Gosto da solidão: frases sobre apreciar a própria companhia
Eu me sinto um lixo
sempre escolho atalhos
pra não encarar o erro.
Gosto do silêncio,
porque eu falhei no barulho das relações.
Quando a dor aperta,
eu me escondo em comprimidos.
Se aperta demais,
eu penso em ir embora de vez.
Me saboto
sou meu inimigo íntimo,
que só quer me deixar sem saída.
E penso:
se eu sumir, talvez seja um alívio.
Pra mim.
Pra eles.
Pra todo mundo que ainda se importa
(mais do que eu mereço).
Uma pequena taça de vinho quase vazia, marcada de batom barato e gosto amargo, dá tom, ao fundo uma velha vitrola empoeirada ainda repete o refrão, no meu peito ferido ainda vive saudade e solidão.
O doce, porém, tão pecaminoso, gosto da tentação, apresenta-se como a sobremesa, da loucura, queimando intensamente, sobre minha língua, de forma amargamente, deliciosa, deixa evidente, sua intenção, de entregar-me, o possível, vício, do momentâneo sentimento de força, o veneno, me adormece em profunda calma. O saboroso prazer, em meio a ilusão, da insanidade, da distorcida realidade, regida sobre as nuvens, de sonhos tão distantes, afastados da racionalidade, que me tiram as cores em meio a realidade. A dimensão da irracionalidade, torna os cenários ilusórios, pintados sobre meus intensos desejos por descanso, em uma tentadora esperança, quase em colapso com a razão, em meio a melancolia, tão presente na realidade. O limite da perfeição, quase beirando a insanidade, o vislumbre do paraíso, ilumina minha visão, salvando minha alma, com seus poderosos feixes de luz, o sentimento de paz, avançando sobre meu espírito, é indescritível. Minha constante, e desgastante, fuga das garras, afiadas, da razão, a sensação desesperada de medo, de ser perseguido pela visão da sufocante realidade, que aperta dolorosamente meu peito, com a ansiedade agonizante, e ensurdecedor vazio, repleto do mais profundo, silêncio, que tortura minha consciência em eterna agonia. O sentimento libertador, de ser consumido pela loucura, queimando os pensamentos, corroídos pela razão, as vozes gritando incessantes em minha mente, atormentando e afugentando, a solidão, que costumava me envolver em um vazio excruciante, e o intenso incômodo, de dor.
Em toda aminha vida a timidez nunca me deixou dizer o quanto eu gosto de você,
Mas o meu corpo inteiro lhe expressou por esse amor.
Se hoje eu vivo o teu desamor, já não digo que você não me aceitou,
Eu confesso que não soube como merecer o teu amor.
Edney Valentim Araújo.
