos revirados.
Os que tem
amor declarado,
os que não tem,
nem vem. que não tem
Os apaixonados, os mal-amados.
Todos são meus convidados.
a bebe deste cálice, do amor negado...
Garçom, mais uma rodada... eu pago.
Às
vezes
não é uma
definição do amor.
É só uma pessoa
tentando distinguir entre
o bem, o mal e o que ela gosta.
O dia da vitória, faz valer a pena: cada noite mal dormida; cada tempestade enfrentada; cada lágrima derramada; cada dor sentida e cada cansaço suportado.
O amor é como o ar, se prendermos nos fará mal, se respirarmos, soltaremos; mas quando inspirarmos ele voltará.
A riqueza se torna um mal quando vira egoísmo, que é quando acumula-te tanto, a ponto de deixar outros sem nada.
Perdemos muito tempo se preocupando com quem quer nosso mal, que gastamos pouco tempo se importando com quem quer nosso bem.
"Deus, que a minha vontade seja sempre fazer a tua,sim, todo bem em mim vem de Ti, todo mal, vem de mim e do diabo, ainda que o Senhor sustente tudo."
E o sabor de café da manhã é um estupefaciente de coisas indormidas e mal nascidas.
Meus cadernos envelheceram nos meus arquivos que param o tempo ao acaso, com informações estúpidas nascidas de minha caligrafia torta.
E os dias se abreviam em opióides para aliviar dores não lembradas mas conhecidas, comprados na farmácia de velho comerciante que me vende medicamentos sem receitas coloridas enquanto o resto são cinzas.
E tudo fica normal ou é normal - o sol nasce, as estrelas brilham - e a noite, a noite chega à revelia de meu relógio descomunal.
E mais uma vez o sol me ilumina todo dia e o dia todo, silenciosamente, e tudo se embranquece e todos são vistos como não são e a igreja toca mais uma vez o repicar de sinos anunciando mais uma morte de um senhor gentil que preferiu para de respirar e esquecer os próprios pulmões congestionado.
Pobres pulmões, o ajudou a respirar profundamente a cada passo rumo ao não sei pra onde.
E tudo isso é normal, e enfurece o que inconscientemente nos conserva por igual em um conjunto de normais que não mais choram.
Nada muda, é tudo parado, mas, estamos andando, correndo, atrás do ônibus que se vai e de amores que não existe e que se desfaz.
Ainda dá pra sentir saudades, de meu avô, de meu pai, de Dona Vera, onde estão? onde estão? e dos dias já idos, adormecidos.
Sinto saudade de minha mãe mesmo estando ao meu lado, saudade do nunca mais querendo ser futuro e do por vir serenando o presente em um sábado a tarde.
Existimos e ainda estamos vivos, sonhamos e ainda desistimos, e chegamos em casa e dormimos, e se houver outro dia? se houver outro dia? Não sei, talvez pra nunca mais.
Talvez
Talvez o sol não saia
o mar não se altere
o mal não caia
uma dor que não fere
O medo do medo
talvez não espante
e as cores do desejo
talvez não encante
Mais sempre no fundo
no amargo horizonte
ache o mundo
que o talvez não encontre
Erra-se, sabe, quase continuamente, esperando de
Não se fazer nunca tanto mal mas quantas vezes se cai
A vida, sabe, é um fio em equilíbrio e antes ou depois
Nos encontramos distantes em frente a uma encruzilhada
