Gostaria de te Pedir Perdão
Amar além dos limites e perdoar além das mágoas é seguir o exemplo divino, irradiando luz mesmo nas sombras da vida.
Esquecer uma promessa feita de confiança onde a base é a escolha de boa fé, é o mesmo que perdoar uma dívida e cobrar depois.
Eu sou o tipo de cara que perdoa com muita facilidade, sigo em frente, pois não gosto de carregar comigo a infelicidade, também não guardo mágoa, mas isso não quer dizer que eu me esqueça daquela lágrima derramada... Quem me feriu no passado, não terá no presente a minha raiva, mas também não terá a minha presença constante, nem a minha divertida risada... Eu me afasto da dor, a mesma que por alguém foi causada, mudo de rumo, deixando fora da minha vida a pessoa indesejada, assim eu me reciclo e continuo a minha caminhada, mas agora com quem realmente merece fazer parte da minha jornada!
Eu sempre perdoo com muita facilidade, mas do ato não me esqueço, para que não se repita o semelhante erro com a mesma intensidade!
Não deixe passar o tempo,o tempo não perdoa traz as oportunidades mas se não agarrar também leva embora..
Dez vezes eu tentei
nove vezes me iludi
oito vezes perdoei
sete vezes desisti
seis vezes eu errei
cinco vezes me enganei
quatro vezes eu chorei
em três vezes ninguém viu
duas vezes eu morri
uma vida só vivi
Não quero perder minha especiaria, perdoe a raiva que quis mostrar desprezando o valor da paz. O tédio da solidão me fez ignorar o quanto me conheces, me respeitas e me entendes. O que sentes por mim não depende do meu comportamento, mas porque você me entende.
Que me perdoem os linguistas
Dirijo-me às salas, entusiasmado por um “certo ou errado”, por aquilo que às vezes não se sabe para que sirva. Contextualizado pelos desalmados criadores de regras e de algumas combinações de palavras que me dizem ser o básico. Para dar sentido às criações alguns chargistas satíricos me gozam. A fala expressa a particularidade de uma natureza individual, mas a gramática que inventaram muda o eixo da natureza humana. A invenção da língua maior, ou melhor, determinam o grau da minha estupidez de um modo teórico, e, para tantas regras apenas poucos são falantes. A cada dia um novo “palavrão” provoca a minha ignorância genética conservadora. Para não propor nenhuma solução atento-me a uma perspectiva nova de compreensão mutante. É possível que as coisas que digo estranhem, ou tão difícil seja a compreensão. Convém às vezes pensar que para qualquer regra haja uma intransigência prevalecendo-se a intelectualidade. Almeja-se que os semideuses linguistas aproximem cada vez mais a ciência para dar sentido ao empírico, à raiz da sociedade através de uma mediação continuada.
Amauri Valim
